Santa Rosa de Lima (Sergipe)
Santa Rosa de Lima | |
|---|---|
| Município do Brasil | |
![]() Bandeira | |
| Hino | |
| Gentílico | santa-rosense |
| Localização | |
![]() | |
![]() Santa Rosa de Lima |
|
| Mapa de Santa Rosa de Lima | |
| Coordenadas | 🌍 |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Sergipe |
| Municípios limítrofes | Divina Pastora, Nossa Senhora das Dores, Moita Bonita, Riachuelo |
| Distância até a capital | 36 km |
| História | |
| Fundação | 25 de novembro de 1953 (72 anos) |
| Administração | |
| Prefeito(a) | Janilson Alves dos Anjos (UNIÃO) |
| Características geográficas | |
| Área total [2] | 67,672 km² |
| População total (IBGE/2022[3]) | 3 937 hab. |
| • Estimativa (2025) | 4 049 hab. |
| Densidade | 58,2 hab./km² |
| Clima | Tropical de Savana
(segundo a Classificação de Köppen-Geiger)[1] |
| Altitude [4] | 54 m |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| Indicadores | |
| IDH (PNUD/2010[5]) | 0,592 — baixo |
| PIB (IBGE/2023[6]) | R$ 59.185.708 |
| PIB per capita (IBGE/2023[6]) | R$ 14 005,48 |
Santa Rosa de Lima é um município brasileiro do estado de Sergipe. Localiza-se no leste do estado, a trinta e seis quilômetros da capital, Aracaju. Com quase quatro mil habitantes[7], Santa Rosa tem uma economia baseada na cultura de cana-de-açúcar, na criação de gado de corte e na produção de leite. Quatro importantes setores da economia resumem o PIB do município: administração pública; setor de serviços; agropecuária; e indústria.[8]
História
Conta-se que em tempos remotos a povoação era denominada de “Presa”, porque com as grandes enchentes do rio Sergipe os meios de acesso e comunicação eram impedidos pelas águas.
A penetração no território deu-se em 1601, com a doação das sesmarias nas vizinhanças dos rios Sergipe e Cotinguiba. Pela lei nº 83, de 26 de outubro de 1884, a povoação foi elevada à categoria de vila, já denominada nessa época de Santa Rosa – pertencente ao município de Divina Pastora. Dois anos depois era doada, a uma capela construída pelos padres Jesuítas, uma imagem de Santa Rosa, que originou o nome da vila.
Pelo Decreto Lei Estadual nº 377, de 31 de dezembro de 1943, foi mudada a denominação da Vila Santa Rosa para Camboatá. Dez anos depois, pela Lei Estadual nº 525-A, de 25 de novembro de 1953, foi criado o Município de Camboatá, que vinha em franco progresso, desmembrado, assim, do município de Divina Pastora.
A Assembleia Estadual decretou e o Governo do Estado sancionou a Lei nº 554, que fixou a Divisão Administrativa e Judiciária do Estado, para o período de 1954/1958, tendo na ocasião mudado o topônimo do Município de Camboatá para Santa Rosa de Lima.
Geografia
Santa Rosa de Lima localiza-se a uma latitude 10º38'47" sul e a uma longitude 37º11'38" oeste, estando a uma altitude de 54 metros. O bioma predominante é de Mata Atlântica e a arborização de vias públicas é de 27,38%[9].
Demografia
O município possui uma área de 67,67 km², com uma população de 3.937 habitantes, mas estimada em 4.049 habitantes no total (dados do censo de 2022). A escolarização (de 6 a 14 anos) é de 100%.[7][9]
Comunidades existentes:
- Areias
- Brioso
- Cana Brava
- Cuba
- Lagoa do Carao
- Morcego
- Rio Escuro
- Sede Municipal[10]
Clima
O clima do município é de tropical de savana (classificação de Köppen-Geiger). As chuvas são concentradas nos meses de março a agosto. A precipitação média anual é de 1.067,4 mm, e a temperatura média anual é de 25,3 ºC[10][11]

Biodiversidade

A conservação da diversidade de animais e plantas tem sido deteriorada em todo Brasil pela mudança de uso da terra, que inclui criação de gado e abertura de pasto. Em Santa Rosa de Lima, restam apenas apenas 8,63% de Mata Atlântica remanescente. [13] Dessa forma, espécies vegetais da região como a Melocactus violaceus passam a tornar-se vulneráveis à extinção.[14]
Ocorrências de espécies
Existe uma série de registros de ocorrências de espécies animais e vegetais nesses remanescentes em Santa Rosa de Lima. Entre elas, espécies comuns tanto na Mata Atlântica quanto na Caatinga.
![Nomes das espécies no sentido horário: Montina lobata Stål, 1859 [Hemíptera]; Chiroxiphia pareola (Linnaeus, 1766) [tangará-príncipe]; Battus polydamas (Linnaeus, 1758) [borboleta-cauda-de-andorinha-de-borda-dourada].](./_assets_/0c70a452f799bfe840676ee341124611/Animais_do_munic%C3%ADpio_Santa_Rosa_de_Lima-SE.png)
Alguns exemplos animais são:
Quanto à ocorrência de espécies vegetais, podem ser observadas:
- Velame (planta medicinal);
- Timboúva (árvore leguminosa);
- Melocacto (utilizada como planta ornamental. Em estado vulnerável de conservação.)[14]
- Juvevê (árvore frutífera).[18]
Registros fósseis
Existem duas coleções fósseis em Santa Rosa de Lima-SE, compostas principalmente de fósseis de moluscos.[19]
A coleção Fortuna 1[20], se encontra na Bacia de Sergipe, nas coordenadas geográficas [-10,6342, -37,2322] e é datado de 112,03 a 109 milhões de anos (Cretáceo Inferior). Sua litologia é de arenito. Essa coleção apresenta fósseis de moluscos com conchas de duas valvas (dos gêneros Neithea sp. e Anditrigonia sp.); de moluscos amonoides (do gênero Douvilleiceras sp.) e de moluscos gastrópodes.[21]
A coleção Limeira 3[22] se encontra nas coordenadas [-10,6667,-37,2033] e tem idade de 113 a 93,9 milhões de anos (Cretáceo). Com litologia de carbonato, a coleção apresenta a espécie fóssil de molusco bivalve Neithea coquandi.[23]

Referências
- ↑ koppenbrasil (10 de outubro de 2024). «Tipologia climática no Brasil». Git Hub). Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2024). «Área territorial oficial». Portal Cidades). Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «IBGE Cidades». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 10 de novembro de 2022. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «IEmdagro» (PDF). Emdagro. 10 de janeiro de 2012. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 26 de agosto de 2013
- ↑ a b «Produto Interno Bruto de cidades e estados 2023». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Santa Rosa de Lima (SE) | Cidades e Estados | IBGE». www.ibge.gov.br. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ Conceito, Midia Digital (30 de novembro de 2020). «Municípios e Economia | Santa Rosa de Lima - Assembleia Legislativa de Sergipe». Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ a b https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/se/santa-rosa-de-lima.html
- ↑ a b «Município de Santa Rosa Lima» (PDF). Emdagro. Emdagro (12). 01 de setembro de 2018. Consultado em 28 de janeiro de 2026 Verifique data em:
|data=(ajuda) - ↑ a b «Climatologia de Santa Rosa de Lima». Climatempo. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ SOS Mata Atlântica (19 de janeiro de 2019). «Confira agora se tem Mata Atlântica na sua região!». Aqui tem Mata?. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ SOS Mata Atlântica (19 de janeiro de 2019). «Confira agora se tem Mata Atlântica na sua região!». Aqui tem Mata?. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ a b «The IUCN Red List of Threatened Species». IUCN Red List of Threatened Species. Consultado em 28 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2026
- ↑ iNaturalist contributors, iNaturalist (2026). iNaturalist Research-grade Observations. iNaturalist.org. Occurrence dataset https://doi.org/10.15468/ab3s5x accessed via GBIF.org on 2026-01-29. https://www.gbif.org/occurrence/4891681399
- ↑ iNaturalist contributors, iNaturalist (2026). iNaturalist Research-grade Observations. iNaturalist.org. Occurrence dataset https://doi.org/10.15468/ab3s5x accessed via GBIF.org on 2026-01-29. https://www.gbif.org/occurrence/4892044466
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- ↑ «GBIF». www.gbif.org (em inglês). Consultado em 29 de janeiro de 2026
- ↑ Ralph, J., Von Bargen, D., Martynov, P., Zhang, J., Que, X., Prabhu, A., Morrison, SM, Li, W., Chen, W., & Ma, X. (2025). Mindat.org: O banco de dados de mineralogia de acesso aberto para acelerar a pesquisa em geociências com uso intensivo de dados. American Mineralogista, 110(6), 833–844. doi:10.2138/am-2024-9486 .
- ↑ «Mindat.org». www.mindat.org. Consultado em 29 de janeiro de 2026
- ↑ a b Hessel MH (2005) Anditrigonia britoi n.sp. (Bivalvia) do Eo-Albiano de Sergipe, Brasil, Arquivos do Museu Nacional, Rio de Janeiro 63 3, 437-450
- ↑ a b «Mindat.org». www.mindat.org. Consultado em 29 de janeiro de 2026
- ↑ a b Andrade EJ, Seeling J., et al (2004) O bivalve Neithea do Cretáceo do Brasil, Journal of South American Earth Sciences 17, 25-38



