Sala Cecília Meireles
| Sala Cecília Meireles | |
|---|---|
![]() A Sala Cecília Meireles em novembro de 2014. | |
| Informações gerais | |
| Tipo | sala de concerto |
| Estilo dominante | Eclético |
| Início da construção | 1896 |
| Proprietário(a) | Governo do Estado do Rio de Janeiro |
| Andares | 3 |
| Geografia | |
| País | Brasil |
| Localização | Rio de Janeiro, Centro |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
A Sala Cecília Meireles é uma sala de concertos localizada no bairro da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É uma das mais tradicionais salas de concerto do Brasil e possui capacidade para 670 lugares. Foi projetada para receber concertos de música de câmara e foi batizada com este nome em homenagem à poeta (e pianista amadora) Cecília Meireles.
História
O edifício foi erguido em 1896, tendo funcionado originalmente como uma mercearia, o "Armazém do Romão".[1] Posteriormente, tornou-se hotel, com o nome de Hotel Freitas e, mais tarde, Grande Hotel da Lapa. O local hospedou importantes fazendeiros e políticos da República Velha, sendo inclusive retratado na comédia opereta de Artur de Azevedo "A capital federal" (1897).[2]
Em 1939, o prédio foi reformado e transformou-se em um cinema, recebendo o nome de Cine Colonial.[1]
Campanha e fundação da sala de concertos
A história da Sala Cecília Meireles, como local de música, começa com o declínio do Cine Colonial, que em 1961 fechou suas portas definitivamente. Naquele período, a cidade do Rio de Janeiro carecia de um espaço dedicado exclusivamente a concertos de música de câmara e recitais; antes da Sala, essas apresentações eram frequentemente relegadas ao Theatro Municipal, um local considerado acusticamente inadequado para esse tipo de repertório.[1]
O jornalista e crítico musical Andrade Muricy, que escrevia para o Jornal do Commercio, foi o principal idealizador da nova sala. Ele iniciou uma campanha vigorosa em sua coluna, aventando que o edifício ocioso do antigo Cine Colonial seria o local perfeito para abrigar a tão necessária sala de concertos.
A campanha surtiu efeito. O então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, captou a mensagem e abraçou o projeto. Em 1964, o próprio Andrade Muricy anunciou em sua coluna no jornal que o governador acabara de assinar o decreto de desapropriação do edifício, destinando-o à criação do novo espaço cultural.[2]
Inauguração e a escolha do nome
A Sala Cecília Meireles foi inaugurada em 1º de dezembro de 1965, como parte das atividades das comemorações do IV Centenário da cidade do Rio de Janeiro. A escolha do nome, no entanto, foi uma decisão direta do governador que contrariou a expectativa dos críticos.
Andrade Muricy e seu colega, o também crítico Renzo Massarani, torciam publicamente para que o novo espaço fosse batizado em homenagem ao Padre José Maurício Nunes Garcia, considerado o maior compositor de música sacra do período colonial brasileiro.
Contudo, Carlos Lacerda optou por uma homenagem pessoal. Ele escolheu o nome de sua amiga, a poeta, jornalista e pintora Cecília Meireles. Lacerda e Cecília haviam trabalhado juntos no jornal Correio da Manhã em 1929. A poeta havia falecido em novembro de 1964,[2] cerca de um ano antes da inauguração da sala, e a nomeação serviu como um tributo póstumo à sua contribuição para a cultura brasileira.[3][4]
Reformas e atualidade
O edifício foi restaurado sob a gestão do governador Marcello Alencar, quando recebeu tratamento acústico e foi entregue em 2014. Nesta reforma, foi criado um novo auditório para pequenos concertos, denominado Auditório Guiomar Novaes, com capacidade para 150 pessoas, e o Espaço Ayres de Andrade, para a realização de coquetéis.[5]
Desde 2004, é dirigida pelo compositor João Guilherme Ripper.[5][6]
Ver também
Referências
- ↑ a b c «A Sala». Sala Cecília Meireles (Site Oficial). Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ a b c «Sala Cecília Meireles: 55 anos de resistência pela excelência musical». Concertino. 1 de dezembro de 2020. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ «Sala Cecília Meireles reabre após quatro anos em obras». O Globo. 3 de setembro de 2014. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ «Cecília Meireles - Biografia». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 11 de novembro de 2E025 Verifique data em:
|acessodata=(ajuda) - ↑ a b «Sala Cecília Meireles reabre após quatro anos em obras». O Globo. 3 de setembro de 2014. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ «Prefeitura do Rio inaugura Sala Cecília Meireles totalmente restaurada». Prefeitura do Rio de Janeiro. 4 de setembro de 2014. Consultado em 11 de novembro de 2025
