Simbácio de Astianena
| Simbácio de Astianena | |
|---|---|
| Nacionalidade | Império Sassânida |
| Ocupação | General |
| Religião | Cristianismo |
Simbácio (em latim: Symbatius; em grego: Συμβάτιος; romaniz.: Symbátios; em armênio/arménio: Սմբատ; romaniz.: Smbat) foi um nobre armênio (nacarar), o senhor de Astianena, do final do século VI e começo do VII, durante o reinado do xainxá Cosroes II (r. 590–628).
Nome
Simbácio (Symbatius) é a forma latina do armênio Sembate (Սմբատ, Smbat), que embora se saiba ter uma origem iraniana, não se conhece seu significado. Foi registrado em grego como Simbácio (Συμβάτιος, Symbátios) e em persa novo como Sunfade (سانپاد, Sunfād) e Simbá / Simbade (سندباد, Sinbād). A tradição armênia preservada em Moisés de Corene atribuiu a origem do nome a Xambate (Շամբաթ, Šambatʻ), um suposto hebreu ativo nos tempos do mítico Valarsaces I.[1]
Vida


A existência de Simbácio é atestada apenas na História de Taraunitis de João Mamicônio, obra considerada não fiável, e autores como Christian Settipani põe dúvida a sua existência.[2] Na obra é descrito como príncipe de Astianena. Aparece no começo do reinado do imperador Focas (r. 602–610), quando ajuda na luta contra invasão de Raanes e seus seis mil homens. Participou na ação conjunta liderada por Vaanes II e comandou 3 600 homens. Causou grande massacre lá e se apressou em decapitar Raanes e colocar as tropas em fuga. Assediou-os até que pediram que parasse e prometeram pagar-lhes impostos. Após mais algumas discussões, disse: "Ou nos dê a cabeça de Raanes ou nos dê 30 mil daecãs". Pagaram 30 mil daecãs e quando preparavam-se para fugir foram massacrados.[3]
Durante a invasão de Surena, Simbácio e Vaanes III chegaram com seis mil homens ao auxílio de Simbácio I (pai do último) e Varazes de Palúnia quando combatiam os persas próximo do Mosteiro do Glaque. Ao saber que seu pai estava bem, Vaanes atacou, abrindo caminho e avançando. Abriu uma das alas enquanto Simbácio limpou a outra, e assumindo a condução da guerra, começaram a matar os líderes do exército persa. Movendo, Vaanes cercou a outra ala, e tendo prendido as tropas iranianas no meio, as destruíram até a noite.[3] Depois, quando Tigranes invadiu, Simbácio I confiou a ala esquerda de seu exército a Simbácio.[4]
Simbácio também participou na luta contra as tropas invasoras de Varduri enviadas 18 anos depois. Num dos confrontos, uma brigada de fugitivos persas foi para junto dos clérigos que acompanhavam o exército armênio e imploraram por suas vidas. Quando a brigada de Simbácio chegou, perguntaram: "Onde estão os persas que vieram atrás dos fugitivos?" Mas os clérigos não os entregaram e então Simbácio perguntou: "O que aconteceu com os iranianos?" Os clérigos responderam: "Eis que estão com seus pais". Então a batalha cessou. Voltaram os fugitivos a Megueti, encontrando 480 deles. Lhes deram tesouros e cavalos e os liberavam para ir aos persas como porta-vozes para relatar as maravilhas que haviam encontrado dos clérigos dos armênios.[5]
Referências
- ↑ Ačaṙyan 1942–1962, p. 537-538.
- ↑ Settipani 2006, p. 147.
- ↑ a b Bedrosian 1985, Capítulo III.
- ↑ Bedrosian 1985, Capítulo IV.
- ↑ Bedrosian 1985, Capítulo V.
Bibliografia
- Ačaṙyan, Hračʻya (1942–1962). «Սմբատ». Hayocʻ anjnanunneri baṙaran [Dictionary of Personal Names of Armenians]. Erevã: Imprensa da Universidade de Erevã
- Bedrosian, Robert (1985). «John Mamikonean's History of Taron». Nova Iorque
- Settipani, Christian (2006). Continuité des élites à Byzance durant les siècles obscurs. Les princes caucasiens et l'Empire du vie au ixe siècle. Paris: de Boccard. ISBN 978-2-7018-0226-8