K-8 (submarino)
K-8
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| Operador | Frota Naval Militar Soviética |
| Fabricante | Sevmash |
| Batimento de quilha | 9 de setembro de 1958 |
| Lançamento | 31 de maio de 1959 |
| Comissionamento | 31 de dezembro de 1959 |
| Destino | Afundou em 12 de abril de 1970 |
| Características gerais | |
| Tipo de navio | Submarino |
| Classe | Projeto 627A |
| Deslocamento | 4 069 t (submerso) |
| Maquinário | 2 reatores nucleares |
| Comprimento | 107,4 m |
| Boca | 7,9 m |
| Calado | 5,65 m |
| Propulsão | 2 hélices |
| Velocidade | 30 nós (56 km/h) (submerso) |
| Autonomia | 50 a 60 dias |
| Profundidade | 340 m |
| Armamento | 8 tubos de torpedo de 533 mm |
| Tripulação | 105 |
O K-8 foi um submarino operado pela Frota Naval Militar da União Soviética e a terceira de catorze embarcações da Classe November (Projeto 627A). Sua construção começou em setembro de 1958 nos estaleiros da Sevmash em Severodvinsk e foi lançado ao mar em maio de 1959, sendo comissionado na frota soviética em dezembro do mesmo ano. Era armado com oito tubos de torpedo de 533 milímetros na proa, tinha um deslocamento submerso de quatro mil toneladas e alcançava uma velocidade submersa de trinta nós (56 quilômetros por hora).
Acidentes
Perda de refrigerante
Em 13 de outubro de 1960, enquanto operava no Mar de Barents, o K-8 sofreu o rompimento de um tubo do gerador de vapor, provocando um acidente de perda de refrigerante. A tripulação improvisou um sistema para fornecer água de resfriamento emergencial ao reator, evitando uma fusão do núcleo do reator, mas grandes quantidades de gás radioativo vazaram, contaminando toda a embarcação. Os níveis de radiação não puderam ser determinados, pois os instrumentos não conseguiam medir em escalas tão elevadas. Três tripulantes sofreram lesões visíveis por radiação, e muitos foram expostos a doses de até 1,8–2 Sv (180–200 rem).
Incêndio
Durante o exercício naval em larga escala "Ocean-70", o K-8 sofreu incêndios simultâneos em dois compartimentos em 8 de abril de 1970. Devido a curtos-circuitos nos compartimentos III e VII, simultaneamente, a uma profundidade de 120 m, o fogo se espalhou pelo sistema de ar-condicionado. Ambos os reatores nucleares foram desligados.[1]
O capitão ordenou o abandono completo da embarcação, mas a ordem foi revertida após a chegada de um navio de reboque. Cinquenta e dois tripulantes, incluindo o comandante, Capitão de 2ª classe Vsevolod Bessonov, retornaram ao submarino que emergira e estava sendo rebocado. Essa foi a primeira perda de um submarino nuclear da União Soviética, que afundou em mar agitado enquanto era rebocado no Golfo da Biscaia, no Oceano Atlântico Norte. Oito marinheiros já haviam morrido devido ao fechamento de compartimentos para evitar novos alagamentos e a propagação do fogo assim que este foi detectado. Todos os que permaneceram a bordo morreram devido à intoxicação por monóxido de carbono e ao alagamento do submarino emergido durante 80 horas de esforços de contenção em condições de tempestade. Setenta e três tripulantes sobreviveram. O K-8 afundou com quatro torpedos nucleares, dos 24 que transportava, a uma profundidade de 4 680 m, aproximadamente 490 km a noroeste da Espanha.[2]
Leituras adicionais
- Polmar, Norman; J. K. Moore (2004). Cold War Submarines: The Design and Construction of U.S. and Soviet Submarines. Washington, DC: Potomac Books, Inc. ISBN 1-57488-530-8
Referências
- ↑ Inventory of accidents and losses at sea involving radioactive material, Agência Internacional de Energia Atômica 2001, versão online pdf
- ↑ Tykva, Richard; Berg, Dieter (2004). Man-made and Natural Radioactivity in Environmental Pollution and Radiochronology. [S.l.]: Springer. p. 136. ISBN 1-4020-1860-6
