Stegastes variabilis

Stegastes variabilis

Classificação científica
Superdomínio: Cytota
Reino: Animalia
Sub-reino: Eumetazoa
Infrarreino: Deuterostomia
Superfilo: Deuterostomia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Superclasse: Actinopterygii
Classe: Actinopteri
Subclasse: Neopterygii
Infraclasse: Teleostei
Ordem: Perciformes
Subordem: Labroidei
Família: Pomacentridae
Género: Stegastes
Espécie: Stegastes variabilis

Stegastes variabilis, comumente conhecido como donzela-cacau-do-sul, donzela-cacau-brasileira ou donzelinha[1] é uma espécie de peixe-donzela da família Pomacentridae, [2] encontrada em recifes de coral no Oceano Atlântico ocidental e na costa do Brasil.

Taxonomia

O nome do gênero origina-se do grego stegastos, que significa coberto. Antigamente, era considerado coespecífico com Stegastes xanthurus, mas foi descoberto que a população caribenha é geneticamente muito distinta da brasileira.[3]

A espécie foi descrita em 1855 por François-Louis Laporte, comte de Castelnau. [2]

Descrição

A donzela-cacau-brasileira é um peixe com até cerca de 12,5 centímetros de comprimento. O topo da cabeça apresenta várias listras azuis. A parte superior do corpo é geralmente marrom-escura a azul e amarela na parte inferior. Os lados são finamente barrados com linhas escuras obliquamente verticais. O peixe possui duas duas pequenas manchas pretas, uma acima das nadadeiras peitorais e a outra no topo do pedúnculo caudal. A grande barbatana dorsal tem 12 espinhas e 14 a 17 espinhas moles. A barbatana anal tem dois espinhas e 12 a 15 espinhas moles. A barbatana caudal é superficialmente bifurcada e possui lóbulos arredondados.[3]

Distribuição e habitat

A donzela-cacau-brasileira é encontrada no Atlântico ocidental, no Brasil. É um peixe marinho e associado a recifes, que não migram e têm uma amplitude de profundidade de 0 a 30 m.

Ecologia e comportamento

Alimentação

Os animais adultos alimentam-se principalmente de algas bentônicas, mas também de esponjas, ascídias e anêmonas. Os os juvenis alimentam-se de invertebrados como copépodes harpacticóides e nemerteanos.[3]

Reprodução

Na época de reprodução, a fêmea põe os ovos no fundo do mar, onde eles ficam presos a conchas vazias, pedras ou outros objetos, sendo, então, fertilizados pelo macho. Ele então os guarda, areja-os e afasta os intrusos.[3]

Referências

  1. «Donzelinha». Fauna. 22 de janeiro de 2015. Consultado em 27 de fevereiro de 2025 
  2. a b «Stegastes variabilis». www.gbif.org (em inglês). Consultado em 18 de abril de 2022 
  3. a b c d «Stegastes variabilis summary page». FishBase (em inglês). Consultado em 27 de fevereiro de 2025 

Ligações externas