Jacopo Sannazaro

Jacopo Sannazaro
Portrait of Jacopo Sannazaro by Titian (c. 1513–1518, Royal Collection)
Nascimento28 de julho de 1457
Nápoles
Morte6 de agosto de 1530
Nápoles
SepultamentoTomb of Jacopo Sannazaro
CidadaniaReino de Nápoles
Alma mater
  • Accademia Pontaniana
Ocupaçãopoeta, escritor

Jacopo Sannazaro (Nápoles, 28 de julho de 1458 – Nápoles, 6 de agosto de 1530), poeta e humanista italiano do Renascimento.

Descendente de uma nobre família, sua infância e adolescência ocorreu em San Cipriano Picentino (hospedado na casa da familia Sabato situada na via Santilli).

Entrou para a Academia Pontaniana de Nápoles com o nome de Actius Syncerus. Sannazaro, como humanista e poeta deixou uma grande obra em latim e italiano. entre as primeiras se conta As Bucólicas, de inspiração virgiliana, as cinco Eclogas Piscatoriae, que descreviam o golfo de Nápoles, três livros de Elegias e o poema sacro De Partu Virginis,[1] que foi publicado em 1526.

Também escreveu Gliommeri, Farse e as Rimas. Mas sua obra mestra é Arcadia. Trata-se de uma novela composta de 12 églogas precedidas cada uma de uma ampla narrativa em prosa. Conta a vida do jovem Sincero (o poeta mesmo) qual trás uma ilusão amorosa. Deixa Nápoles e marcha para Arcádia, onde encontra uma certa paz e serenidade de espírito na vida simples dos pastores/poetas da região. Todavia um sonho terrível o induz a voltar para Nápoles, onde percebe a morte de sua amada.

A Arcadia consolidou um gênero, novela pastoril, na literatura italiana e estrangeira. Foi considerada modelo da poesia em prosa, antecipando uma tendência acentuada após Charles Baudelaire.

Veja também

Referências

  1. O padre e escritor português José Agostinho de Macedo refere-se a este poema de Sannazaro—De Partu Virginis—como "perfeitíssimo". — Vide Macedo, José Agostinho de, Censura das Lusiadas (Impressão Regia, 1820), p. 144.