Sebastião Lobo da Silveira
| Sebastião Lobo da Silveira | |
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Dom Sebastião Lobo da Silveira era um fidalgo Português, filho de Luis Lobo da Silveira, 5º senhor de Sarzedas, e de sua mulher D. Joana de Lima. Ele foi Capitão-Mor de Macau de 1638 a 1644.[1]
Tendo servido na Índia, foi nomeado em 1638 Capitão-Mor de Macau. Quando em 1644 foi substituído no governo da cidade por Luís Carvalho de Sousa, o Senado da Cidade requereu a este último e ao Pe. Manuel Fernandes, Governador do Bispado, que o prendessem. Como base para esse pedido, o Senado alegou que Lobo da Silveira tinha auxiliado e favorecido os Espanhóis após a declaração de independência de 1640.
Dom Sebastião Lobo da Silveira saiu de Macau em 1644 e em 1647 foi embarcado em Goa rumo à Metrópole para aí ser julgado, no entanto o navio em que seguia veio a naufragar na costa do Natal. Os náufragos conseguiram passar para outro navio e seguiram para Moçambique, mas como Lobo Silveira era muito gordo, não conseguiu fazer o mesmo, deixaram-no e ele ali terá morrido.
O governo de D. Sebastião Lobo da Silveira foi exercido de 1638 a 1644 e não decorreu linearmente; para lá de termo do comércio com o Japão, Malaca e Filipinas, foi hostilizado, preso e com bens confiscados. O pior foi os confrontos do próprio capitão com a Administração da Fazenda Real, Diogo Vaz Freire, que acabou por alegadamente assassinar em maio de 1643.[1]
Feito preso pelo seu sucessor, viria a falecer durante a viagem que o levava de volta a Lisboa para ser julgado, a nau Nossa Senhora da Atalaia encalhando na costa do Natal em julho de 1647.[1]
| Precedido por Domingos da Câmara de Noronha |
Governador de Macau 1638 — 1644 |
Sucedido por Luís de Carvalho e Sousa |
Referências
- ↑ a b c Jorge Santos Alves, António Vasconcelos de Saldanha, ed. (2013). Governadores de Macau. Lisboa: Livros do Oriente. pp. 29–32. ISBN 978-999-378-663-4
