Sonia Corrêa

 Nota: Se procura uma artista plástica, veja Sônia Corrêa.
Sonia Corrêa
Sonia Corrêa (2016)
Nascimento
Nacionalidadebrasileira
OcupaçãoAtivista feminista

Sonia Corrêa (18 de novembro de 1948) é uma ativista feminista e pesquisadora do Brasil[1], trabalhando principalmente em questões de igualdade de gênero, saúde e sexualidade.[2][3] Foi fundadora da SOS-Corpo, entidade feminista de Recife (PE) que se dedica à defesa dos direitos reprodutivos e direitos sexuais das mulheres.[4]

Ativismo

Sonia Corrêa é formada em arquitetura e urbanismo e tem uma pós-graduação em antropologia.[5]

Começou a promover a igualdade de gênero no período de redemocratização no Brasil, em protestos que reivindicavam liberdades e combatiam o autoritarismo. Ela integrou o grupo representante da sociedade civil brasileira que discutiu sobre direitos e saúde sexual e reprodutiva na II Conferência Mundial sobre Direitos Humanos, em Viena, Áustria, em 1993, e na III Conferência Mundial sobre Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e formas correlatas de Intolerância, em Durban, África do Sul, em 2001.[6]

De 1992 a 2009, Corrêa foi coordenadora de pesquisa em saúde e direitos sexuais e reprodutivos na Development Alternatives with Women for a New Era (DAWN), uma rede feminista do Sul Global. Nessa função, como integrante da sociedade civil, ela participou das negociações das Nações Unidas sobre questões relacionadas a gênero e sexualidade na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada em 1994; na IV Conferência Mundial sobre a Mulher, em 1995.[7]

Em 2006, Sonia co-presidiu o Comitê de Especialistas que elaborou os Princípios de Yogyakarta, que estabeleceu parâmetros para os direitos humanos quando o assunto é orientação sexual e identidade de gênero. O documento abriu terreno para que essas questões passassem a ser incorporadas no direito internacional dos direitos humanos.[6][8]

Desde 2000, Sonia é co-líder com Richard Parker do Observatório de Sexualidade e Política, que se debruça sobre gênero, sexualidade, direitos humanos e democracia.[6] É um fórum global de pesquisadores e ativistas que atuam em temas e políticas de direitos sexuais em todo o mundo.[9] O fórum foi lançado em 2002, como International Working Group on Sexuality and Social Policy (IWGSSP), mas mudou seu nome para Sexuality Policy Watch em 2006.[10] Desde sua criação, o SPW tem conduzido pesquisas sobre tendências da sexualidade, atuado na defesa da prevenção da violência contra as mulheres,[11] estabelecido parcerias com grupos de direitos sexuais e publicado análises fundamentais de políticas públicas.[12]

Prêmio

Publicações selecionadas

  • Population and Reproductive Rights: Feminist Perspectives from the South (Zed Books, 1994) ISBN 9781856492836, OCLC 247012868
  • Sexuality, Health and Human Rights, co-authored with Richard Parker and Rosalind Petchesky (Routledge, 2008) ISBN 9780415351171, OCLC 449934565
  • Development with a Body, co-authored with Andrea Cornwall and Susan Jolly (Zed Books, 2008) ISBN 9781848136465, OCLC 990190773
  • "Emerging powers, sexuality and human rights: Fumbling around the elephant", co-authored with Sonia Corrêa and Akashay Khanna (SPW Working Papers, June 2015) [13]

Referências

  1. Is Wikipedia Woke? The ubiquitous reference site tries to expand its editor ranks beyond the Comic Con set. por Dimitra Kessenides e Max Chafkin, publicado pela "Bloomberg" (2016)
  2. Feministas comemoram escolha de nova ministra das Mulheres por Luiz Carlos Azenha (2012)
  3. «Sonia Corrêa». Rewire rewire.news. Consultado em 10 de outubro de 2016 
  4. Sônia Correa: Em nome do “maternalismo”, toda invasão de privacidade é permitida por Conceição Lemes (2012)
  5. Currículo.
  6. a b c d e VibeThemes. «Feminista brasileira é reconhecida com prêmio internacional por vida dedicada à igualdade». ONU Mulheres. Consultado em 15 de janeiro de 2026 
  7. Johnstone, Hazel. «Sonia Corrêa - visitingAcademics - profiles - Who's who - Gender Institute - Home». www.lse.ac.uk (em inglês). Consultado em 15 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 19 de novembro de 2016 
  8. Signatories to the Yogyakarta Principles, p.35
  9. «Brazil election candidates stay silent on abortion issue». BBC News (em inglês). 3 de outubro de 2014. Consultado em 15 de janeiro de 2026 
  10. «About Us - Sexuality Policy Watch». Sexuality Policy Watch (em inglês). Consultado em 15 de janeiro de 2026 
  11. Osava, Mario (17 de junho de 2016). «Combating Rape Requires Cultural Change in Brazil». Inter Press Service. Consultado em 15 de janeiro de 2026 
  12. «Sexuality Policy Watch | GenderIT.org». www.genderit.org (em inglês). Consultado em 15 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2018 
  13. Corrêa, Sonia; khanna, akshay (June 2015). «Emerging powers, sexuality and human rights: Fumbling around the elephant» (PDF). Sexuality Policy Watch. SPW Working Papers (11)  Verifique data em: |data= (ajuda)