Saí-canário

Saí-canário
Macho
Fêmea
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Thraupidae
Gênero: Thlypopsis
Espécies:
T. sordida
Nome binomial
Thlypopsis sordida
Sinónimos[2]

Thlypopsis sordida, conhecido popularmente como saí-canário é uma espécie de ave da familia Thraupidae, nativa do norte e do centro da América do Sul.

Taxonomia e etimologia

Nemosia sordida, ilustração em d'Orbigny Voyage dans l'Amérique méridionale, 1847.

O saí-canário foi descrito pela primeira vez em 1837 pelos naturalistas franceses Alcide d'Orbigny e Frédéric de Lafresnaye, sob o nome científico Nemosia sordida. Sua localidade-tipo é: “Yuracares, Bolívia”.

Dados genéticos indicam que essa espécie é irmã de Thlypopsis inornata.[3]

Segundo as classificações do Congresso Ornitológico Internacional (IOC)[4] e o Clements Checklist/eBird v.2019[5] são reconhecidas três subespécies, com sua correspondente distribuição geográfica:[6]

  • Thlypopsis sordida orinocensis (Friedmann, 1942) – rio Orinoco no centro-leste da Venezuela (sul de Anzoátegui e norte de Bolívar).
  • Thlypopsis sordida chrysopis (P. L. Sclater & Salvin, 1880) – extremo sul da Colombia, leste do Equador e do Peru, e oeste do Brasil.
  • Thlypopsis sordida sordida (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) – sul e centro do Brasil, leste da Bolívia, Paraguai, e norte da Argentina.

O nome do gênero “Thlypopsis” é composto das palavras gregasthlupis”: pequeno pássaro desconhecido, talvez um tentilhão ou um rouxinol, e “opsis”: com aparência, que se parece; o nome da espécie “sordida”, tem origem no latimsordidus”: desalinhado, gasto, sujo.[7]

Vegetação de Yungas em Salta, no noroeste de Argentina; um dos habitats nos quais vive o saí-canário.

Distribuição e habitat

O saí-canário se distribui de forma disjunta ao longo do rio Orinoco no centro da Venezuela, e desde o sul da Colômbia sul a leste do Equador, leste do Peru, norte e leste da Bolívia, quase todo o Brasil (ausente em grande parte da bacia amazônica, exceto ao longo dos alto e médio cursos do Rio Amazonas), Paraguai, e noroeste e nordeste da Argentina,[1][6] chegando pelo sul até as margens do médio rio Paraná, e ainda raramente mais ao sul, até o delta do Paraná. Ainda não há registros no Uruguai.

Esta espécie é considerada bastante comum em uma variedade de habitats naturais: matas esparsas e de galeria, cerrados, matas ciliares e clareiras adjacentes, principalmente abaixo dos 800 m de altitude, mas atingindo até 1.500 m na Bolívia.[8]

Referências

  1. a b BirdLife International (2016). «Thlypopsis sordida». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016: e.T22722263A94757935. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22722263A94757935.enAcessível livremente. Consultado em 12 de novembro de 2021 
  2. «Thlypopsis sordida (Orange-headed Tanager)». Avibase. Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  3. Burns, K.J.; Schultz, A.J.; Title, P.O.; Mason, N.A.; Barker, F.K.; Klicka, J.; Lanyon, S.M.; Lovette, I.J. «Phylogenetics and diversification of tanagers (Passeriformes: Thraupidae), the largest radiation of Neotropical songbirds». Molecular Phylogenetics and Evolution (75). pp. 41–77. ISSN 1055-7903. doi:10.1016/j.ympev.2014.02.006 
  4. Gill, F.; Donsker, D. «Tanagers, flowerpiercers & tanager-finches». IOC World Bird List (em inglês). Consultado em 3 de Fevereiro de 2021 Versão/Ano: 11.1./2021
  5. Clements, J.F.; Schulenberg, T.S.; Iliff, M.J.; Billerman, S.M.; Fredericks, T.A.; Sullivan, B.L.; Wood, C.L. (2019). «The eBird/Clements checklist of Birds of the World v.2019». The Cornell Lab of Ornithology (Planilha Excel) (em inglês) 
  6. a b Tangara cabecinaranja Thlypopsis sordida (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837) no Avibase. Consultado em 3 de fevereiro de 2021.
  7. Jobling, J.A. (2010). Helm Dictionary of Scientific Bird Names (em inglês). Londres: Bloomsbury Publishing. p. Thlypopsis, p. 384; sordida, p. 360. ISBN 9781408133262 
  8. Ridgely, Robert; Tudor, Guy (2009). Field guide to the songbirds of South America: the passerines. Col: Mildred Wyatt-World series in ornithology (em inglês) ed. Austin: University of Texas Press. p. 584, prancha 91(1). ISBN 978-0-292-71748-0 

Ligações externas