Josefina Bakhita
Josefina Bakhita
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| Nascimento | c. 1869 Olgossa, Darfur, Sudão |
| Morte | 8 de fevereiro de 1947 (78 anos) Schio, Vêneto, Itália |
| Veneração por | Igreja Católica |
| Beatificação | 17 de maio de 1992 por Papa João Paulo II |
| Canonização | 1 de outubro de 2000 Vaticano por Papa João Paulo II |
| Festa litúrgica | 8 de fevereiro |
| Padroeira | do Sudão, dos Sequestrados e escravizados |
Josefina Bakhita (em italiano: Giuseppina Bakhita; Olgossa, c. 1869 – Schio, 8 de fevereiro de 1947) foi uma religiosa sudanesa naturalizada italiana, pertencente à Igreja Católica e membro da Ordem Canossiana. Foi canonizada em 2000 pelo Papa João Paulo II. A sua memória litúrgica é celebrada em 8 de fevereiro.[1]
A sua trajetória pessoal está intimamente ligada a importantes contextos históricos do final do século XIX, como o tráfico de pessoas no nordeste da África, a expansão colonial europeia e os primeiros contatos sistemáticos entre culturas africanas e o mundo ocidental moderno. Ao longo da sua vida, Bakhita viveu em diferentes ambientes sociais e culturais, o que contribuiu para que se tornasse uma figura conhecida tanto no âmbito religioso quanto no debate contemporâneo sobre a dignidade humana, a liberdade e os direitos fundamentais da pessoa. Após estabelecer-se definitivamente na Itália, passou a ser reconhecida localmente pelo seu testemunho de vida religiosa e pela sua presença discreta em diversas atividades comunitárias.[2]
Com o passar do tempo, a sua história pessoal ultrapassou o âmbito local e adquiriu maior projeção no interior da Igreja Católica, sobretudo após a divulgação de relatos autobiográficos e de estudos biográficos que destacaram a singularidade da sua experiência de vida e a forma como interpretou, à luz da fé cristã, os acontecimentos que marcaram a sua existência. A sua canonização no início do século XXI contribuiu para ampliar o interesse acadêmico, cultural e religioso em torno da sua figura, levando à publicação de obras, à realização de estudos históricos e à difusão do seu nome em diferentes países. Atualmente, Santa Josefina Bakhita é frequentemente mencionada em contextos ligados à história da Igreja, à reflexão sobre a escravidão e à promoção da dignidade da pessoa humana.
Vida e obras

O nome "Bakhita", que significa "afortunada", "sortuda" ou "bem-aventurada", não lhe foi dado ao nascer mas lhe foi atribuído pelos raptores. Foi capturada e vendida por mercadores de escravos negros no mercado de El Obeid e de Cartum ao cônsul da Itália no Sudão, D. Calixto Legnani, que logo lhe deu uma carta de liberdade. No período de escravidão, Bakhita sofreu as humilhações, sofrimento físico, psicológico e moral dos escravos.
Na casa do cônsul Legnani, Bakhita trabalhava como mulher livre e isto lhe deu momentos de serenidade. Quando Legnani teve de regressar ao país, Bakhita decidiu acompanhá-lo, e chegando a Gênova é transferida para a localidade de Zianigo, ao serviço da família Michieli como "ama-seca", e posteriormente, passou à Congregação das Filhas da Caridade de Santa Madalena de Canossa (Canossianas) de Veneza, onde recebeu os primeiros sacramentos do catecumenato, em 9 de janeiro de 1890, foi batizada com o nome de Josefina e em 8 de dezembro de 1896 tomou o habito e ingressou na ordem das Irmãs Canossianas, com o nome religioso de Irmã Josefina.
Josefina Bakhita se destacou pela piedade e amor a Cristo e à Eucaristia, também pelo serviço social pelos demais pobres e desamparados, o que fez com que ficasse conhecida como o apelido em vêneto de "Madre Morèta" (Mãe Moreninha).
Faleceu no convento canosiano de Schio, em 1947, com a idade de 78 anos; foi enterrada no começo na capela de uma família de Schio, os Gasparella, provavelmente na espera de um sepultamento definitvo no Templo da Sagrada família. E assim foi em 1969, quando o corpo encontrado incorrupto de Bakhita foi sepultados sob o altar da Igreja do mesmo convento.
Foi beatificada em 1992 e canonizada em Roma, pelo Papa João Paulo II, em outubro de 2000.
Ligações externas
Referências
- ↑ «Irmã Josefina Bakhita». www.vatican.va. Consultado em 20 de setembro de 2020
- ↑ «S. Josefina Bakhita, virgem». Vatican News. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
