Sítio arqueológico da Quinta da Queimada
| Sítio arqueológico da Quinta da Queimada | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Tipo | Povoado, necrópole e menires |
| Geografia | |
| País | |
| Localização | Odiáxere, Lagos |
| Coordenadas | 🌍 |
![]() Sítio arqueológico da Quinta da Queimada |
|
| Localização em mapa dinâmico | |
O Sítio arqueológico da Quinta da Queimada é composto por um antigo povoado, um necrópole e por um conjunto de menires, e está situado nas imediações da vila de Odiáxere, no concelho de Lagos, em Portugal.
Descrição e história
O sítio arqueológico consiste num antigo povoado e um conjunto de menires, dos quais apenas o número 3 ainda se encontra no local.[1] A análise dos vestígios pelo sistema OCR indica que a primeira fase de ocupação terá começado no último quartel do IV milénio A. C., correspondente ao período Neolítico, tendo o terceiro menir sido provavelmente erguido nesta época.[1] Foi depois habitado numa segunda fase, em meados do século IV a.C., e durante os finais da Idade do Bronze terá sido utilizado como uma necrópole,[1] que perdurou até à segunda Idade do Ferro.[2] Foram encontradas diversas sepulturas de inumação e indícios de processos de cremação, tendo uma das fossas sido muito atingida pelas obras de alargamento da estrada.[3]
O espólio do sítio arqueológico consiste em diversos materiais líticos e cerâmicos,[1] além de uma conta de ouro e 23 de riolite, uma faca falcatada, onze cossoiros, parte de um vaso de verniz vermelho, duas pateras forma Lamboglia 22, e vestígios osteológicos.[3]
O local foi alvo de trabalhos arqueológicos de emergência em 2001, no sentido de averiguar em que estado de conservação se encontravam os vestígios do povoado, e ao mesmo tempo fazer o seu estudo.[4] Desta forma, tentou-se identificar a sua cronologia, foram feitas análises mineralógicas, petrográficas e sedimentares, e procurou-se por distribuições de micro-materiais e e por vestígios de estruturas construídas.[4] Foram feitas investigações usando os métodos OCR e OSL (luminescência opticamente estimulada), tendo-se apurado que a evolução sedimentológica do local foi unificada entre o VI milénio a.C. e cerca de 6500 d.C[4] Em 2002 foram feitos dois trabalhos arqueológicos de acompanhamento, e em 2003 o local foi alvo de escavações.[1] Em 2025, estava prevista uma intervenção no menir da Quinta da Queimada, como parte do programa internacional Megalithic Origins: the emergence of monumentality in Neolithic Western Europe, e que iria contar com a colaboração do Museu de Lagos.[5]
Ver também
Referências
- ↑ a b c d e «Quinta da Queimada». Portal do Arqueólogo. Instituto Público do Património Cultural. Consultado em 30 de Agosto de 2025
- ↑ «Quinta da Queimada (necrópole)». Portal do Arqueólogo. Instituto Público do Património Cultural. Consultado em 30 de Agosto de 2025
- ↑ a b «Escavação (2003)». Portal do Arqueólogo. Instituto Público do Património Cultural. Consultado em 2 de Setembro de 2025
- ↑ a b c «Sondagem (2001)». Portal do Arqueólogo. Instituto Público do Património Cultural. Consultado em 1 de Setembro de 2025
- ↑ RODRIGUES, Elisabete (11 de Julho de 2025). «Projeto internacional investiga menir de Aspradantas para saber mais sobre "idade" do megalitismo». Sul Informação. Consultado em 30 de Agosto de 2025
