Scutellaria lateriflora

Scutellaria lateriflora

Classificação científica
Reino: Plantae
Sub-reino: Tracheobionta
Superdivisão: Spermatophyta
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Subclasse: Asteridae
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Género: Scutellaria L.
Espécie: S. lateriflora
Nome binomial
Scutellaria lateriflora
L.

Scutellaria lateriflora, comummente conhecida como escutelária[1] (nome comum que partilha com outras espécies do género Scutellaria) ou escutelária-americana[2], é uma planta herbácea perene, natural da América do Norte, afamada pelas suas propriedades medicinais ansiolíticas.[3]

Distribuição

Trata-se de uma espécie autóctone da América do Norte, medrando a Oeste, da Terra Nova à Colúmbia Britânica, no Canadá, e Leste medra da Flórida, nos Estados da América, até à província de Ontário, no Canadá.[3]

Ecologia

A escutelária-americana privilegia os brejos aluviais, as pradarias higrófitas e os paludes.[4] Pode ser cultivada em contexto doméstico, conquanto que se plante em solos que se mantenham bem irrigados durante o período de crescimento da planta.[5]

Usos Medicinais

Segundo o Compêndio de psiquiatria "Kaplan & Sadock & Sadock" ainda há poucas informações que respaldem o uso dessa erva em seres humanos, contudo já foram identificados flavonóides, monoterpenos na escutelária-americana (Scutelaria lateriflora L.) e há indicações para o seu uso como ansiolítico, sedativo e hipnótico em doses de 1 a 2 g ao dia.[6][7]

Contudo há relatos de efeitos adversos de comprometimento cognitivo, hepatotoxicidade. Adverte também que reações tipo dissulfiram pode ocorrer se usada com álcool.[8]

Etnobotânica

No domínio da etnobotânica, reputam-se propriedades antiespasmódicas, ligeiramente adstringentes, diuréticas, nervinas, sedativas e fortemente tónicas às folhas da escutelária-americana.[9][10] As quais são colhidas no início do verão e secas para utilização posterior. [3]

A escutelária-americana é também utilizada na preparação de mezinhas para o tratamento de vários problemas do sistema nervoso, incluindo epilepsia, insónia, ansiedade, delirium tremens, síndrome de abstinência de barbitúricos e tranquilizantes, e nevralgia.[11] [7]

Ainda neste âmbito, há registo de recurso a um tipo de infusão desta planta para promover a menstruação suprimida, aliviar dores mamárias e estimular a expulsão da placenta[12], porém, salvaguarda-se que a referida infusão não deve ser administrada a mulheres grávidas, porquanto pode induzir um aborto espontâneo.[7]

Esta planta deve ser usada com alguma precaução, pois em excesso pode causar vertigens, estupor, confusão e espasmos.[7]

Farmacologia

Óleos Essenciais
Química Concentração (mg/g)
ALfA-CUBEBENO 42
ALFA-HUMULENO 42
BETA-ELEMENO 92
CALAMENENO 152
DELTA-CADINENO 270
Outros constituintes
Química Concentração (mg/g)
CARBOIDRATOS 780
ÁCIDO ASCÓRBICO 1
BAICALINA 10[13]
ESCUTELARINA
ESCUTELATEREÍNA
TANINO 28-35
CERAS 12

Ver também

Referências

  1. Infopédia. «escutelária | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 31 de março de 2025 
  2. Infopédia. «escutelária-americana | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 31 de março de 2025 
  3. a b c «Scutellaria lateriflora - Useful Temperate Plants». temperate.theferns.info. Consultado em 31 de março de 2025 
  4. Gray, Asa; Fernald, Merritt Lyndon, eds. (1970). Gray's manual of botany: a handbook of the flowering plants and ferns of the central and northeastern United States and adjacent Canada 8. (centennial) ed., corrected printing ed. New York: Van Nostrand. ISBN 0442222505 
  5. Huxley, Anthony Julian; Griffiths, Mark; Royal Horticultural Society (Great Britain), eds. (1992). Dictionary of gardening. London : New York: Macmillan Press ; Stockton Press. ISBN 0-333-47494-5 
  6. Foster, Steven; Duke, James A.; Peterson, Roger Tory (1990). A field guide to medicinal plants: eastern and central North America. Col: The Peterson field guide series. Boston: Houghton Mifflin. ISBN 0395467225 
  7. a b c d Bown, Deni; Royal Horticultural Society, eds. (1995). Encyclopedia of herbs & their uses. Col: A Dorling Kindersley book. London Stuttgart: Dorling Kindersley. ISBN 0-7513-020-31 
  8. SADOCK, Benjamim J.; SADOCK , Virginia A. Compêndio de Psiquiatria: ciência do comportamento e psiquiatria clínica. (9 edição). Porto Alegre, Artemed, 2007 p. 917
  9. Grieve, Maud; Leyel, C. F. (1980). A modern herbal. The medicinal, culinary, cosmetic and economic properties, cultivation and folklore of herbs, grasses, fungi shrubs and trees with all their modern scientific uses Reprinted ed. Harmondsworth: Penguin. ISBN 0-14-046-440-9 
  10. Uphof, Johannes Cornelis Theodorus (1968). Dictionary of Economic Plants (em inglês). [S.l.]: J. Cramer. pp. Saint Paul, Minesota, EUA. ISBN 0854860177. Consultado em 31 de março de 2025 
  11. Foster, Steven; Duke, James A.; Peterson, Roger Tory (1990). A field guide to medicinal plants: eastern and central North America. Col: The Peterson field guide series. Boston: Houghton Mifflin. ISBN 0395467225 
  12. Chevallier, Andrew (1996). The encyclopedia of medicinal plants. Col: A Dorling Kindersley book. London: Dorling Kindersley. ISBN 9-780751-303148 
  13. P.H. and Horhammer, L., Hager's Handbuch der Pharmazeutischen Praxis, Vols. 2-6, Springer-Verlag, Berlin, 1969-1979.

Ligações externas