Special Anti-Robbery Squad
O Esquadrão Especial Antirroubo (em inglês: Special Anti-Robbery Squad; SARS) foi uma unidade da Polícia Federal da Nigéria criada no final de 1992 para lidar com crimes associados a roubo, furto de veículos, sequestro, furto de gado e porte ilegal de armas de fogo. Fazia parte do Departamento de Investigação Criminal e Inteligência (FCIID), chefiado pelo então Vice-Inspetor Geral da Polícia, Anthony Ogbizi.[1]
O Special Anti-Robbery Squad operava disfarçado. Seus agentes não tinham permissão para usar uniformes da polícia ou exibir equipamentos como rifles ou walkie-talkies em público. Em serviço, usavam veículos descaracterizados, às vezes sem placas ou com placas particulares.[1]
A unidade era controversa por suas ligações com execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados, extorsão, tortura, incriminação, chantagem, sequestro, tráfico ilegal de órgãos, invasões domiciliares, estupro de homens e mulheres, prisões de crianças, invasão de privacidade e poluição de corpos d'água com o descarte ilegal de restos mortais. O SARS foi investigado diversas vezes em resposta a protestos, mas sem resultados; reformas foram prometidas em 2016, 2017, 2018 e 2019.[2][3] A unidade foi dissolvida em 11 de outubro de 2020 após manifestações sob o mote "End SARS".[4][5]
Referências
- ↑ a b «How I founded SARS in the Police – RTD CP Midenda». Vanguard News (em inglês). 23 de dezembro de 2017
- ↑ Olatunji, Jacob (5 de outubro de 2020). «For fourth time in 4 years, IGPs ban SARS». Nigerian Tribune. Ibadan, Nigeria. Cópia arquivada em 7 de outubro de 2020
- ↑ Malumfashi, Sada (22 de outubro de 2020). «Nigeria's SARS: A brief history of the Special Anti-Robbery Squad». Al Jazeera. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2020
- ↑ «The Killing Force: Nigeria Police Turn Their Guns on Defenceless Citizens». P.M. News (em inglês). 7 de novembro de 2011
- ↑ Salami, Lawal (19 de dezembro de 2019). «Hands in the hair: Nigerian police and men with dreadlocks». Global Comment (em inglês)