Sequestro e assassinato de Muhammad Abu Khdeir

Praça em homenagem a Mohammad Abu Khadir na Palestina

Muhammad Abu Khdeir, um adolescente palestino do bairro de Shuafat em Jerusalém, foi sequestrado, torturado e queimada vivo por colonos extremistas Israelenses em 2 de julho de 2014.[1] Seu corpo foi encontrado nas florestas de Deir Yassin. O sequestro e assassinato foram seguidos por uma ampla onda de protestos em muitas áreas de Jerusalém e pela condenação internacional do incidente. O incidente ocorre dentro de um padrão de ataques chamado de política de "ataques de etiqueta de preço", do hebraico תג מחיר (tag mekhir).[2][3][4][5][6]

Contexto

Muhammad Abu Khdeir, que morava no bairro de Shuafat em Jerusalém, interessou-se, dias antes de sua morte, em decorar as ruas de Shuafat com pequenas lanternas para dar as boas-vindas ao mês do Ramadã. Ele era estudante de eletricidade na Escola Industrial Luterana e trabalhava com seu pai.[7]

Incitações de Ayelet Shaked

Um dia antes do assassinato de Muhammad Abu Khdeir, Ayelet Shaked (política israelense) incitou ataques a crianças palestinas, descrevendo-as como "pequenas cobras". Ela postou em sua página do Facebook uma citação de um jornalista pró-assentamento, na qual crianças palestinas que "machucam israelenses" eram comparadas a "pequenas cobras". Abu Khdeir foi espancado e queimado até a morte por um grupo de meninos israelenses em vingança pela morte de três soldados israelenses na Cisjordânia ocupada.[8]

Desaparecimento e assassinato

No dia 2 de julho, por volta das 4h15 da madrugada, Abu Khdeir havia saído de casa em direção à mesquita para fazer a oração da madrugada. Ele parou em uma loja comercial próxima à mesquita, esperando seus amigos irem à mesquita. Foi sequestrado por colonos israelenses que estavam em um carro. Os sequestradores fugiram em direção ao bairro Ramot.[9]

Prisão de Suspeitos

Seis pessoas foram presas em conexão com o assassinato da criança Abu Khdeir, entre eles um rabino e dois de seus filhos.[10][11]

Referências

  1. «Três judeus confessam assassinato de jovem palestino». IstoÉ Dinheiro. 7 de julho de 2014. Consultado em 15 de maio de 2025 
  2. http://www.timesofisrael.com/we-said-they-took-three-of-ours-lets-take-one-of-theirs/
  3. Nir Hasson (3 July 2014). אז מי רצח את מוחמד ומה זה אומר על ירושלים [So who killed Muhammad and what it means for Jerusalem] (em hebraico). Haaretz. Consultado em 6 July 2014. Cópia arquivada em 7 July 2014  Verifique data em: |acessodata=, |arquivodata=, |data= (ajuda)
  4. Robert Mackey (2 July 2014). «Israel's Justice Minister Condemns 'Incitement' on Facebookat a right-wing rally». New York Times  Verifique data em: |data= (ajuda)
  5. Gregg Carlstrom (3 July 2014). «East Jerusalem clashes follow teen's murder». Al-Jazeera. Consultado em 6 July 2014  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  6. «Four Horrific Killings». New York Times. 7 July 2014  Verifique data em: |data= (ajuda)
  7. Hoff, Mallory (4 de julho de 2014). «Family of slain Palestinian teen lives in Sacramento». KCRA 
  8. Tharoor, Ishaan (7 de maio de 2015). «Israel's new justice minister considers all Palestinians to be 'the enemy'». The Washington Post (em inglês). ISSN 0190-8286. Consultado em 15 de maio de 2025 
  9. Kershner, Isabel (6 de julho de 2014). «6 Israelis Held Over the Killing of Palestinian» – via NYTimes.com 
  10. Sterman, Adiv. «Six Jewish extremists arrested in killing of Jerusalem teen». www.timesofisrael.com 
  11. «Três suspeitos confessam assassinato de jovem palestino». O Globo. 7 de julho de 2014. Consultado em 15 de maio de 2025