Elevação continental

Elevação continental ou sopé continental faz parte da margem continental, e ocorre entre a base do talude continental e o início da planície abissal, exceto em áreas de fossa oceânica, é formado pelo acúmulo de sedimentos espessos da margem continental devido a processos de movimento de sedimentos ocasionados por eventos de deposição gravitacional (Deslizamentos submarinos, Correntes de Turbidez), sedimentação vertical de partículas clásticas e biogênicas arrastadas da plataforma continental, e a deposição proveniente de correntes de fundo que fluem paralelamente à inclinação da elevação continental, sendo o último processo sedimentar sendo objeto de debate científico, questiona-se se as correntes de contorno são fortes o suficiente para carregar os sedimentos espessos que compõem as elevações.

Possui profundidades que variam de 1.300 m a 4.000 m na porção superior, e de 5.000 m a 6.000 m na porção inferior, com a largura podendo variar de 200 km a 300 km. Apresenta declives intermediários entre os observados nas plataformas e taludes continentais, com pouca irregularidade que dificilmente ultrapassam 200m de relevo.

Referências

  • Dicionário do Petróleo e Gás. Sopé continental. Disponível em: https://dicionariopetroleoegas.com.br/dictionary/sope-continental/.
  • Encyclopaedia Britannica. Continental rise. Disponível em: https://www.britannica.com/science/continental-rise.
  • Bate-papo com Netuno. O assoalho oceânico, margens continentais, bacias oceânicas e cordilheiras mesoceânicas. Disponível em: https://www.batepapocomnetuno.com/post/o-assoalho-oce%C3%A2nico-margens-continentais-bacias-oce%C3%A2nicas-e-cordilheiras-mesoce%C3%A2nicas.
  • CASTELLO, Jorge P.; KRUG, Luiz C. (org.). Introdução às Ciências do Mar. Pelotas: Editora Textos, 2017. 602 p. ISBN 978-85-68539-00-2.