Solon Aragão

Solon Aragão
Deputado estadual pelo Piauí
Período1963-1967
Dados pessoais
Nascimento9 de junho de 1921
Balsas, MA
Morte4 de dezembro de 2000 (79 anos)
São Raimundo Nonato, PI
PartidoPTB (1962–1965)
MDB (1966–1979)
PMDB (1980–1987)
Profissãopadre, educador

Solon Correia de Aragão (Balsas, 9 de junho de 1921São Raimundo Nonato, 4 de dezembro de 2000) foi um padre, educador e político brasileiro, outrora deputado estadual pelo Piauí.[1]

Dados biográficos

Filho de Ascendino Pinto de Aragão e Eulina Correia de Aragão. Em sua cidade natal, foi aluno do Educandário Coelho Neto e aos nove anos trabalhava na gráfica do seminário, onde teve o primeiro contato com o jornalismo. Com a mudança da família para a cidade piauiense de São Raimundo Nonato em 1932, tornou-se aluno de Dom Inocêncio Lopes Santamaria até ir estudar em Salvador e em Fortaleza, onde concluiu seus estudos. Ordenado em 1º de janeiro de 1944, tornou-se padre com menos de 24 anos, idade mínima exigida pelo Direito Canônico, o que foi contornado graças a uma autorização emitida pelo Papa Pio IX.[2]

Designado sacerdote da paróquia de Bom Jesus estabeleceu-se em São João do Piauí em 1952[3] exercendo a função por quase meio século e na referida cidade atuou como educador sendo o artífice da fundação de um ginásio e uma escola secundária. Recebeu o título de Monsenhor em 1975.

Na seara política foi eleito deputado estadual pelo PTB em 1962, em 1966 foi candidato a senador pelo MDB, sendo derrotado por Petrônio Portela, candidato da ARENA. No governo do presidente José Sarney, foi diretor regional da Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM) no Piauí. Embora filiado ao PMDB, opôs-se à coligação com o PDS em 1986, compondo uma dissidência em favor de Freitas Neto, do PFL.[nota 1] Ocupou, a seguir, o cargo de secretário de Cultura no governo Bona Medeiros, recebendo o título de cidadão piauiense em 1986.[4][5][6][7]

Notas

  1. Embora Solon Aragão tenha permanecido no PMDB, os dissidentes do partido tomaram dois rumos no apoio à candidatura de Freitas Neto em 1986: os irmãos Ciro Nogueira e Aquiles Nogueira escolheram o PFL, enquanto Deoclécio Dantas e Elias Ximenes do Prado abrigaram-se no PDT, por exemplo. Em 15 de maio de 1986, o jornal O Dia publicou matéria intitulada O novo secretariado, na qual lê-se que os rebeldes do PMDB assumiram três secretarias no governo recém-empossado de Bona Medeiros: Cultura (Solon Aragão), Justiça (Ocílio Lago Júnior) e Trabalho e Ação Social (Marina Melo).

Referências

  1. BASTOS, Cláudio de Albuquerque. Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí. Teresina; Fundação Cultural Monsenhor Chaves, 1994.
  2. SANTOS, José Lopes dos. A vida e seus caminhos. v. II. Teresina: Gráfica Mendes, 2002.
  3. «Paróquia de São João do Piauí: Solon Correia de Aragão 1952-2000». Consultado em 18 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 1 de abril de 2008 
  4. SANTOS, José Lopes dos. Política e Políticos: Eleições 86. Teresina, Gráfica Mendes, 1988. v. III.
  5. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1962». Consultado em 12 de janeiro de 2025 
  6. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1966». Consultado em 12 de janeiro de 2025 
  7. BRASIL. Estado do Piauí. «Lei n.º 4.068 de 11/12/1986» (PDF). Consultado em 13 de abril de 2025