TUE Hyundai-Rotem (ViaQuatro)

TUE Hyundai Rotem
Trem da ViaQuatro
Interior
FabricanteHyundai Rotem
FábricaGyeongsang do Sul, Coréia do Sul
Período de construção
  • Fase I 2008- 2010
  • Fase II 2016-2017
Entrada em serviço
  • Fase I 2010
  • Fase II 2017
Total construídos
  • Fase I 14/84
  • Fase II 15/90
Total em serviço29
Formação6 carros
Capacidade1946 (condição 6 pass/m²)
OperadorViaQuatro
DepósitosPátio Vila Sônia
Linhas Amarela
Especificações
CorpoAço inoxidável
Comprimento total128,50 m
Largura2,800 m
Velocidade máxima80 km/h
Tipo de traçãoElétrica (Corrente alternada)
Tipo de transmissãoManual / CBTC
Tipo de climatizaçãoHVAC Ar Condicionado Carrier
23kW (2 unidades por carro)
39.000 kcal/hora/unidade
Alimentação1500 Vcc
Captação de energiapantógrafo Stemmann-Technik FB800.18
acionado por mola/motor elétrico
curso livre de 750mm
Classificação UICBo′Bo′+Bo′Bo′+Bo′Bo′+Bo′Bo′+Bo′Bo′+Bo′Bo′
Freiosatrito Knorr-Bremse
Bitola1,435 m

O TUE Hyundai-Rotem (ViaQuatro) é um TUE fabricado pela empresa Hyundai Rotem entre os anos de 2009 a 2017 operada pela concessionária ViaQuatro, responsável pela Linha 4 do Metrô de São Paulo.[1][2][3]

História

Projeto e fabricação

Após a concessão da Linha 4 em 2006, o governo de São Paulo obteve um financiamento de US$ 550 milhões do Banco Mundial para a compra de 14 trens e o fornecimento de sinalização para a nova linha.[4] Em 3 de dezembro de 2007 a recém formada concessionária ViaQuatro celebrou um contrato de fornecimento de 14 trens e do sistema de sinalização CBTC com o consórcio Siemens/Hyundai Rotem.[5] A entrega do primeiro trem foi prevista para o fim de 2009.[6] Naquele momento, era o terceiro contrato seguido da Hyundai Rotem para o fornecimento de trens ao Brasil com financiamento pelo Banco Mundial (o primeiro foi o do Metrô de Salvador e o segundo com o sistema de Trens Urbanos do Rio de Janeiro). Enquanto a empresa coreana alegava que seus trens eram 10% mais baratos que os fabricados no Brasil, os fabricantes brasileiros alegaram que os preços eram até 30% menores para forçar a entrada da Hyundai Rotem no mercado brasileiro.[7]

Os trens foram fabricados na Coréia do Sul, tendo como principal característica a ausência de um operador humano, sendo operados por computadores.[8] A adoção dessa tecnologia gerou protestos do sindicato dos Metroviários que alegou ser um risco entregar a operação dos trens a um computador.[9] O primeiro trem chegou ao porto de Santos em 1 de janeiro de 2010.[10] Os dois últimos, do lote de quatorze, chegaram em 29 de julho daquele ano.[11]

Os trens do segundo lote começaram a ser entregues em fevereiro de 2016.[12] Até o final daquele ano, doze trens haviam sido entregues.[13] Os três últimos foram recebidos em 2017.[14]

Ano Quantidade
2009 1[15]
2010 13
2016 12
2017 3
Total 29

Acidentes e incidentes

  • 2017 - Durante testes em data não identificada publicamente o Trem nº 417 sofreu um choque contra um para-choque de via no Pátio Vila Sônia. O incidente não deixou feridos, porém dois dos seis carros do trem precisaram ser enviados ao fabricante para reparos.[16][17] Após reparos, o trem 417 voltou a prestar serviços em 2020.[18]
  • 9 de setembro de 2025 - Trem descarrila entre as estações São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Sem feridos. Os danos causados pelo acidente provocaram a interdição parcial do trecho para reparos.[19]

Referências

  1. «Brazil Sao Paulo Line 4 EMU». Hyundai Rotem. Consultado em 28 de julho de 2019 
  2. Eng Edivaldo Wagner Martins (agosto de 2009). «Material Rodante da Linha 4 - Amarela» (PDF). Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP)-15ª Semana de Tecnologia Metroferroviária. Consultado em 28 de julho de 2019 
  3. «Tecnologia». ViaQuatro. Consultado em 28 de julho de 2019 
  4. «Banco Mundial aprova US$ 130 milhões para a segunda fase da Linha 4 do Metrô de São Paulo». The World Bank Group. 4 de maio de 2010. Consultado em 27 de agosto de 2023 
  5. ViaQuatro (18 de março de 2008). «Relatório de Administração 2007» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno: Empresarial, pàgina 90. Consultado em 27 de agosto de 2023 
  6. Alencar Izidoro (16 de agosto de 2007). «Trens da linha 4 do metrô podem chegar somente no final de 2009». Folha Online. Consultado em 27 de agosto de 2023 
  7. Renata Stuani/Agência Estado (8 de novembro de 2004). «Em busca de luz no fim do túnel». Jornal do Commércio (RJ), ano CLXXVIII, edição 31, página A7/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 23 de setembro de 2023 
  8. Bruna Souza Cruz (7 de fevereiro de 2019). «Cadê o condutor? Entenda a tecnologia por trás do metrô que anda sozinho». UOL-Tilt. Consultado em 27 de agosto de 2023 
  9. «Linha 4 – Amarela: operador de trem, já!». Sindicato dos Metroviários. 4 de junho de 2012. Consultado em 27 de agosto de 2023 
  10. A Tribuna On-line (15 de março de 2010). «Porto de Santos receberá mais nove trens da Linha 4 – Amarela até o final do semestre». Instituto de Engenharia. Consultado em 27 de agosto de 2023 
  11. Daniel Gonzales (29 de julho de 2010). «últimos trens da Linha 4 do Metrô de SP chegam ao país». Estadão. Consultado em 27 de agosto de 2023 
  12. Renato Lobo (18 de fevereiro de 2016). «ViaQuatro recebe novo trem para Linha 4 amarela». Via Trólebus. Consultado em 14 de setembro de 2025 
  13. Renato Lobo (7 de dezembro de 2016). «ViaQuatro recebe 12º novo trem». Via Trólebus. Consultado em 14 de setembro de 2025 
  14. Via Quatro (3 de fevereiro de 2018). «1.4. Destaques Operacionais» (PDF). Relatório da Administração 2017. Consultado em 14 de setembro de 2025 
  15. ViaQuatro (25 de fevereiro de 2010). «Relatório da Administração» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Empresarial, página 23. Consultado em 14 de setembro de 2025 
  16. Renato Lobo (21 de março de 2019). «Trem da Linha 4-Amarela do Metrô teria colidido no Pátio Vila Sônia». Via Trólebus. Consultado em 14 de setembro de 2025 
  17. Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A. (12 de junho de 2018). «Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 07 de Maio de 2018» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Empresarial, página 18. Consultado em 14 de setembro de 2025 
  18. Renato Lobo (27 de janeiro de 2021). «Trem que teria colidido da Linha 4-Amarela do Metrô é visto em operação». Via Trólebus. Consultado em 14 de setembro de 2025 
  19. Matheus Crobelatti (9 de setembro de 2025). «Trem do metrô de SP descarrila na Linha 4 Amarela e fecha estação». Agência Brasil. Consultado em 14 de setembro de 2025