Sarath Fonseka
Sarath Fonseka (Ambalangoda, 18 de dezembro de 1950) é um ex-Comandante e ex-General do Exército do Seri Lanca, conhecido por ter liderado a vitória militar contra os Tigres Tâmeis em 2009[1]. No ano seguinte, concorreu à presidência do país contra o candidato Mahinda Rajapaksa, em que foi derrotado. No mesmo ano, foi condenado a três anos de prisão após ser acusado de corrupção na atribuição de contrato[2]. Em novembro de 2011, foi condenado por crimes de guerra cometidos contra os Tigres Tâmeis durante o conflito dois anos antes, acusado de atirar em rebeldes que estavam se rendendo[1].
Biografia
Casado com Anoma e pai de duas filhas, o general Fonseka foi chefe do Estado-Maior das forças armadas até se candidatar às eleições presidenciais de Janeiro de 2010. Foi ele o líder da ofensiva militar que em Maio de 2009 derrotou os Tigres Tâmeis, um grupo separatista que desde 1983 lutava por uma pátria para a minoria tâmil (sobretudo hindus) no Norte da pequena ilha situada junto ao extremo Sul da Índia e antes chamada Ceilão. Depois de se lançar numa carreira política, desistindo da vida militar, Fonseka passou a ter como principal inimigo o Presidente Mahinda Rajapaksa, respeitado pela maioria cingalesa pela paz obtida, mas criticado internacionalmente por ter permitido a morte de muitos civis tâmeis na fase final da ofensiva contra a guerrilha. Fonseka também criticou algumas opções da estratégia de liquidação do grupo separatista, ele que chegou a ser alvo de um comando suicida dos Tigres Tâmeis. Tem também defendido um Seri Lanca pluralista e democrático. Nas eleições presidenciais obteve o apoio de forças políticas tâmeis.
Em Fevereiro, depois de ter denunciado fraudes nas eleições presidenciais onde fora derrotado, Fonseka foi detido e acusado de planear um golpe militar. Em Abril candidatou-se mesmo assim a um lugar de deputado e foi eleito. Mas em Agosto um tribunal marcial em Colombo condenou-o a perder a patente e todas as condecorações.
- ↑ a b «Profile: Sarath Fonseka». BBC News (em inglês). 18 de novembro de 2011. Consultado em 2 de novembro de 2025
- ↑ Presse, France (17 de setembro de 2010). «Ex-comandante do exército condenado a três anos de prisão». Mundo. Consultado em 2 de novembro de 2025