Saeculo exeunte
| Saeculo exeunte octavo Carta encíclica do papa Pio XII ![]() | ||||
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| Data | 13 de junho de 1940 | |||
| Assunto | Sobre o aniversário de 800 anos da Independência de Portugal | |||
| Encíclica número | 3 de 41 do pontífice | |||
| Texto | em latim em português | |||
Saeculo exeunte octavo é uma encíclica do Papa Pio XII em que homenageia Portugal na celebração do seu 800º aniversário. Grande parte da encíclica trata da atividade missionária de Portugal e da necessidade de modernizar o trabalho missionário. Foi concedida em Roma, em 13 de junho de 1940, no segundo ano de seu pontificado.
Resumo
O Pontífice revê a história portuguesa, mencionando entre outros exploradores como Henrique, o Navegador e Vasco da Gama, que levaram missionários ao fazer descobertas: Seu ilustre exemplo inspirou muito o mundo católico, inclusive os cidadãos espirituosos de sua pátria, a divulgar mais amplamente as obras do apostolado.[1] Afonso de Albuquerque e João de Castro governaram as colônias portuguesas, dando proteção e assistência aos missionários católicos.[2] Mas agora faltam padres missionários, especialmente na África. O Papa recomenda sociedades missionárias como a Sociedade Portuguesa para a Promoção das Missões Católicas Estrangeiras, a fim de melhorar a qualidade da preparação, formação e interação entre o clero em missões. A seleção de candidatos decentes preocupa especialmente Pio XII, que sugere que só sejam enviadas pessoas com aptidões de caráter perfeitas.[3] Ele apela ao povo de Portugal para que apoie generosamente os seus missionários. Confia eles e todo Portugal à proteção de Nossa Senhora de Fátima,[4] que, como disse Pio XII numa comunicação radiofônica, pode ter ajudado a manter Portugal fora da Segunda Guerra Mundial.
Significado
A Segunda Guerra Mundial significou reduções drásticas nas atividades missionárias católicas, já que cidadãos de nações beligerantes foram internados ou expulsos na África e na Ásia. Portugal era um país neutro e seus missionários podiam trabalhar relativamente livres de represálias políticas. Assim, Pio XII recorreu a Portugal em 1940, como um dos poucos países católicos que poderia ajudar a limitar as consequências da guerra nas missões.
