Serra do Itaberaba
Serra da Itaberaba ou do Gil
Serra do Itaberaba Serra do Gil Serra do Itaberá | |
|---|---|
![]() | |
| Localização | |
| Coordenadas | |
| Continente | América |
| País | |
| Região administrativa | São Paulo |
| Município | Guarulhos Santa Isabel Nazaré Paulista |
| Sopé | Rio Jaguari |
| Características | |
| Altitude máxima | 1 422 m |
| Cumes mais altos | Pico do Itaberaba ou do Gil (1422 m), Pico da Pedra Preta (1270 m) |
| Orientação | oeste-leste |
| Geologia | Mares de morros |
| Era geológica | Mesozoico |
![]() Serra da Itaberaba ou do Gil |
|
A serra do Itaberaba, ou serra do Gil, é uma formação montanhosa localizada no limite dos municípios de Guarulhos, Santa Isabel e Nazaré Paulista, no estado de São Paulo, no Brasil. O cume da montanha é o pico de nome homônimo, com 1422 metros de altura, sendo este o ponto culminante de Guarulhos, e, consequentemente, da Região Metropolitana de São Paulo.[1][2]
Sendo protegido pelo Parque Estadual Itaberaba, a serra possui remanescentes da Mata Atlântica, sendo habitat de inúmeras espécies ameaçadas de extinção, funcionado como corredor ecológico, assim também protegendo nascentes de importantes bacias hidrográficas do estado, como a nascente do rio Jaguari, afluente do rio Paraíba do Sul.[3][4] Há também a proposta da criação de um geoparque chamado "Ciclo do Ouro" na região.[5]
A formação geológica da serra é datada da era Meso-proterozóica, com rochas de origem metavulcano-sedimentares.[6][7]
Etimologia e história humana
Segundo o dicionário tupi-guarani, o nome Itaberaba vem de itá, que significa "pedra", junto de beraba, que significa "brilhante", formando assim a palavra "pedra brilhante". O nome alternativo raramente usado, Itaberá, possui o mesmo significado.
O segundo nome da serra, "do Gil", foi influenciada pelos irmãos Antônio Gil e Sebastião Gil, que possuiam sesmaria na região da serra iniciando no ano de 1638.[8][9]
No final do século XVI, era chamada de Jaguamimbaba, assim como era chamada a Serra da Mantiqueira. Em ambas houve expedições para extração de ouro por bandeirantes como Afonso Sardinha.[8][1]
Atrações
Pico da Itaberaba ou pico do Gil - é o ponto culminante da montanha, com 1422 metros de altitude, é o ponto mais alto de Guarulhos e de toda a Grande São Paulo.
Pico da Pedra Preta - com 1270 metros de altitude, é o ponto mais alto de Santa Isabel.
Lago do Franco - a 1000 metros de altura, é um pequeno lago com fauna e flora nativa da Mata Atlântica.
Sítios Arqueológicos Ribeirão das Lavras, Tomé Gonçalves e Tanque Grande - conjunto de ruínas da exploração de ouro da era colonial.[10]
Ver também
Referências
- ↑ a b de Aquino Azevedo, Nelson, ed. (2008). Guarulhos - Espaço de Muitos Povos. Col: Conto, canto e encanto com a minha história... 2ª Edição ed. [S.l.]: NOOVHA AMERICA. pp. 13–28. ISBN 9788576731221
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). «MME - GUARULHOS (SP)». Portal de Mapas do IBGE. Consultado em 19 de janeiro de 2025
- ↑ Parque Estadual Itaberaba (junho de 2018). «Plano de Manejo - Parque Estadual de Itaberaba» (PDF). Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Consultado em 19 de janeiro de 2025
- ↑ «Sobre o Parque - Parque Estadual Itaberaba». Consultado em 19 de janeiro de 2025. Arquivado do original em 22 de dezembro de 2015
- ↑ «GEOPARQUE CICLO DO OURO, GUARULHOS (SP)» (PDF). 14 julho de 2014. Consultado em 19 janeiro 2025
- ↑ «"DESAFIOS DA GOVERNANÇA DA BIODIVERSIDADE EM GUARULHOS A PARTIR DO PLANEJAMENTO INTEGRADO PARA AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO MUNICIPAIS"». Universidade de Sâo Paulo. ENGEMA. Outubro de 2020. ISSN 2359-1048. Consultado em 19 de janeiro de 2025
- ↑ Aguilar, Annabel Pérez (1996). «Estruturas Arqueológicas das Minas: Sítios Arqueológicos Ribeirão das Lavras, Tomé Gonçalves e Tanque Grande (Trilhas, Recursos Hídricos e Mata Atlântica)» (PDF). UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS. Consultado em 19 de janeiro de 2025 line feed character character in
|título=at position 36 (ajuda) - ↑ a b Viladarga, José Carlos (2016). «Terras, ouro e cativeiro: a ocupação do aldeamento dos Guarulhos nos
séculos XVI e XVII». Universidade de Sao Paulo. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia (26): 48-51 line feed character character in
|título=at position 69 (ajuda); - ↑ PUBLICAÇÃO OFFICIAL DO ARCHIVO DO ESTADO DE S. PAULO (1921). SESMARIAS. SESMARIAS DE 1602-1642. VOL. 1. S. PAULO: Typographia Piratininga. pp. 280–282
- ↑ PARQUE ESTADUAL ITABERABA (5 de abril de 2018). «Diagnóstico - Parque Estadual Itaberaba» (PDF). SIGAM/SEMIL. Consultado em 19 de janeiro de 2025
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