Siemens Healthineers

Siemens Healthineers
Razão socialSiemens Healthineers AG
Nome(s) anterior(es)Siemens Healthcare
Empresa de capital aberto
CotaçãoFWB: SHL
AtividadeEquipamentos Médicos e de Laboratórios
Fundação1 de dezembro de 2017
SedeErlangen,  Alemanha
Área(s) servida(s) Mundo
Proprietário(s)Siemens AG (75%)
Pessoas-chaveBernd Montag (CEO)
Empregados72.000 (em 2024)[1]
ProdutosSistemas de exame de ultrassom, máquinas de mamografia, scanners de tomografia computadorizada, tomógrafos de ressonância magnética, sistemas de angiografia, sistemas convencionais de raios-X, dispositivos de diagnóstico de medicina esportiva, sistemas de medicina molecular, produtos para diagnóstico laboratorial, bem como Sistemas de radioterapia e sistemas de terapia de partículas baseados em aceleradores de partículas e sistemas para processamento de informações médicas.
AtivosAumento EUR 43,583 bilhões (2024)[1]
LucroAumento EUR 1,959 bilhão (2024)[1]
FaturamentoAumento EUR 22,363 bilhões (2024)[1]
Websitewww.siemens-healthineers.com/

Siemens Healthineers é uma empresa multinacional alemã especializada em tecnologia médica.[2]Foi criada em 1 de dezembro de 2017, após ser desmembrada de sua controladora Siemens.[3] Em 2016 40% do lucro da Siemens veio da divisão de tecnologia médica,[4] sua sede esta em Erlangen, Alemanha.[3]

O nome Siemens Medical Solutiona foi adotado em 2001 e a mudança para Siemens Healthcare foi feita em 2008.[5]Em maio de 2016, as operações comerciais da Siemens Healthcare foram renomeadas como Siemens Healthineers.[6]

História

Século 19

A história da Siemens Healthineers começou em Berlim em meados do século 19 como parte do que hoje é conhecido como a Siemens AG. A Siemens & Halske AG foi fundada por Werner von Siemens e Johann Georg Halske em 12 de outubro de 1847.[7]A empresa se formou em torno de uma invenção criada pela Siemens chamada telégrafo de ponteiro. Com base no telégrafo, a nova invenção de Werner von Siemens usou uma agulha para apontar para a sequência de letras, em vez de usar o código Morse.[8] A empresa, então chamada Telegraphen-Bauanstalt von Siemens & Halske, abriu sua primeira oficina em 12 de outubro.[9]Em 1877, a Siemens incluiu em seu portifólio equipamentos eletromédicos e se especializou em tecnologia médica.[10]

Em 1896, apenas um ano depois que Wilhelm Conrad Röntgen descobriu o raio-X, a Siemens produziu os primeiros tubos de raios-X fabricados industrialmente para diagnósticos médicos.[11]

Século 20

Em Aschafemburgo, Alemanha, Friedrich Dessauer fundou sua própria empresa, que mais tarde ganhou destaque sob o nome de Veifa-Werke. As empresas mantiveram laços estreitos entre si, finalmente se fundindo em 1932 para formar a Siemens-Reiniger-Werke (SRW).[12]Mais tarde, em 1933, a Siemens introduziu tubos de ânodo rotativos para raios-X que podiam suportar cargas elétricas muito maiores, lançando as bases para o desenvolvimento de tubos de raios-X modernos.[13]

Apoiados pela Siemens em Erlangen, Inge Edler, um médico sueco, e o físicoCarl Hellmuth Hertz ficaram intrigados com a ideia de usar a tecnologia de ultrassom para obter diagnósticos cardíacos mais precisos. Em 1953, eles se tornaram os primeiros a usar a técnica de ultrassom para ecocardiografia.[14]

Em 1958, a empresa sueca Elema-Schönander AB (posteriormente Siemens-Elema AB) desenvolveu o primeiro marcapasso cardíaco implantado em um paciente cardíaco gravemente enfermo pelo cirurgião Åke Senning.[15][16]

Em meados da década de 1960, o engenheiro da Siemens Ralph Soldner desenvolveu a primeira unidade de ultrassom "em tempo real" do mundo, o Vidoson.[17] Com essa tecnologia, os técnicos podiam visualizar os movimentos dentro do corpo em uma tela enquanto eles ocorriam.[18][11]

Em 1974, a empresa exibiu sua primeira imagem tomográfica de uma cabeça humana em uma reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte, em Chicago. Um ano depois, a empresa lançou seu primeiro scanner de tomografia computadorizada, o Siretom.[19]

Em 1998, a Siemens introduziu o primeiro sistema de automação laboratorial baseado em esteiras, o ADVIA LabCell Automation Solution.[20]

Século 21

A Siemens foi a primeira a combinar a Tomografia por emissão de positrões (PET) com a tomografia computadorizada (TC).[21]Ao criar esse sistema de imagem híbrido, a Siemens combinou a capacidade do scanner PET de visualizar processos biológicos da vida com a imagem anatômica de tecidos e órgãos de um sistema de TC. Ao fazer isso, o sistema de combinação permite uma exibição simultânea da anatomia e da função biológica. A revista Time nomeou o Siemens Biograph, o primeiro scanner PET-CT comercial do mundo, como a "Inovação do Ano" em 2000.[22]

De maneira semelhante, a Siemens lançou o Biograph mMR em 2010, o primeiro scanner a combinar completamente as tecnologias de ressonância magnética e PET.[23]

Em dezembro de 2011, a Siemens descontinuou seus aceleradores lineares para o tratamento do câncer, citando pressões de custo e a decisão de se concentrar no diagnóstico por imagem.[24]

Em maio de 2016, a Siemens AG renomeou sua divisão Siemens Healthcare para Siemens Healthineers como parte de sua nova estratégia de gestão.[25]

Em novembro de 2017, a empresa anunciou sua intenção de se tornar listada publicamente na Bolsa de Valores de Frankfurt em março de 2018. Esperava-se que uma participação minoritária de até 25% fosse vendida em parte do IPO, que seria a maior listagem da Alemanha desde o IPO da Deutsche Telekom em 1996, a oferta pública da empresa levantou 4,2 bilhões de euros.[26]

Em 2022, a Siemens Healthineers foi criticada por sua decisão de continuar operando na Rússia, apesar da invasão da Ucrânia pelo país, que levou a vítimas civis generalizadas e condenação internacional. Ao contrário de sua controladora, a Siemens AG, que anunciou sua retirada do mercado russo em resposta à invasão, a Siemens Healthineers afirmou que manterá sua presença, citando seu compromisso em fornecer produtos e serviços de saúde.[27]Essa postura tem sido percebida por alguns como minar os esforços globais para isolar a Rússia econômica e diplomaticamente, particularmente porque as sanções internacionais visam pressionar o país a cessar sua agressão contra a Ucrânia.[28][29]

Referências

  1. a b c d Siemens Healthineers. «Annual Report 2024» (PDF). Site da Siemens Healthineers (em inglês). Consultado em 23 de setembro de 2025 
  2. Siemens Healthineers (2025). «About Siemens Healthineers». Site da Siemens Healthineers (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  3. a b Não especificado (2025). «Siemens Healthineers AG». Market Watch (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  4. Não especificado (22 de novembro de 2016). «Siemens plans to spin off health solutions business, Siemens Healthineers». Global Health Intelligence (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  5. Reuters (26 de janeiro de 2015). «Siemens names new healthcare bosses, power head goes». Reuters (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  6. Reuters (4 de maio de 2016). «Siemens healthcare rebrands as "Healthineers"». Reuters (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  7. Wobbe Vegter (2006). «Werner von Siemens». Wvegter (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  8. Anton A. Huurdeman (2003). «The Worldwide History of Telecommunications». Google Livros (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  9. Siemens AG (2025). «History and heritage». Site da Siemens AG (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  10. Siemens Healthineers (8 de maio de 2023). «Siemens Healthineers - Our company history». Site da Siemens Healthineers (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  11. a b Edward D. Hess e Robert K. Kazanjian (2006). «The Search for Organic Growth». Google Livros (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  12. Britannica Money (2025). «Siemens AG». Encyclopedia Britannica (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  13. Siemens AG (2025). «X-Ray, the beginning of medical imaging». Site da Siemens AG (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  14. Göran Wettrell (2017). «Echocardiogram: The first ultrasound picture of the moving heart». Hektoen International (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  15. Denton A. Cooley (2000). «In Memoriam: Tribute to Åke Senning, Pioneering Cardiovascular Surgeon». PMC - PubMed Central (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  16. Não especificado (7 de outubro de 2008). «St. Jude Medical Celebrates 50th Anniversary of the World's First Implantable Pacemaker». DAIC - Diagnostic and Interventional Cardiology (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  17. Dr. Joseph Woo (1998). «A short History of the Real-time ultrasound scanner». Obstetric ultrasound History Web (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  18. Não especificado (21 de outubro de 2014). «The History of Ultrasound». UltraSoundSchoolsGuide (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  19. Siemens Healthineers (25 de novembro de 2020). «Delivery of the 55,555th CT from Siemens Healthineers». Site da Siemens Healthineers (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  20. Robin A. Felder, PhD (2001). «Is lab automation right for your lab?» (PDF). CAP Today (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  21. David W. Townsend (2008). «Combined PET/CT: the historical perspective». National Library of Medicine (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  22. Helen Kuhl (3 de maio de 2012). «PET/CT: A Dynamic Duo». ITN - Imaging Technology News (em inglês). Consultado em 19 de setembro de 2025 
  23. Wayne Forrest (9 de junho de 2011). «FDA gives first nod to PET/MRI system with Siemens clearance». Aunt Minnie= (em inglês). Consultado em 22 de setembro de 2025 
  24. Brendon Nafziger (22 de dezembro de 2011). «Siemens to end linac sales». Dotmed (em inglês). Consultado em 22 de setembro de 2025 
  25. Reuters (4 de maio de 2016). «Siemens healthcare rebrands as "Healthineers"». Reuters (em inglês). Consultado em 22 de setembro de 2025 
  26. William Wilkes (15 de março de 2018). «Siemens raises $5.2B in health-care unit IPO». Market Watch (em inglês). Consultado em 22 de setembro de 2025 
  27. Conor Hale (12 de maio de 2022). «As Siemens AG leaves Russia over Ukraine war, Siemens Healthineers will stay». Fierce Biotech (em inglês). Consultado em 22 de setembro de 2025 
  28. AuntMinnieEurope.com staff writers (11 de maio de 2022). «Siemens Healthineers to continue operations in Russia». AuntMinnie (em inglês). Consultado em 23 de setembro de 2025 
  29. Euronews (20 de janeiro de 2023). «More than 550 global companies are still doing business in Russia. Many are European». Euronews (em inglês). Consultado em 23 de setembro de 2025