Salman Raduiev
Salman Raduiev (ou Raduev, em russo: Салман Радуев; 13 de fevereiro de 1967 — 14 de dezembro de 2002) era um líder guerrilheiro da Tchetchênia.[1]
Ascensão
Em junho de 1992, Raduiev foi nomeado prefeito de Gudermes pelo então presidente Djokhar Dudaiev, seu sogro.[1] Em 14 de dezembro de 1995 Raduiev e Sultan Geliskhanov lideraram um ataque de três dias a Gudermes.
Em 19 de janeiro de 1996, junto com Gelishanov, Raduiev lançou um ataque semelhante à invasão do hospital de Budionnovsk, numa base militar e um hospital civil em Kizliar. Raduiev foi considerado para substituir o comandante Hunkarpasha Israpilov, ferido no final do ataque.
Fora de controle
Em meados de 1996, Raduiev se recusou a obedecer as ordens de Zelimkhan Iandarbiev para parar de executar atos terroristas apesar do cessar-fogo e conversações que levariam aos acordos de Khasaviurt, alegando que Djokhar Dudaiev estava vivo e emitindo ordens para ele de uma base secreta da OTAN na Turquia.[carece de fontes]
A milícia particular de Raduiev, chamada Exército do General Dudaiev esteve envolvida em vários assaltos a trens e outros crimes. Maskhadov rebaixou-o da patente de general-brigadeiro para recruta, mas outras ações contra ele foram bloqueadas por uma oposição pública feita por vários combatentes veteranos pró-Raduiev.
Declínio e morte
Gravemente ferido numa tentativa de assassinato com carro-bomba em 1998 (o que lhe rendeu o apelido de Titanic porque seu crânio foi reconstituído com placas de aço), Raduiev não teve papel ativo na Segunda Guerra da Tchetchênia e foi capturado em casa, em março de 2000, por uma unidade spetznas russa. Raduiev foi julgado por várias acusações de assassinato, e condenado em dezembro de 2001 a prisão perpétua.[2]
Em 14 de dezembro de 2002, Raduiev morreu numa colônia penal.
As circunstâncias da morte de Salman Raduyev não são claras. De acordo com sua família, ele foi assassinado.
Referências
- ↑ a b Salman Raduyev. 17 de dezembro de 2002, The Times
- ↑ Salman Raduyev, 35; Top Chechen Rebel Jailed by Russians, Los Angeles Times, 16 de dezembro de 2002