Santa Cruz (Coronel Fabriciano)
Santa Cruz | |
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| Bairro | |
| Localização | |
| Mapa de Santa Cruz | |
| Coordenadas | 🌍 |
| Unidade federativa | |
| Região administrativa | Setor 5 |
| Distrito | Senador Melo Viana |
| Município | Coronel Fabriciano |
| Características geográficas | |
| Área total [1] | 0,6 km² |
| População total (2022[2]) | 4 948 hab. |
Santa Cruz é um bairro do município brasileiro de Coronel Fabriciano, no interior do estado de Minas Gerais. Localiza-se no distrito Senador Melo Viana, estando situado no Setor 5.[3] Segundo o censo demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população era de 4 948 habitantes[2] e havia 1 768 domicílios particulares permanentes ocupados.[4]
De acordo com o IBGE, em 2010 a população era de 5 367 habitantes e havia 1 708 domicílios particulares.[1]
Trata-se de um dos bairros com maior processo de desenvolvimento, tendo a presença de vários supermercados, posto de saúde, posto de gasolina, autoescola e quatro escolas, além de ser o maior berço eleitoral da cidade.[5] Também é conhecido como um dos bairros mais violentos da cidade.[6]
História
Os primeiros movimentos da região do atual bairro se deram com a construção de um cruzeiro, erguido ao lado de um marco geográfico situado próximo à nascente do córrego dos Camilos, onde famílias se reuniam para um tradicional compromisso devocional anualmente no dia da Santa Cruz. Na ocasião, pessoas enfeitavam o cruzeiro, erguiam barraquinhas, estouravam foguetes e rezavam o terço e a partir dessas tradições, surgiu a denominação Santa Cruz.[5] Originalmente, a área era administrada pelo pároco local, padre Rocha. Após seu falecimento, o local foi loteado pela Arquidiocese de Mariana e na década de 1960 foi observado o estabelecimento dos primeiros moradores.[5][7]
Em 1969, Antônio Martins instaurou o primeiro movimento comercial, com a venda de produtos básicos; querosene era o item mais procurado, visto que não havia abastecimento de energia elétrica.[5] Àquela época, também não havia escolas — a mais próxima era a "Dona Tereza", hoje Escola Estadual Padre Deolindo Coelho, no bairro Melo Viana. Devido à distância e à falta de uma linha de ônibus, eram altas as taxas de analfabetismo na comunidade.[5]
O primeiro colégio foi criado pelo Rotary International, no entanto pouco tempo depois foi instalada pelo então governador José de Magalhães Pinto a Escola Estadual Rotildino Avelino, cujo nome homenageia um de seus idealizadores, falecido poucos dias antes da inauguração da instituição.[5] Com o passar do tempo, a construção de novas escolas, inserção de linhas de ônibus e outras obras de infraestrutura, como calçamento e posto médico, atraíram moradores para o bairro, fazendo com que ele se tornasse um dos mais populosos de Coronel Fabriciano. Um dos principais logradouros é a Avenida Brasil, na região onde se concentra o movimento comercial.[5]
Ver também
Referências
- ↑ a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de novembro de 2011). «Sinopse dos dados - Setor: 311940110000054 - Santa Cruz». Consultado em 9 de junho de 2014. Cópia arquivada em 9 de junho de 2014
- ↑ a b Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2022). «Tabela 9923 - População residente, por situação do domicílio - Bairro». Consultado em 8 de março de 2025. Cópia arquivada em 8 de março de 2025
- ↑ Secretaria de Governança Urbana, Planejamento e Meio Ambiente (27 de dezembro de 2019). «Lei 4.290, de 20 de dezembro de 2019 - Plano Diretor de Coronel Fabriciano» (PDF). Prefeitura. Diário Oficial de Coronel Fabriciano (1148): 94. Consultado em 8 de março de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 15 de agosto de 2020
- ↑ Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2022). «Tabela 9922 - Domicílios particulares permanentes ocupados - Bairro». Consultado em 8 de março de 2025. Cópia arquivada em 8 de março de 2025
- ↑ a b c d e f g Jornal Nosso Vale (19 de junho de 2010). «Um passeio na história do Bairro Santa Cruz». Consultado em 15 de maio de 2011. Cópia arquivada em 1 de março de 2012
- ↑ Jornal Diário do Aço (4 de janeiro de 2014). «Coronel Fabriciano manteve a escalada da violência». Consultado em 9 de junho de 2014. Arquivado do original em 9 de junho de 2014
- ↑ Leonardo Gomes (janeiro de 2012). «Grande Guia dos Bairros de Coronel Fabriciano». Revista Nosso Vale (15): 12. Consultado em 9 de junho de 2014. Arquivado do original em 22 de março de 2014
Ligações externas
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