Sabinaria magnifica
Sabinaria magnifica
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| Classificação científica | |||||||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||||||
| Sabinaria magnifica Galeano & R. Bernal | |||||||||||||||||||||||
Sabinaria magnifica é uma espécie de palmeira e o único membro do gênero Sabinaria. Nativa da região de Darién, na fronteira entre Colômbia e Panamá, ela cresce de 1 a 6 metros de altura, com folhas profundamente divididas. Foi descrita como "impressionante", "espetacular" e "bela" por taxonomistas.[1][2]
A espécie foi coletada pela primeira vez em abril de 2013 por Saúl Hoyos e descrita cientificamente pelos especialistas colombianos em palmeiras Gloria Galeano Garcés [en] e Rodrigo Bernal [en], que nomearam o gênero Sabinaria em homenagem à sua filha. Apesar de ser localmente abundante, a distribuição limitada da espécie a torna vulnerável à destruição de habitat.
Descrição

Sabinaria magnifica é uma palmeira de caule único com folhas palmadas. O tronco tem de 1 a 6 metros de altura e de 9 a 12 cm de diâmetro. As folhas são sustentadas por um longo pecíolo; o comprimento combinado da bainha foliar e do pecíolo tem, em média, 319 cm. As árvores possuem de 20 a 35 folhas, com diâmetro entre 1,4 e 1,6 metro.[1]
As folhas de S. magnifica são profundamente divididas em duas partes, quase até a base da lâmina foliar, conferindo uma aparência semelhante a uma borboleta.[3] Elas foram descritas pelos britânicos William J. Baker e John Dransfield [en] como "espetaculares" e a característica mais distintiva do gênero.[2]
Diferentemente de outros membros da tribo Cryosophileae [en] (que geralmente possuem flores bissexuais), S. magnifica é monoica, produzindo flores masculinas e femininas. As flores masculinas localizam-se nas extremidades da inflorescência, enquanto as femininas estão mais próximas da base, rodeadas por grandes brácteas.[3] As inflorescências são sustentadas entre as folhas por um pedúnculo com pelo menos 30 cm de comprimento. As flores são esbranquiçadas; as masculinas têm de 4 a 5 mm de comprimento e de 3 a 3,5 mm de largura, enquanto as femininas medem de 7 a 11 mm de comprimento e cerca de 2,5 mm de largura. Os frutos imaturos são verdes e tornam-se amarelo-esverdeados à medida que amadurecem, ficando pretos quando maduros. Eles medem de 3,6 a 4,4 cm de comprimento e de 3 a 3,6 cm de largura. As sementes têm de 2,4 a 2,7 cm de comprimento e de 2,2 a 2,3 cm de largura.[1]
Taxonomia
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| Filogenia simplificada de Cryosophileae com base em quatro genes nucleares e no gene plastidial matK. |
Descoberta científica
A espécie foi coletada pela primeira vez pelo botânico colombiano Saúl Hoyos, em abril de 2013. Hoyos enviou fotos da palmeira a Rodrigo Bernal. Com base nas imagens, Bernal concluiu que a palmeira provavelmente pertencia a uma nova espécie da tribo Cryosophileae, possivelmente um gênero inteiramente novo. Essa opinião foi compartilhada por sua parceira e colaboradora Gloria Galeano, que a descreveu como "a mais bela de todas as palmeiras colombianas".[3]
Alguns meses depois, Bernal, Galeano, Hoyos e Norman Echavarría retornaram ao local onde Hoyos havia encontrado a espécie, onde conseguiram coletar amostras adicionais, incluindo flores e frutos. Isso permitiu que concluíssem tratar-se de um novo gênero. Dez dias após o retorno da expedição, o manuscrito descrevendo formalmente o novo gênero, Sabinaria, e a espécie S. magnifica foi submetido à revista Phytotaxa [en] e publicado formalmente em novembro de 2013.[3]
Bernal e Galeano nomearam o gênero em homenagem à sua filha, Sabina. O epíteto específico faz referência ao "aspecto impressionantemente belo da palmeira";[1] inicialmente, pretendiam nomear a espécie em homenagem a Saúl Hoyos, mas, após considerarem que "o nome dado a essa palmeira única poderia ser vital para sua futura conservação", optaram por magnifica.[3]
Com base em características morfológicas, eles classificaram o gênero na tribo Cryosophileae e destacaram sua semelhança com o gênero Itaya.[1] Um estudo filogenético conduzido por Ángela Cano e colaboradores confirmou a colocação de Sabinaria na tribo Cryosophileae, com base em quatro genes nucleares e o gene plastidial matK. Essa análise também identificou Itaya como um gênero-irmão de Sabinaria.[4]
História evolutiva
Ángela Cano e colaboradores concluíram que os ancestrais da tribo Cryosophileae e de sua tribo-irmã, Sabaleae, provavelmente evoluíram na América do Norte durante o final do Cretáceo e se dispersaram para a América do Sul no Eoceno, onde Sabinaria evoluiu.[4]
Distribuição
Sabinaria magnifica é uma das duas espécies de palmeiras conhecidas por serem endêmicas da região de Darién, na fronteira entre Colômbia e Panamá.[5] Foi descoberta inicialmente próximo à base da Serranía del Darién [en], na Colômbia, em uma floresta úmida de transição quente (segundo o sistema de zonas de vida de Holdridge),[1] e posteriormente registrada no lado panamenho da fronteira.[5] Embora seja localmente comum, sua distribuição limitada a torna vulnerável à destruição de habitat; entre 2014 e 2015, uma parte da floresta onde a espécie foi descoberta foi desmatada para agricultura.[3][5]
Referências
- ↑ a b c d e f Galeano, Gloria; Bernal, Rodrigo (8 de novembro de 2013). «Sabinaria, a new genus of palms (Cryosophileae, Coryphoideae, Arecaceae) from the Colombia-Panama border». Phytotaxa (em inglês). 144 (2): 27–44. ISSN 1179-3163. doi:10.11646/phytotaxa.144.2.1
- ↑ a b Baker, William J.; Dransfield, John (2016). «Beyond Genera Palmarum : progress and prospects in palm systematics». Botanical Journal of the Linnean Society (em inglês). 182 (2): 207–233. doi:10.1111/boj.12401
- ↑ a b c d e f Bernal, Rodrigo (2014). «The Discovery of the Amazing Sabinaria magnifica» (PDF). Palms. 58: 5–18
- ↑ a b Cano, Ángela; Bacon, Christine D.; Stauffer, Fred W.; Antonelli, Alexandre; Serrano-Serrano, Martha L.; Perret, Mathieu (2018). «The roles of dispersal and mass extinction in shaping palm diversity across the Caribbean». Journal of Biogeography (em inglês). 45 (6): 1432–1443. Bibcode:2018JBiog..45.1432C. ISSN 1365-2699. doi:10.1111/jbi.13225
- ↑ a b c Cano, Ángela; Favio Manrique, Héctor; Hoyos-Gómez, Saúl E.; Echavarría, Norman; Upegui, Andrés; González, María F.; Galeano, Gloria; Bernal, Rodrigo (2017). «Palms of the Darién Gap (Colombia-Panama)». Palms. 61: 5–20
Ligações externas
- «Sabinaria magnifica - Palmpedia - Palm Grower's Guide». www.palmpedia.net. Consultado em 17 de fevereiro de 2019
