Serra do Itaberaba

Serra da Itaberaba ou do Gil
Serra do Itaberaba
Serra do Gil

Serra do Itaberá
Serra do Itaberaba
A serra vista a partir do município de Itaquaquecetuba
Localização
Coordenadas 23° 17' 47.58" S 46° 24' 11.80" O
Continente América
País  Brasil
Região administrativa São Paulo
Município Guarulhos
Santa Isabel
Nazaré Paulista
Sopé Rio Jaguari
Características
Altitude máxima 1 422 m
Cumes mais altos Pico do Itaberaba ou do Gil (1422 m), Pico da Pedra Preta (1270 m)
Orientação oeste-leste
Geologia Mares de morros
Era geológica Mesozoico
Serra da Itaberaba ou do Gil está localizado em: Brasil
Serra da Itaberaba ou do Gil
Localização no Brasil

A serra do Itaberaba, ou serra do Gil, é uma formação montanhosa localizada no limite dos municípios de Guarulhos, Santa Isabel e Nazaré Paulista, no estado de São Paulo, no Brasil. O cume da montanha é o pico de nome homônimo, com 1422 metros de altura, sendo este o ponto culminante de Guarulhos, e, consequentemente, da Região Metropolitana de São Paulo.[1][2]

Sendo protegido pelo Parque Estadual Itaberaba, a serra possui remanescentes da Mata Atlântica, sendo habitat de inúmeras espécies ameaçadas de extinção, funcionado como corredor ecológico, assim também protegendo nascentes de importantes bacias hidrográficas do estado, como a nascente do rio Jaguari, afluente do rio Paraíba do Sul.[3][4] Há também a proposta da criação de um geoparque chamado "Ciclo do Ouro" na região.[5]

A formação geológica da serra é datada da era Meso-proterozóica, com rochas de origem metavulcano-sedimentares.[6][7]

Etimologia e história humana

Segundo o dicionário tupi-guarani, o nome Itaberaba vem de itá, que significa "pedra", junto de beraba, que significa "brilhante", formando assim a palavra "pedra brilhante". O nome alternativo raramente usado, Itaberá, possui o mesmo significado.

O segundo nome da serra, "do Gil", foi influenciada pelos irmãos Antônio Gil e Sebastião Gil, que possuiam sesmaria na região da serra iniciando no ano de 1638.[8][9]

No final do século XVI, era chamada de Jaguamimbaba, assim como era chamada a Serra da Mantiqueira. Em ambas houve expedições para extração de ouro por bandeirantes como Afonso Sardinha.[8][1]

Atrações

Pico da Itaberaba ou pico do Gil - é o ponto culminante da montanha, com 1422 metros de altitude, é o ponto mais alto de Guarulhos e de toda a Grande São Paulo.

Pico da Pedra Preta - com 1270 metros de altitude, é o ponto mais alto de Santa Isabel.

Lago do Franco - a 1000 metros de altura, é um pequeno lago com fauna e flora nativa da Mata Atlântica.

Sítios Arqueológicos Ribeirão das Lavras, Tomé Gonçalves e Tanque Grande - conjunto de ruínas da exploração de ouro da era colonial.[10]

Ver também

Referências

  1. a b de Aquino Azevedo, Nelson, ed. (2008). Guarulhos - Espaço de Muitos Povos. Col: Conto, canto e encanto com a minha história... 2ª Edição ed. [S.l.]: NOOVHA AMERICA. pp. 13–28. ISBN 9788576731221 
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). «MME - GUARULHOS (SP)». Portal de Mapas do IBGE. Consultado em 19 de janeiro de 2025 
  3. Parque Estadual Itaberaba (junho de 2018). «Plano de Manejo - Parque Estadual de Itaberaba» (PDF). Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Consultado em 19 de janeiro de 2025 
  4. «Sobre o Parque - Parque Estadual Itaberaba». Consultado em 19 de janeiro de 2025. Arquivado do original em 22 de dezembro de 2015 
  5. «GEOPARQUE CICLO DO OURO, GUARULHOS (SP)» (PDF). 14 julho de 2014. Consultado em 19 janeiro 2025 
  6. «"DESAFIOS DA GOVERNANÇA DA BIODIVERSIDADE EM GUARULHOS A PARTIR DO PLANEJAMENTO INTEGRADO PARA AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO MUNICIPAIS"». Universidade de Sâo Paulo. ENGEMA. Outubro de 2020. ISSN 2359-1048. Consultado em 19 de janeiro de 2025 
  7. Aguilar, Annabel Pérez (1996). «Estruturas Arqueológicas das Minas: Sítios Arqueológicos Ribeirão das Lavras, Tomé Gonçalves e Tanque Grande (Trilhas, Recursos Hídricos e Mata Atlântica)» (PDF). UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS. Consultado em 19 de janeiro de 2025  line feed character character in |título= at position 36 (ajuda)
  8. a b Viladarga, José Carlos (2016). «Terras, ouro e cativeiro: a ocupação do aldeamento dos Guarulhos nos séculos XVI e XVII». Universidade de Sao Paulo. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia (26): 48-51  line feed character character in |título= at position 69 (ajuda);
  9. PUBLICAÇÃO OFFICIAL DO ARCHIVO DO ESTADO DE S. PAULO (1921). SESMARIAS. SESMARIAS DE 1602-1642. VOL. 1. S. PAULO: Typographia Piratininga. pp. 280–282 
  10. PARQUE ESTADUAL ITABERABA (5 de abril de 2018). «Diagnóstico - Parque Estadual Itaberaba» (PDF). SIGAM/SEMIL. Consultado em 19 de janeiro de 2025