Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral na República Democrática do Congo
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A Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral na República Democrática do Congo (em inglês: Southern African Development Community Mission in the Democratic Republic of Congo, SAMIDRC), ou Operação Thiba, foi uma missão regional ativa de manutenção da paz operada pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) no leste da República Democrática do Congo.[1]
A Operação Thiba incluiu soldados da África do Sul, Tanzânia e Malawi que substituíram a Brigada de Intervenção da Força das Nações Unidas, que manteve-se na República Democrática do Congo por 25 anos, e um destacamento da Comunidade da África Oriental com um ano de existência.[2]
A Tanzânia e o Malawi comprometeram 2.100 soldados para a missão.[3] A África do Sul comprometeu 2.900 soldados para a missão,[4] dos 38.572[5] efetivos militares ativos do país.
Contexto
Em 2023, a escalada do conflito entre as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) e os grupos rebeldes congoleses deslocou mais de 6,38 milhões de pessoas nas províncias orientais do país.[6]
O ressurgente Movimento 23 de Março conquistou porções do território e nem a missão de manutenção da paz das Nações Unidas nem a força regional da Comunidade da África Oriental puderam ajudar as FARDC a travar o seu avanço.[7]
Em Dezembro de 2023, o governo congolês informou que as tropas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral foram mandatadas “para apoiar o exército congolês na luta e erradicação do M23 e de outros grupos armados que continuam a perturbar a paz e a segurança”.[8]
Tropas da África do Sul, Tanzânia e Malawi começaram a deslocar-se para Sake e áreas circundantes perto de Goma em Dezembro de 2023.[9]
Em 13 de março de 2025, os Chefes de Estado da SADC efetivaram o fim do mandato do SAMIDRC, confirmando a retirada gradual da força destacada no leste da República Democrática do Congo.[11]
Incidentes e vítimas
Em 15 de fevereiro de 2024 dois soldados sul-africanos morreram e três ficaram feridos num ataque de morteiro perto da cidade oriental de Goma.[10]
Em 6 de abril de 2024, três soldados tanzanianos morreram depois que um morteiro hostil caiu perto de seu acampamento.[11]
14 soldados desta missão e três capacetes azuis morreram em combates nos dias 24 e 28 de janeiro perto de Goma.[12]
Ver também
Referências
- ↑ «Deployment of the SADC Mission in the Democratic Republic of Congo» (Nota de imprensa). Gaborone, Botswana: SADC. 4 de janeiro de 2024. Consultado em 13 de fevereiro de 2024
- ↑ «South Africa Risks Showdown With Rwanda Over Congo Mission». www.bloomberg.com. Consultado em 17 de fevereiro de 2024
- ↑ Africa, Defence Forum (5 de março de 2024). «Scale of SADC's DRC Mission Raises Concerns». ADF
- ↑ Wafula, Ian (15 de fevereiro de 2024). «South African troops killed in DR Congo: What is behind the Sadc deployment?». BBC
- ↑ Defence, Web (7 de janeiro de 2019). «SANDF personnel strength – by the numbers». Defence Web
- ↑ «Democratic Republic of the Congo | OCHA». www.unocha.org (em inglês). 9 de fevereiro de 2024. Consultado em 15 de fevereiro de 2024
- ↑ «East African regional force starts withdrawing from DRC». France 24 (em inglês). 3 de dezembro de 2023. Consultado em 15 de fevereiro de 2024
- ↑ «Will Félix Tshisekedi deliver war or peace for DR Congo and Rwanda?» (em inglês). 20 de janeiro de 2024. Consultado em 15 de fevereiro de 2024
- ↑ ISSAfrica.org (9 de fevereiro de 2024). «Once more into the breach: SADC troops in DRC». ISS Africa (em inglês). Consultado em 15 de fevereiro de 2024
- ↑ «South African soldiers killed in DR Congo attack – DW – 02/15/2024». dw.com (em inglês). Consultado em 17 de fevereiro de 2024
- ↑ «Three Tanzanian soldiers killed in Democratic Republic of Congo». Africanews. 9 de abr. de 2024
- ↑ «République démocratique du Congo : la rébellion du M23 et 3 000 à 4 000 soldats rwandais menacent Goma» (em francês). Le Monde. 25 de janeiro de 2025