Sururina-da-serra
Sururina-da-serra
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![]() Sururina-da-serra (Tinamus resonans), Parque Nacional da Serra do Divisor, Mâncio Lima, Acre, Brasil | |||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||
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Sururina-da-serra (Tinamus resonans) é uma espécie de ave terrestre da família Tinamidae (os tinamídeos). É endêmica da Serra do Divisor, na Amazônia Ocidental brasileira.[1][2] A espécie, descrita em 2025, é distinta pela sua máscara facial cinza-ardósia escura, partes inferiores ruivas e um canto distintamente ressoante. Possui uma distribuição geográfica extremamente restrita e é considerada potencialmente vulnerável à perturbação do habitat.
Taxonomia e Etimologia
Tinamus resonans foi cientificamente descrita por Morais et al. em 2025.[3] De acordo com os autores da descrição, a espécie pertence ao gênero Tinamus. Eles observam que este gênero inclui pequenos tinamídeos florestais que foram anteriormente colocados no gênero Crypturellus. A sua colocação filogenética exata é incerta, embora partilhe características morfológicas com o inhambu-variado (T. variegatus), o inhambu-vermelho (T. brevirostris) e o inhambu-de-Bartlett (T. bartletti).[carece de fontes]
O epíteto específico resonans é latim para "ecoante" ou "ressoante". Isto refere-se às vocalizações da espécie, que são incomumente altas e se propagam claramente pelas encostas íngremes e arborizadas que habita.[carece de fontes]
Descrição
A sururina-da-serra é uma ave de tamanho médio. Apresenta uma coroa e nuca cinza-ardósia escura, o que cria a aparência de uma máscara facial. As bochechas, garganta e peito são de cor canela-ruiva, contrastando com as partes superiores, que são um uniforme cinza-acastanhado. O ventre possui uma área central pálida. As pernas são cinzentas e os olhos são castanhos escuros.[carece de fontes]
Na data da descrição da espécie, todos os espécimes recolhidos eram fêmeas; a plumagem do macho permanece desconhecida.[carece de fontes]
Vocalizações
O canto de T. resonans é alto e se propaga por longas distâncias. O chamado primário consiste em notas semelhantes a flauta que ascendem a um clímax modulado. Quando vários indivíduos estão próximos, eles podem usar sequências mais curtas e excitadas ou um suave chamado de nota única. Estas vocalizações são consideradas únicas dentro da família.[carece de fontes]
Distribuição e hábitat
A espécie é endêmica do Brasil, restrita a elevações de 310 a 435 m na Serra do Divisor, localizada no município de Mâncio Lima, Acre.[carece de fontes]
Habita florestas de transição situadas entre a vegetação submontana e a vegetação montanhosa anã. Favorece encostas íngremes caracterizadas por solos arenosos rasos e densas redes de raízes.[carece de fontes]
Comportamento
A sururina-da-serra vocaliza mais ao crepúsculo, mas também é conhecida por chamar à noite. A ave responde prontamente a gravações de playback e exibe pouca aversão ou medo de humanos. O comportamento de forrageamento envolve sondar e virar a liteira de folhas para encontrar alimento. Dados de fêmeas coletadas sugerem que a reprodução ocorre durante a estação seca.[carece de fontes]
Conservação
A população total é estimada em aproximadamente 2.100 indivíduos, habitando uma área pequena e restrita.[carece de fontes]
Embora a espécie ocorra dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor, ela enfrenta ameaças potenciais de projetos de infraestrutura, incluindo propostas de estradas e ferrovias, bem como tentativas legislativas de rebaixar a proteção do parque. A mineração e as mudanças climáticas também representam riscos, particularmente dada a dependência da ave em habitats montanhosos específicos. Devido à sua distribuição limitada, a espécie pode ser vulnerável à extinção.[carece de fontes]
Referências
- ↑ «Ave recém-descoberta no Acre tem comportamento semelhante ao de espécie extinta há três séculos e também pode desaparecer». G1. 6 de dezembro de 2025. Consultado em 7 de dezembro de 2025
- ↑ Bourscheit, Aldem (15 de dezembro de 2025). «No isolamento da floresta, um canto poderoso revelou uma nova espécie». ((o))eco. Consultado em 15 de dezembro de 2025
- ↑ Luis A. Morais; Marco A. Crozariol; Fernando I. Godoy; Ricardo a. A. Plácido; Marcos A. Raposo (2 de dezembro de 2025), «A new species of Tinamus (Aves: Tinamiformes) from the western Amazon, Brazil», Zootaxa, ISSN 1175-5334 (em inglês), 5725 (2): 279-291, doi:10.11646/ZOOTAXA.5725.2.6, Wikidata Q137396533
