Sambas de Enredo Rio Carnaval 2026
| Sambas de Enredo Rio Carnaval 2026 | ||||
|---|---|---|---|---|
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| Álbum de estúdio de Escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro | ||||
| Lançamento | 1 de novembro de 2025 | |||
| Gravação | Entre agosto e outubro de 2025 | |||
| Estúdio(s) | Century | |||
| Gênero(s) | Samba-enredo | |||
| Duração | 1:12:00 | |||
| Idioma(s) | Português brasileiro | |||
| Formato(s) | ||||
| Gravadora(s) | Gravasamba / Edimusa | |||
| Produção | Alceu Maia | |||
| Cronologia de Escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro | ||||
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Sambas de Enredo Rio Carnaval 2026 é um álbum com os sambas de enredo das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o carnaval do ano de 2026. O álbum tem produção fonográfica da Editora Musical Escola de Samba (Edimusa) e selo musical da Gravadora Escola de Samba (Gravasamba). Produzido por Alceu Maia, o álbum foi gravado no Estúdio Century, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, durante os meses de agosto, setembro e outubro de 2025. Diferente dos anos anteriores, os sambas foram lançados nas principais plataformas digitais de áudio separadamente, em forma de single, conforme foram sendo escolhidos e gravados pelas escolas. O primeiro samba foi disponibilizado em 15 de setembro de 2025. O álbum completo, com todos os doze sambas, foi lançado em 1 de novembro do mesmo ano.
Campeã do carnaval de 2025, a Beija-Flor estampa a capa do álbum e tem a faixa de abertura com um samba sobre o Bembé do Mercado. A faixa marca a estreia de Jéssica Martin e Nino do Milênio como intérpretes oficiais da escola, substituindo Neguinho da Beija-Flor. Vice-campeã do carnaval de 2025, a Grande Rio apresenta um samba sobre o Manguebeat. O samba do Paraíso do Tuiuti aborda a tradição cubana lucumi, uma vertente afro-religiosa que ganhou espaço nos terreiros de candomblé do Brasil.
A maioria das agremiações escolheu enredos em homenagem a personalidades históricas e figuras da cultura popular brasileira. A Imperatriz Leopoldinense homenageia o cantor Ney Matogrosso. A Viradouro homenageia o diretor de bateria da escola, Mestre Ciça. O samba da Portela tem como tema Custódio Joaquim de Almeida, apontado como um dos responsáveis por difundir o culto afro-religioso conhecido como Batuque no sul do Brasil. A Mangueira tem um samba sobre Mestre Sacaca, amapaense que utilizava seus conhecimentos no tratamento de doenças e no cuidado comunitário, dedicando sua vida à defesa da floresta amazônica. O Salgueiro homenageia a carnavalesca Rosa Magalhães, morta em 2024.
O cantor, compositor e pintor brasileiro Heitor dos Prazeres, morto em 1966, é homenageado no samba da Unidos de Vila Isabel. A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus, morta em 1977, é tema do samba da Unidos da Tijuca. O samba da Mocidade Independente de Padre Miguel homenageia a cantora e compositora Rita Lee, morta em 2023. Fazendo sua estreia no Grupo Especial, após vencer a Série Ouro (segunda divisão do carnaval) de 2025, a Acadêmicos de Niterói homenageia o então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Antecedentes
O Paraíso do Tuiuti foi a primeira escola a anunciar o seu enredo para o carnaval de 2026. Desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, "Lonã Ifá Lukumi" aborda a tradição cubana lucumi, uma vertente afro-religiosa que ganhou espaço nos terreiros de candomblés do Brasil. O enredo foi divulgado em 6 de abril de 2025.[1] Campeã do carnaval de 2025, a Beija-Flor foi a segunda escola a anunciar seu enredo. Assinado por João Vitor Araújo, "Bembé" trata sobre o Bembé do Mercado, festividade religiosa afro-brasileira, considerado o maior candomblé de rua do mundo, e realizado desde 1889 na cidade de Santo Amaro para celebrar a Abolição da Escravatura, sendo declarado patrimônio cultural imaterial da Bahia. O enredo foi divulgado em 14 de abril de 2025.[2] Jéssica Martin e Nino do Milênio foram escolhidos como os novos intérpretes da escola em substituição a Neguinho da Beija-Flor, que se aposentou no ano anterior. Nino e Jéssica já faziam parte do carro de som da agremiação e foram escolhidos através do reality show "A Voz do Carnaval", produzido pelo canal Multishow.[3]
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O enredo da Imperatriz Leopoldinense foi divulgado em 4 de maio de 2025 na edição do programa Fantástico, da TV Globo. Assinado por Leandro Vieira, "Camaleônico" homenageia o cantor Ney Matogrosso.[4] A Unidos do Viradouro anunciou seu enredo em 6 de maio de 2025. Desenvolvido pelo carnavalesco Tarcisio Zanon, "Pra Cima, Ciça!" é uma homenagem ao diretor de bateria da escola, Mestre Ciça. O anúncio foi realizado durante um evento na quadra da escola e surpreendeu o próprio homenageado, que ficou emocionado diante da torcida e dos segmentos da agremiação.[5]

"Me pegaram de surpresa, estou até agora meio tonto, mas feliz. A ficha está caindo devagar. Foi uma emoção muito grande e a recepção na quadra foi uma coisa surreal. Lógico que os campeonatos são importantes, mas o maior troféu que ganhei na minha vida foi naquela quadra, com todo mundo emocionado, a aceitação do enredo. A Viradouro fez um golaço, minha homenagem em vida".
- — Mestre Ciça, sobre a homenagem da Viradouro.[6]

A Unidos de Vila Isabel demitiu Paulo Barros e contratou os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, que estavam na Grande Rio, onde foram campeões em 2022.[7] Junto com o pesquisador Vinícius Natal, os carnavalescos desenvolveram o enredo "Macumbembê, Samborembá: Sonhei que Um Sambista Sonhou a África" sobre o cantor, compositor e pintor brasileiro Heitor dos Prazeres, morto em 1966. O enredo foi lançado em 10 de maio de 2025 durante uma roda de samba promovida pela escola na Pedra do Sal.[8] No dia 16 de maio de 2025, a Estação Primeira de Mangueira anunciou seu enredo sobre Mestre Sacaca, morto em 1999. O amapaense Raimundo dos Santos Souza utilizava seus conhecimentos no tratamento de doenças e no cuidado comunitário por meio de garrafadas, chás, unguentos e simpatias, dedicando sua vida à defesa da floresta amazônica, práticas e culturas afro-indígenas. Se vivo, ele completaria cem anos em 2026. O enredo "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra" foi assinado pelo carnavalesco Sidnei França.[9] Com a saída de Marquinho Art'Samba após seis anos, Dowglas Diniz foi mantido como o único intérprete da agremiação.
"Estamos falando de algo inédito na historiografia da Mangueira: tratar de costumes afro-indígenas. Mesmo no Brasil, muitas vezes ainda predomina uma visão monolítica sobre a Amazônia, com muitas narrativas e personagens ainda inexplorados ou sem ter a devida atenção. Com sua vocação de contar ‘outras histórias’, a Mangueira vai apresentar Mestre Sacaca, um legítimo representante dessa floresta afro-indígena".
- — Carnavalesco Sidnei França, sobre o enredo da Mangueira.[10]

No dia 21 de maio de 2025, o Salgueiro divulgou seu enredo em homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, morta em 2024. "A Delirante Jornada Carnavalesca da Professora que não Tinha Medo de Bruxa, de Bacalhau e nem do Pirata da Perna-de-pau" foi desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira junto com o pesquisador Leonardo Antan.[11]

No dia 22 de maio de 2025, a Mocidade Independente de Padre Miguel lançou seu enredo em homenagem à cantora e compositora Rita Lee, morta em 2023. Para divulgar o tema, a escola espalhou por pontos turísticos do Rio de Janeiro uma reprodução dos famosos óculos vermelhos usados pela cantora. O enredo "Rita Lee, a Padroeira da Liberdade" foi desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage.[12] Filho de Ney Vianna, um dos intérpretes mais importantes da história da Mocidade, Igor Vianna assumiu o posto de intérprete oficial da escola, substituindo Zé Paulo Sierra.[13]
No dia 2 de junho de 2025, a Unidos da Tijuca anunciou seu enredo em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus, morta em 1977 e conhecida por retratar com profundidade a vida nas favelas e as desigualdades sociais. O enredo "Carolina Maria de Jesus" foi desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.[14] Marquinho Art'Samba, que estava na Mangueira, assumiu o posto de intérprete oficial da Tijuca, substituindo Ito Melodia.[15]
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"O título - o próprio nome da autora, 'Carolina Maria de Jesus' ainda alvo de dúvidas e confusões - foi escolhido em virtude da necessidade de afirmarmos sua identidade, de colocarmos em lugar de direito a 'escritora que foi favelada' ao invés da 'favelada que escrevia'. A agremiação desfraldará, feito pavilhão engalando, o lenço que foi a prisão imagética de Carolina, coroando-a de livros, recortes e poesias, num reencontro sensível e emocionante com a sua literatura visceral, verdadeira e comovente".
- — Carnavalesco Edson Pereira, sobre o enredo da Tijuca.[14]
No dia 13 de junho de 2025, a Portela anunciou seu enredo para 2026: "O Mistério do Príncipe do Bará - A Oração do Negrinho e a Ressurreição de Sua Coroa Sob o Céu Aberto do Rio Grande", sobre Custódio Joaquim de Almeida, dirigente tribal africano que chegou ao Brasil no Século XIX e se tornou um dos pilares da cultura afro-gaúcha, apontado como um dos responsáveis por difundir o culto afro-religioso conhecido como Batuque no sul do Brasil. O enredo foi assinado pelo carnavalesco André Rodrigues, que assume a escola sozinho após dois carnavais em parceria com Antônio Gonzaga, que se transferiu para a Grande Rio.[16] No dia 30 de setembro de 2025, morreu Gilsinho, intérprete oficial da escola desde 2006.[17] Para ocupar o posto, a Portela contratou Zé Paulo Sierra, cedido pela União de Maricá.[18]
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"Nossa proposta é debater a descentralização da historicidade negra do Brasil, focando na formação do Rio Grande do Sul e promovendo a certeza que essa influência negra foi estimulada e organizada pelo Príncipe do Bará, o Custódio. A realeza africana é parte indispensável da construção da identidade do povo gaúcho. Uma história que mistura personagens, fatos históricos, ficção, lenda, sonhos, utopias e ressignificação do Brasil".
- — Carnavalesco André Rodrigues, sobre o enredo da Portela.[19]
A Grande Rio anunciou seu enredo em 25 de junho de 2025. Assinado pelo carnavalesco Antônio Gonzaga, "A Nação do Mangue" trata sobre o Manguebeat, movimento de contracultura brasileiro, surgido em 1991, no Recife, misturando ritmos regionais nordestinos com o maracatu, o rock, o hip hop, o funk e a música eletrônica. O movimento também tinha uma forte carga política e ambiental, denunciando as desigualdades sociais e a degradação do manguezal.[20] Após a transferência dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora para a Vila Isabel, Gonzaga se desligou da Portela ao ser contratado pela Grande Rio, onde foi campeão em 2022 como assistente. Aos seis anos de existência, a Acadêmicos de Niterói venceu a Série Ouro (segunda divisão) de 2025, garantindo sua promoção inédita ao Grupo Especial. Para sua estreia na elite do carnaval, a agremiação escolheu um enredo em homenagem ao então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. A homenagem ocorre no ano em que Lula tenta a reeleição presidencial.[21] O enredo "Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil" é assinado pelo carnavalesco Tiago Martins junto com o enredista Igor Ricardo. A escola trocou de intérprete, substituindo Nêgo por Emerson Dias, que estava na Botafogo Samba Clube.[22]
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"O título do nosso enredo traz a referência de uma árvore do agreste pernambucano, que era o 'brinquedo' predileto do nosso personagem na infância.
A partir disso, vamos contar a história de vida de um garoto que sai do Nordeste, chega na grande metrópole, São Paulo, ganha consciência política, lidera diversas greves e se torna o primeiro presidente da República sem diploma do Brasil.
É uma história de vida de um homem vencedor que levaremos para a avenida".
- — Carnavalesco Tiago Martins, sobre o enredo da Acadêmicos de Niterói.[23]
Escolha dos sambas
Duas escolas não realizaram disputa de samba-enredo: Paraíso do Tuiuti e Acadêmicos de Niterói. O Tuiuti encomendou seu samba aos compositores Cláudio Russo, Gustavo Clarão e Luiz Antonio Simas. Russo assina o samba do Tuiuti pelo oitavo carnaval consecutivo; enquanto Clarão assina o samba da escola pela quarta vez. Simas fez sua estreia como compositor da agremiação. O samba foi divulgado pela escola em 29 de julho de 2025.[24] O Tuiuti realizou uma festa de lançamento do samba em 15 de agosto de 2025, na Cidade do Samba. Luiz Antonio Simas fez uma palestra para a ala da comunidade explicando a letra da composição.[25]

"Recebi um convite do presidente da escola pela minha afinidade com o tema, porque o Ifá é um tema que me interessa. Eu tenho uma relação com a religião, com o Ifá há muito tempo. A gente já vem trabalhando desde que o enredo saiu, eu e Cláudio aqui, o Gusttavo nos Estados Unidos. Nós fomos testando, como não tinha aquela urgência, que muitas vezes é trazida pela disputa, pela pela inscrição e tal, fomos testando samba, dando uma olhada na sinopse, experimentando o que funcionava, o que não funcionava e acabou saindo esse samba. Eu não sou exatamente um compositor de samba enredo. Gosto de temáticas vinculadas ao universo afro-religioso. O que a encomenda te traz, digamos, de positivo nesse sentido, é o tempo de maturação para você preparar o samba, para você testar e não tem o calor da disputa. As disputas, elas são muito intensas. Essa experiência do Tuiuti foi interessante, que é o modelo que a escola já vem adotando há muito tempo e tem dado resultado."[25]
- — Luiz Antonio Simas, um dos compositores do samba do Tuiuti.
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A Acadêmicos de Niterói encomendou seu samba aos compositores Teresa Cristina, André Diniz, Paulo César Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr. O samba foi divulgado em 17 de setembro de 2025, gerando grande repercussão entre sambistas e militantes políticos nas redes sociais.[26] A escola ainda realizou uma festa de lançamento em sua quadra, no dia 22 de setembro.[27] Tema do enredo, o presidente Lula recebeu os compositores no Palácio da Alvorada, em Brasília, para conhecer o samba e, segundo relatos, chorou ouvindo a obra.[28][29]
Das escolas que realizaram disputa, a Vila Isabel foi a primeira a definir seu samba para 2026. A escola recebeu a inscrição de dezessete sambas concorrentes, levando três para a final do concurso.[30] Uma semana antes da final, os sambas finalistas foram apresentados numa roda de samba, organizada pela Vila, na Pedra do Sal, reunindo cerca de cinco mil pessoas.[31] A escola realizou a final do seu concurso em sua quadra, na madrugada de 13 de setembro de 2025. Apontado como favorito desde o início da disputa, o samba composto por André Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho foi aclamado vencedor da disputa por unanimidade. Em decisão inédita, a escola encerrou a disputa sem a apresentação dos finalistas, tamanho favoritismo da parceria vencedora. Maior vencedor de disputas da Vila, André Diniz assina o samba da escola pela vigésima vez; enquanto Bocão assina seu décimo terceiro samba na agremiação e Arlindinho fez sua estreia na escola.[32]

"Esse samba tomou uma proporção enorme. A gente foi cantando e se assustando. Já na audição, eu nem percebi, estava lendo a letra, e o Bocão falou: 'cara, eles ficaram enlouquecidos com o samba'. E quando 'bateu' na rede [social], foi incrível. É um samba anti-hater, tem duzentas mensagens e nenhuma contra [...] A gente quis fazer um manifesto contra essas parcerias de vinte, quinze pessoas. Chegou a hora do compositor voltar a ser compositor. Nossa torcida foi espontânea. Quem abraçou foi a escola e a comunidade, que entrava em contato com a gente. E isso foi muito legal. Muita gente me chamou para entrar nesse samba, amigos de longa data, e eu recusei. Até que o Arlindinho estava na minha casa, quando eu disse que não dava, ele pediu: 'posso cantar um negócio que eu fiz?'. E aí ele mostrou aquele trecho: 'de todos os tons, a Vila negra é...'. Eu falei: 'você acabou de entrar, só não vou anunciar agora porque preciso pedir desculpa a todos os outros que recusei'."[32]
- — André Diniz, um dos compositores do samba da Vila.

A Unidos da Tijuca escolheu seu samba na madrugada de 14 de setembro de 2025. Dos sete sambas inscritos no concurso tijucano, três chegaram à final.[33] Venceu o samba composto por Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca. Foi a última disputa de samba realizada na quadra da escola no antigo Clube dos Portuários, na Avenida Francisco Bicalho, casa da Tijuca por mais de trinta anos, de onde a escola foi despejada, sendo realocada para o bairro da Gamboa.[34] A Imperatriz recebeu a inscrição de trinta sambas em seu concurso, sendo que três chegaram à final da disputa, realizada na madrugada do sábado, dia 20 de setembro de 2025, na quadra da agremiação, em Ramos.[35] O evento teve a presença do homenageado, Ney Matogrosso. Assim como fez para o carnaval de 2024, a direção da escola optou por uma junção entre duas obras concorrentes. Foram utilizados o refrão principal e o início do samba composto por Gabriel Coelho, Alexandre Moreira, Guilherme Macedo, Chicão, Antônio Crescente e Bernardo Nobre, que foi unido ao samba da parceria de Hélio Porto, Aldir Senna, Orlando Ambrosio, Miguel Dibo, Marcelo Vianna e Wilson Mineiro.[36] No dia 22 de setembro, a Imperatriz divulgou um clipe com a gravação da versão oficial do samba com pequenas modificações na letra e na melodia da obra.[37]
"Tenho certeza que a escola fez um acerto, tenho certeza que vai sair um excelente samba mais uma vez. Estou muito confiante que a escola vai brigar pelo título mais uma vez. Sobre a junção, já tinha alguns boatos antes, mas a gente nunca sabe. A gente só sabe realmente quando anuncia aqui. Foi uma surpresa, realmente. Foi mantido a sete chaves, que ninguém sabia. Mas eu tenho certeza que a escola fez a melhor opção para fazer um excelente samba e um grande carnaval".[36]
- — Gabriel Coelho, um dos compositores do samba da Imperatriz.
Assim como no ano anterior, a Grande Rio realizou uma seletiva fora do Rio de Janeiro, dessa vez, em Pernambuco, cenário do enredo sobre o Manguebeat. A escola recebeu a inscrição de dezoito sambas, sendo sete de Pernambuco.[38] A final da disputa foi realizada na madrugada do domingo, dia 21 de setembro de 2025, na quadra da escola em Duque de Caxias. Cinco parcerias chegaram à final. Venceu o samba composto por Ailson Picanço, Marquinho Paloma, Davison Wendel, Xande Pieroni, Marcelo Moraes e Guga Martins.[39]

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A Mocidade também realizou a final da sua disputa na madrugada de 21 de setembro, reunindo cerca de dez mil pessoas em sua quadra comercial, na Avenida Brasil. Dos treze sambas inscritos no concurso da escola, três chegaram à final. A vitória foi da parceira composta por Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax. Esse foi o décimo samba de Jefinho na escola; o oitavo de Marquinho Índio; o sétimo de Diego Nicolau; o quinto de Richard Valença, Cabeça do Ajax e Orlando Ambrosio; o segundo de Renan Diniz e Lauro Silva; e o primeiro de Xande de Pilares e Cleiton Roberto.[40]
"O refrão principal vai ser uma coqueluche, vai ser um absurdo na Sapucaí. Mas o trecho 'sou Independente, fácil de amar, livre de qualquer censura' tem uma identidade muito forte com a Mocidade. O público do carnaval ama a escola, mas ao mesmo tempo chega com o pé atrás por conta dos últimos resultados. Então, o Independente precisa falar isso: que é fácil de amar, que tem a ver com ele e tem a ver com a Rita Lee. Eu acho que todo o samba pega, mas esses dois refrões vão levantar a Sapucaí".[40]
- — Richard Valença, um dos compositores do samba da Mocidade.
Na madrugada da sexta-feira, dia 26 de setembro de 2025, a Beija-Flor realizou a final da sua disputa de samba-enredo. Dos doze sambas inscritos no concurso da escola, apenas dois foram levados à final.[41] A direção da escola optou pela junção das duas obras finalistas, aproveitando a maior parte do samba da parceria de Sidney de Pilares, Marquinhos BF, Chacal do Sax, Cláudio Gladiador, Marcelo Lepiane, João Conga e Salgado Luz, mas utilizando o pré-refrão e o refrão principal da obra de Julio Assis, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Manolo, Julio Alves, Léo do Piso e Cláudio Russo. Esse foi o sétimo samba de Diogo Rosa na escola; o quinto de Sidney de Pilares; o quarto de Cláudio Russo, Diego Oliveira e Manolo; e o terceiro de Léo do Piso.[42]

"Fizemos um estudo minucioso, avaliando o melhor de cada uma das duas obras, entendendo a necessidade do projeto e também ouvindo a voz da nossa comunidade. A junção é um gesto de respeito ao talento dos compositores e um presente à Beija-Flor, que vai cantar na avenida com a força multiplicada dessa união".[42]
- — Almir Reis, presidente da Beija-Flor, sobre a junção dos sambas concorrentes.

A Viradouro realizou a final da sua disputa na madrugada de sábado, dia 27 de setembro de 2025, em sua quadra, no Barreto. Dos 26 sambas inscritos em seu concurso, três chegaram à final, vencendo a obra da parceria de Claudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet, Anderson Lemos, Sandrinho e Thiago Meiners. O samba vencedor era apontado como favorito desde o início do concurso e ganhou a torcida de Mestre Ciça, que subiu ao palco durante a apresentação da obra na final.[43] Na mesma noite a Portela realizou a final do seu concurso, em sua quadra em Madureira. A Portela foi a agremiação que mais recebeu sambas concorrentes. A escola realizou uma seletiva no Rio Grande do Sul, cenário do seu enredo, com a participação de nove parcerias de compositores gaúchos. No Rio de Janeiro, a escola recebeu a inscrição de 27 sambas, totalizando 36 obras na disputa.[44] Quatro sambas chegaram à final, vencendo a obra dos compositores Valtinho Botafogo, Raphael Gravino, Gabriel Simões, Braga, Cacau Oliveira, Miguel Cunha e Dona Madalena. Valtinho assina seu terceiro samba na escola; enquanto os demais venceram pela primeira vez.[45]
Assim como Grande Rio e Portela, a Mangueira também realizou uma seletiva em outro estado. A escola recebeu a inscrição de 22 sambas em seu concurso, sendo dezesseis no Rio de Janeiro e seis no Amapá.[46] A final da disputa mangueirense foi realizada na madrugada de domingo, dia 28 de setembro de 2025, em sua quadra na Mangueira. Quatro sambas chegaram à final, vencendo a obra dos compositores Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal. O resultado dividiu a opinião da comunidade, uma vez que a disputa estava polarizada entre o samba vencedor e a obra da parceria amapaense, liderada por Verônica dos Tambores.[47] Na mesma noite, o Salgueiro realizou a final da sua disputa, em sua quadra, no Andaraí. Dos dezoito sambas inscritos no seu concurso, três chegaram à final. A direção da escola optou pela junção de duas obras finalistas, aproveitando a maior parte do samba da parceria de Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Fabrício Sena, Deiny Leite, Felipe Sena, Ricardo Castanheira, JP Figueira e Deco, mas utilizando o refrão principal da obra de Marcelo Motta, Dudu Nobre, Julio Alves, Manolo, Daniel Paixão, Jonathan Tenorio, Kadu Gomes, Zé Moraes, Jorge Arthur e Fadico. Esse foi o décimo samba de Marcelo Motta na escola e o segundo de Dudu Nobre. Os demais venceram pela primeira vez na agremiação.[48]

"A emoção é sempre nova. Ganhar em uma escola do tamanho do Salgueiro, com um samba que sou apaixonado, é indescritível. Há anos venho tentando emplacar um samba que resgate a essência antiga, aquela melodia bonita que aprendemos a amar no carnaval. Tenho certeza que o Salgueiro fará um grande desfile com esse samba, cantando Rosa Magalhães, e será uma homenagem àquela geração que viveu o carnaval dos anos 1990. Fiquei feliz [com a junção] porque reconhecemos a força do outro refrão. A junção trouxe o melhor do nosso samba com o refrão arrebatador da parceria do Marcelo Motta. Vai ser, na minha opinião, top três dos sambas do carnaval".[48]
- — Samir Trindade, um dos compositores do samba do Salgueiro.
Gravação, produção e lançamento
A LIESA deu mais autonomia e liberdade criativa às agremiações, que passaram a ser responsáveis pela produção de suas próprias faixas. A liga atuou como uma coordenadora, garantindo a unidade e a harmonia sonora do álbum como um todo, mantendo a produção geral sob o comando de Alceu Maia para assegurar a qualidade técnica. Cada escola ficou responsável pelo seu próprio arranjo musical e pela escolha de instrumentos, coral e efeitos especiais utilizados em sua respectiva faixa. Também houve mudança no lançamento do álbum. Diferente dos anos anteriores, os sambas foram lançados nas principais plataformas digitais de áudio separadamente, em forma de single. O álbum completo, com as doze faixas reunidas foi lançado em 1 de novembro de 2025. A gravação das faixas foi realizada dias após o final do concurso de samba-enredo de cada agremiação. Assim como no ano anterior, o álbum foi gravado no Estúdio Century, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Após a gravação, a faixa entrou na fase de mixagem e masterização, sendo lançada em até trinta dias após a escolha do samba. Assim como nos anos anteriores, será realizada uma festa de lançamento do álbum na Cidade do Samba, entre os dias 28 e 30 de novembro de 2025, com "mini desfiles" das escolas do Grupo Especial, seguindo a ordem do desfile de 2026.[49]
| Escola | Gravação | Lançamento |
|---|---|---|
| Paraíso do Tuiuti | 21 de agosto de 2025 | 15 de setembro de 2025 |
| Unidos de Vila Isabel | 18 de setembro de 2025 | 7 de outubro de 2025 |
| Unidos da Tijuca | 23 de setembro de 2025 | 13 de outubro de 2025 |
| Imperatriz Leopoldinense | 24 de setembro de 2025 | 14 de outubro de 2025 |
| Mocidade Independente de Padre Miguel | 25 de setembro de 2025 | 15 de outubro de 2025 |
| Acadêmicos do Grande Rio | 29 de setembro de 2025 | 20 de outubro de 2025 |
| Acadêmicos de Niterói | 30 de setembro de 2025 | 21 de outubro de 2025 |
| Beija-Flor | 1 de outubro de 2025 | 22 de outubro de 2025 |
| Unidos do Viradouro | 2 de outubro de 2025 | 28 de outubro de 2025 |
| Portela | 9 de outubro de 2025 | 29 de outubro de 2025 |
| Estação Primeira de Mangueira | 7 de outubro de 2025 | 30 de outubro de 2025 |
| Salgueiro | 8 de outubro de 2025 | 31 de outubro de 2025 |
Capa

Tradicionalmente, a capa do álbum é estampada por uma imagem do desfile campeão do carnaval anterior. O álbum de 2026 tem em sua capa uma imagem da penúltima alegoria do desfile campeão da Beija-Flor de 2025, em homenagem a Laíla, figura histórica da agremiação, morto em 2021. A imagem da capa foca na grande escultura realística de Laíla presente na alegoria intitulada "Vem Comandar Sua Comunidade". Na capa, constam ainda os nomes das escolas que compõem o álbum seguindo a ordem das faixas.[50]
Faixas
Tradicionalmente, a lista de faixas segue a ordem de classificação do carnaval anterior. A primeira faixa é da campeã de 2025 (Beija-Flor); a segunda é da vice-campeã (Grande Rio); e assim por diante. A última faixa é da escola que ascendeu da segunda divisão, a Acadêmicos de Niterói.
| N.º | Título | Compositor(es) | Intérpretes e participações | Duração | |
|---|---|---|---|---|---|
| 1. | "Bembé" (Beija-Flor) | Sidney de Pilares, Marquinhos BF, Chacal do Sax, Cláudio Gladiador, Marcelo Lepiane, João Conga, Salgado Luz, Júlio Assis, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Manolo, Júlio Alves, Cláudio Russo e Léo do Piso | Jéssica Martin e Nino do Milênio | 6:17 | |
| 2. | "A Nação do Mangue" (Grande Rio) | Ailson Picanço, Marquinho Paloma, Davison Wendel, Xande Pieroni, Marcelo Moraes e Guga Martins | Evandro Malandro | 5:29 | |
| 3. | "Camaleônico" (Imperatriz Leopoldinense) | Aldir Senna, Alexandre Moreira, Antonio Crescente, Bernardo Nobre, Chicão, Gabriel Coelho, Guilherme Macedo, Hélio Porto, Marcelo Vianna, Miguel Dibo, Orlando Ambrósio e Wilson Mineiro | Pitty de Menezes (Part.: Ney Matogrosso) | 6:52 | |
| 4. | "Pra Cima, Ciça!" (Viradouro) | Claudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet, Anderson Lemos, Sandrinho e Thiago Meiners | Wander Pires | 5:53 | |
| 5. | "O Mistério do Príncipe do Bará - A Oração do Negrinho e a Ressurreição de Sua Coroa Sob o Céu Aberto do Rio Grande" (Portela) | Valtinho Botafogo, Raphael Gravino, Gabriel Simões, Braga, Cacau Oliveira, Miguel Cunha e Dona Madalena | Zé Paulo Sierra | 5:49 | |
| 6. | "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra" (Mangueira) | Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal | Dowglas Diniz (Part.: Patrícia Bastos) | 6:19 | |
| 7. | "A Delirante Jornada Carnavalesca da Professora que não Tinha Medo de Bruxa, de Bacalhau e nem do Pirata da Perna-de-pau" (Salgueiro) | Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Fabrício Sena, Deiny Leite, Felipe Sena, Ricardo Castanheira, JP Figueira, Deco, Marcelo Motta, Dudu Nobre, Julio Alves, Manolo, Daniel Paixão, Jonathan Tenorio, Kadu Gomes, Zé Moraes, Jorge Arthur e Fadico | Igor Sorriso | 6:04 | |
| 8. | "Macumbembê, Samborembá: Sonhei que Um Sambista Sonhou a África" (Vila Isabel) | André Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho | Tinga | 6:12 | |
| 9. | "Carolina Maria de Jesus" (Unidos da Tijuca) | Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca | Marquinho Art'Samba | 6:04 | |
| 10. | "Lonã Ifá Lukumi" (Paraíso do Tuiuti) | Cláudio Russo, Gustavo Clarão e Luiz Antonio Simas | Pixulé | 4:49 | |
| 11. | "Rita Lee, a Padroeira da Liberdade" (Mocidade Independente de Padre Miguel) | Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax | Igor Vianna | 5:47 | |
| 12. | "Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil" (Acadêmicos de Niterói) | Teresa Cristina, André Diniz, Paulo César Feital, Fred Camacho, Júnior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr | Emerson Dias (Part.: Teresa Cristina) | 6:31 | |
Duração total: |
1:12:00 | ||||
Crítica profissional
Em sua crítica para O Globo, Bernardo Araujo classificou a safra de sambas como mediana, destacando as obras de Vila Isabel, Beija-Flor e Portela. Segundo o jornalista, o samba da Vila "segue em primeiro, na preferência da maioria dos ouvintes, e melhor ainda na voz de Tinga, seu puxador oficial. A homenagem a Heitor dos Prazeres mistura música, pintura, África e o próprio bairro e sua herança de ouro. Chega a novembro firme nas cabeças"; a Beija-Flor tem "um dos melhores sambas do ano. Aposentado, Neguinho da Beija-Flor deixa saudade, mas os eleitos Nino do Milênio e Jéssica Martin não fazem feio. A rima de 'retumba' com 'macumba' não é exatamente inspirada, mas a Beija-Flor tem tudo para sacudir"; a obra da Portela "que já soava bem de forma improvisada, chega mais redonda ao disco, com a alegria de Zé Paulo contrastando com o tradicional tom dolente dos sambas da escola"; a Acadêmicos de Niterói "abre o carnaval com um belo samba-enredo bem puxado por Emerson Dias"; na faixa da Imperatriz, "uma fusão de sambas resultou numa obra desigual, que abusa das citações de sucessos do cantor (Ney Matogrosso) e não vai muito longe, mas o refrão, sem referência ao enredo, pode até pegar"; na Mangueira, "o tema interessante não rendeu um samba inspirado"; na faixa da Mocidade, "apesar do bom trabalho de Igor Vianna, o samba não decola: menções a sucessos da homenageada (Rita Lee), guitarras de leve temperando a gravação, tudo muito simpático, mas difícil de estourar na Avenida"; o samba da Viradouro "fala mais do Estácio do que do tema (Mestre Ciça) propriamente dito. Wander Pires, que, ano após ano, vem domando seus exageros vocais, tem boa performance"; o samba da Tijuca tem "um dos refrãos mais emocionantes do ano [...] o samba do Borel em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus chegou ao ponto perfeito, embalado pela bateria de Mestre Casagrande. Triste e belo como Quarto de Despejo, livro que consagrou a autora"; o Paraíso do Tuiuti "tem um daqueles sambas com batuque africano e muitas palavras em iorubá: o pesadelo dos implicantes, a alegria dos sambistas e do povo de santo. Pixulé tem mais uma vez boa performance vocal, em um samba difícil, mas redondo"; o samba da Grande Rio "incorpora a consciência social do criador do mangue beat num samba interessante, que explora caminhos líricos e temáticos diferentes das coirmãs. Melódico e bem puxado por Evandro Malandro, pode surpreender na Avenida"; na faixa do Salgueiro, "Igor Sorriso canta um samba leve, adequado à filosofia da homenageada Rosa Magalhães".[51]
Para Alberto João, do site Carnavalesco, "a decisão da Liesa e da gravadora em liberar autonomia para que cada agremiação realizasse a gravação de acordo com suas próprias diretrizes artísticas e musicais foi acertada e o resultado é um trabalho de altíssimo nível, com identidade sonora preservada e riqueza de arranjos. Tratando-se, tecnicamente, do melhor conjunto de gravações dos anos 2020". Analisando os sambas, o jornalista apontou que a obra da Beija-Flor "é muito boa, tem força e total capacidade de gerar ótimo rendimento"; "A letra do samba da Grande Rio é muito imponente, precisa e facilita o componente a cantar com raça"; o samba da Imperatriz tem "a letra muito bem definida, e a melodia, que parecia 'truncada' no final da segunda parte, já foi totalmente resolvida pela escola"; a obra da Viradouro "é simplesmente magistral. Traduz o enredo com potência, vibração e verdade. E Wander Pires, atualmente, é o principal cantor do carnaval"; a Portela apresenta "uma obra inspirada, poética e pulsante, valorizada pela magnífica atuação do intérprete Zé Paulo e pelo toque inconfundível da Tabajara do Samba, no comando de Mestre Vitinho"; o samba da Mangueira "traduz com clareza o enredo e convida ao canto forte da comunidade"; o samba do Salgueiro "é carregado de sentimento e com refrão poderoso. Uma obra marcada por emoção e identidade"; O samba da Vila "já nasceu histórico. A gravação oficial recebeu críticas pontuais, mas tecnicamente cumpre bem seu papel, valorizando o trabalho do intérprete Tinga, da bateria e do carro de som. É uma das grandes obras do ano"; a obra da Unidos da Tijuca "é de natureza forte, vibrante, repleta de história e garra. Na voz de Marquinho Art Samba, ganha vida e potência. A Tijuca volta a apresentar um hino que emociona. Um dos melhores sambas do ano"; o Tuiuti "apresenta um ótimo samba [...] A melodia é uma das mais diferenciadas da safra"; o samba da Mocidade tem "letra fácil, canto coletivo, empolgação natural [...] poderia ser mais potente (dedo na cara), já que o enredo é Rita Lee, mas consegue passar muito bem a proposta da escola"; o samba da Acadêmicos de Niterói tem "letra perfeita e um refrão que já desponta como o mais marcante do ano. O intérprete Emerson Dias brilhou intensamente na gravação".[52]
Referências
- ↑ Soares, Lucas (6 de abril de 2025). «Paraíso do Tuiuti é a primeira escola a definir enredo para 2026: 'Lonã Ifá Lukumi'». G1. Cópia arquivada em 9 de abril de 2025
- ↑ Viola, Enildo (14 de abril de 2025). «Beija-Flor de Nilópolis busca bicampeonato com enredo sobre cerimônia centenária do Bembé do Mercado». G1. Cópia arquivada em 16 de abril de 2025
- ↑ Costa, Lucas (11 de junho de 2025). «Jessica Martin e Nino são os novos intérpretes da Beija-Flor». gshow. Cópia arquivada em 14 de junho de 2025
- ↑ Ferreira, Mauro (4 de maio de 2025). «Liberdade de Ney Matogrosso abre as asas sobre a Imperatriz Leopoldinense e vira enredo no Carnaval de 2026». G1. Cópia arquivada em 5 de maio de 2025
- ↑ Soares, Lucas (6 de maio de 2025). «'Pra Cima, Ciça': Viradouro anuncia homenagem ao mestre de bateria no Carnaval 2026». G1. Cópia arquivada em 7 de maio de 2025
- ↑ Costa, João Vitor (8 de maio de 2025). «Enredo da Viradouro em 2026, mestre Ciça não sabia da homenagem: 'Foi o maior troféu que ganhei na carreira'». Extra. Cópia arquivada em 12 de maio de 2025
- ↑ Soares, Lucas (10 de março de 2025). «Gabriel Haddad e Leonardo Bora fecham com a Vila Isabel um dia após saída da Grande Rio». G1. Cópia arquivada em 4 de abril de 2025
- ↑ Soares, Lucas (10 de maio de 2025). «Vila Isabel anuncia enredo para Carnaval 2026». G1. Cópia arquivada em 10 de maio de 2025
- ↑ Aleixo, Rafael (16 de maio de 2025). «Mestre Sacaca será homenageado pela Mangueira no carnaval de 2026». G1. Cópia arquivada em 17 de maio de 2025
- ↑ Viola, Enildo (16 de maio de 2025). «Mangueira terá enredo de exaltação à Amazônia Negra, a partir da trajetória do amapaense Mestre Sacaca». G1. Cópia arquivada em 16 de maio de 2025
- ↑ «Enredo do Salgueiro vai exaltar obra da carnavalesca Rosa Magalhães». O Dia. 21 de maio de 2025. Cópia arquivada em 22 de maio de 2025
- ↑ Viola, Enildo (22 de maio de 2025). «Mocidade anuncia enredo sobre Rita Lee para o Carnaval 2026». G1. Cópia arquivada em 22 de maio de 2025
- ↑ Costa, João Vitor (12 de março de 2025). «Mocidade anuncia Igor Vianna, filho de Ney Vianna, como seu novo intérprete». O Globo. Cópia arquivada em 7 de abril de 2025
- ↑ a b Soares, Lucas (2 de junho de 2025). «Unidos da Tijuca vai homenagear Carolina Maria de Jesus no enredo para 2026». G1. Cópia arquivada em 3 de junho de 2025
- ↑ «Unidos da Tijuca contrata intérprete Marquinhos Art'Samba». O Dia. 31 de março de 2025. Cópia arquivada em 1 de abril de 2025
- ↑ Viola, Enildo (13 de junho de 2025). «Portela exalta negritude do Sul em enredo para 2026.». G1. Cópia arquivada em 13 de junho de 2025
- ↑ «Gilsinho, intérprete da Portela, morre no Rio aos 55 anos dias após fazer cirurgia bariátrica». G1. Consultado em 30 de setembro de 2025
- ↑ «Zé Paulo Sierra é o novo intérprete oficial da Portela para o Carnaval 2026». Carnavalesco. 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 1 de novembro de 2025
- ↑ «Conheça o enredo da Portela para o Carnaval 2026». O Dia. 13 de junho de 2025. Cópia arquivada em 14 de junho de 2025
- ↑ Viola, Enildo (25 de junho de 2025). «Grande Rio terá Manguebeat como enredo para 2026». G1. Cópia arquivada em 26 de junho de 2025
- ↑ «Em ano de eleição: Lula é confirmado como enredo da Acadêmicos de Niterói na estreia da escola no Grupo Especial». O Globo. 9 de julho de 2025. Cópia arquivada em 9 de julho de 2025
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- ↑ «Estreante Acadêmicos de Niterói levará a história do presidente Lula para a Sapu». G1. 9 de julho de 2025. Cópia arquivada em 19 de julho de 2025
- ↑ «Paraíso do Tuiuti divulga samba-enredo do Carnaval 2026». O Dia. 29 de julho de 2025. Cópia arquivada em 29 de julho de 2025
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- ↑ Viola, Enildo (22 de setembro de 2025). «Acadêmicos de Niterói apresenta samba-enredo sobre Lula para o carnaval 2026». G1. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2025
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- ↑ «Parceria encabeçada por André Diniz empolga público na Pedra do Sal na apresentação de sambas finalistas da Vila Isabel». Extra. 8 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2025
- ↑ a b «Aclamado! Em decisão inédita e histórica, Vila Isabel e ala dos compositores consagram samba da parceria de André Diniz e Bocão para o Carnaval 2026». carnavalesco.com. 13 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 16 de setembro de 2025
- ↑ «Conheça os sambas concorrentes da Unidos da Tijuca». O Dia. 18 de julho de 2025. Cópia arquivada em 19 de julho de 2025
- ↑ Viola, Enildo (14 de setembro de 2025). «Unidos da Tijuca escolhe samba para 2026». G1. Cópia arquivada em 16 de setembro de 2025
- ↑ «Imperatriz Leopoldinense realiza primeira eliminatória de samba para o Carnaval 2026». Carnavalesco. 7 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2025
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- ↑ «Imperatriz divulga gravação do samba-enredo de 2026; confira!». O Dia. 24 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2025
- ↑ «Grande Rio recebe inscrição de 18 sambas». O Dia. 12 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2025
- ↑ «'A revolução já começou!' Parceria de Ailson Picanço conquista o bi na disputa de samba da Grande Rio para o Carnaval 2026». Carnavalesco. 21 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2025
- ↑ a b «Em final histórica e com dez mil pessoas no Maracanã do Samba, Mocidade escolhe samba da parceria de Jefinho Rodrigues». Carnavalesco. 21 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2025
- ↑ «Campeã Beija-Flor terá 12 sambas na disputa para 2026». O Dia. 1 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 7 de agosto de 2025
- ↑ a b «Laroyê, Alafiá! Beija-Flor define samba para o Carnaval 2026 com junção de parcerias e promete rolo compressor na Sapucaí». Carnavalesco.com. 26 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2025
- ↑ «Se eu for morrer de amor, que seja no samba! Viradouro escolhe samba da parceria de Cláudo Mattos para homenagear mestre Ciça no Carnaval 2026». carnavalesco.com. 27 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2025
- ↑ «Portela inicia processo de escolha de samba-enredo de 2026». Veja. 15 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2025
- ↑ «Alupo, meu senhor, Alupô! Parceria de Valtinho Botafogo vence a disputa de samba da Portela para o Carnaval 2026». carnavalesco.com. 27 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2025
- ↑ «Mangueira recebe 22 sambas concorrentes para o carnaval 2026». Ti Ti Ti do Samba. 15 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2025
- ↑ Ismerim, Flávio (28 de setembro de 2025). «Reação da comunidade da Mangueira à escolha do samba de 2026 viraliza». CNN Brasil. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2025
- ↑ a b «Mestra! Salgueiro junta parcerias de Rafa Hecht e Marcelo Motta e sonha com a décima estrela brilhando em Rosa Magalhães». carnavalesco.com. 28 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2025
- ↑ Morais, Matheus (3 de setembro de 2025). «Liesa dá mais autonomia para escolas na produção do álbum de sambas-enredo do Carnaval 2026». Carnavalesco. Cópia arquivada em 1 de outubro de 2025
- ↑ Pontes, Fernanda (12 de setembro de 2025). «Liesa divulga imagem da capa do álbum dos sambas-enredo de 2026». O Globo. Cópia arquivada em 16 de setembro de 2025
- ↑ Araujo, Bernardo (5 de novembro de 2025). «Safra de sambas para o carnaval 2026 é mediana; leia a crítica». O Globo. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2025
- ↑ João, Alberto (31 de outubro de 2025). «Opinião: 'Gravações oficiais dos sambas do Especial do Rio para o Carnaval 2026 trazem qualidade técnica e atendem escolas'». Carnavalesco.com. Cópia arquivada em 1 de novembro de 2025
Ver também
- Discografia do Grupo Especial do Rio de Janeiro
- Desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro
- Carnaval do Rio de Janeiro
Ligações externas
| Precedido por Sambas de Enredo Rio Carnaval 2025 |
Sambas de Enredo Rio Carnaval 2026 |
Sucedido por Sambas de Enredo Rio Carnaval 2027 |


