Sinfonia (teologia)

Mosaico da entrada sudoeste da antiga basílica de Santa Sofia de Constantinopla (Istambul, Turquia). A Virgem Maria está de pé no centro, segurando o Menino Jesus no colo. À sua direita, está o imperador Justiniano I, oferecendo uma maquete de Santa Sofia. À sua esquerda, o imperador Constantino I, apresentando uma maquete da cidade.

Sinfonia (em grego: συμφωνία, "acordo") é uma teoria ou conceito normativo no pensamento teológico e político cristão ortodoxo, especialmente dentro do Império Romano Oriental e do Império Russo, que postula que a igreja e o estado devem se complementar, exibindo respeito mútuo, sem que nenhuma instituição presuma dominar a outra.

A origem dessa teoria pode ser traçada à política do imperador romano São Constantino, o Grande (que governou o império entre os anos 324 e 337). O imperador São Justiniano I (que governou o império entre os anos 527 e 565) expressou essa posição quando disse: "Uma distinção é feita entre a autoridade imperial e o sacerdócio, o primeiro sendo preocupado com assuntos humanos e o último com coisas divinas; os dois são considerados intimamente interdependentes, mas, pelo menos em teoria, nenhum é subordinado ao outro." Tal posição é baseada na Bíblia, como evidenciado em vários textos do Antigo Testamento; as referências mais notáveis são a de Melquisedeque, o rei-sacerdote, e o relacionamento fraternal entre Arão, o sumo sacerdote, e Moisés, o líder de Israel do Egito.

Acredita-se que a teoria tenha sido incorporada no Império Bizantino desde o reinado de Justiniano, quando o direito eclesiástico e o civil eram indivisíveis, ou seja, o direito canônico passou a ser imposto pelo imperador. Essa visão também foi reafirmada no Stoglav, um código eclesiástico promulgado no Czarismo da Rússia em 1551.

A sinfonia é um tema de discussão política na Rússia quando foi levantada e abordada [1] pelo Patriarca Cirilo I de Moscou na presença do Presidente Dmitry Medvedev, no dia seguinte à ascensão de Cirilo ao trono patriarcal ortodoxo russo em 1º de fevereiro de 2009.

Referências