Série Vaga-Lume
| Série Vaga-Lume | |
|---|---|
| Informações | |
| Gênero | Literatura infantojuvenil Aventura Fantasia Mistério |
| Idioma original | Português |
| País de origem | |
| Editora | Ática |
| Publicado entre | 1973–2021 |
A Série Vaga-Lume é uma coleção de livros brasileira voltada para o público infantojuvenil lançada em 1973, pela editora Ática. Inicialmente a série publicou títulos que já haviam sido lançados por outras editoras, como sua primeira obra A Ilha Perdida (1973), de Maria José Dupré, publicada anteriormente pela editora Brasiliense, em 1944.
No início da década de 1980, devido sua crescente popularidade, a Ática passou a contratar escritores para a publicação de títulos inéditos.[1] Mais tarde, em 1999, foi lançado o selo Vaga-Lume Júnior, composto de 25 títulos e voltado exclusivamente para o público infantil. Até o ano de 2008, a série Vaga-Lume era composta por mais de cem obras. A seguir passou por um hiato e foi reformulada após a venda da Ática ao grupo Somos Educação, tendo seu último título publicado em 2021.[2]
A série Vaga-Lume tornou-se uma das coleções literárias mais longevas e que mais impactaram o público infantojuvenil brasileiro.[3][4] Composta por 43 escritores e superando vendagem de oito milhões de exemplares até 2021,[5][6] muitos de seus títulos se consolidaram como clássicos do segmento e ultrapassaram gerações de leitores.[3]
Histórico
Antecedentes
Em agosto de 1971, foi sancionada a Lei 5.692 que instituiu uma reforma educacional no Brasil, mudando a organização do ensino.[7] Dentre outras medidas, foi unificado o antigo primário, da 1ª à 4ª série, ao ginásio, da 5ª à 8ª série, gerando a formação do 1° grau, o que ampliou o ensino obrigatório de quatro para oito anos.[8][9] Além disso, foi incluída na Lei de Diretrizes e Bases uma cláusula que recomendava a preferência pela adoção de obras nacionais.[10] Nesse cenário, com o aumento do número de alunos da 5ª série em diante e sem materiais adequados à nova realidade, o editor Jiro Takahashi e a equipe da editora Ática, sentiram que para esse novo público, a leitura de obras clássicas da literatura seria um "salto exagerado" e enxergaram a necessidade de leituras mais adequadas ao interesse, ao repertório e ao gosto desse novo público.[9] Portanto, ocorreu uma percepção editorial de que havia um público leitor em potencial não representado pela literatura da época. Tratava-se dos jovens de 11 a 14 anos.[11]
O lançamento de O Gênio do Crime (1969), de João Carlos Marinho, publicado pela Brasiliense, também chamou a atenção da Ática, pois, mesmo sem indicação de leitura pela maioria dos professores, a obra havia se tornado uma febre entre os leitores adolescentes, ao abordar uma história de aventura e mistério.[8]
Neste contexto, com o objetivo de oferecer literatura de qualidade para o público juvenil e, assim, promover o gosto pela leitura, surgiu a ideia de criação da coleção.[12] Segundo a editora Carmen Campos, a série foi lançada seguindo uma fórmula imbatível de sucesso com "livros escritos para o leitor jovem, com personagens jovens, se deparando com questões típicas da juventude. Textos leves, com muita aventura, mistério e humor”.[1]
Um concurso interno da Ática escolheu o titulo da série: Vaga-Lume,[9] bem como seu mascote, o Luminoso.[13][1]
Lançamentos iniciais com reedições
As primeiras publicações ocorreram com títulos que já haviam sido lançados por outras editoras e receberam reedições para a Vaga-Lume,[9] como A Ilha Perdida, de Maria José Dupré, publicado anteriormente pela Brasiliense, em 1944. A obra tornou-se a primeira publicação da série Vaga-Lume em 1973 e uma das mais populares, conquistando vendas de mais de cinco milhões de exemplares. No mesmo ano, outras reedições foram publicadas como Cabra das Rocas, de Homero Homem, publicada originalmente em 1966 pela Tempo Brasileiro, Coração de Onça, de Ofélia Fontes e Narbal Fontes, publicada em 1952 pela Saraiva e Éramos Seis, também de autoria de Maria José Dupré, publicada originalmente em 1943 pela Companhia Editora Nacional.[9]
Todas as obras passaram por uma avaliação de qualidade, a fim de se verificar a adequação da narrativa à proposta da série[12] e em adição, o material era testado com os estudantes, com o objetivo de analisar se o enredo, as personagens e a linguagem também eram compatíveis com o gosto do público alvo.[9] Nos anos que se seguiram, mais títulos foram publicados da mesma maneira, como o popular O Escaravelho do Diabo lançado em 1974 pela Vaga-Lume, de autoria de Lúcia Machado de Almeida, publicado originalmente em capítulos pela revista O Cruzeiro em 1956.[14]
Auge de popularidade e lançamentos inéditos
No início da década de oitenta, com a crescente popularidade da série Vaga-Lume, o escritor e roteirista Marcos Rey, recebeu um convite para produzir o primeiro título específico para a série. A obra intitulada O Mistério do Cinco Estrelas, foi publicada em 1981 e introduziu a narrativa de investigação policial protagonizada por jovens.[11] Em apenas quinze dias, O Mistério do Cinco Estrelas esgotou a tiragem de duzentos mil exemplares e ao longo do tempo, recebeu diversas outras edições.[15] Rey se converteu no escritor que mais produziu títulos para a Vaga-Lume, totalizando quinze obras.[13]
Com o êxito editorial da série, a Ática, além de convidar autores contemporâneos interessados em escrever para o público juvenil e de receber uma grande quantidade de materiais originais enviados pelos próprios autores, manteve sua estratégia de prospecção de novos títulos, continuando a receber indicações de professores e de divulgadores da editora, que observavam determinados livros sendo utilizados nas escolas que visitavam.[9] Como parte da análise sobre a possível boa recepção do título entre os estudantes, realizada antes de sua publicação, a Ática solicitava aos autores uma sinopse de três páginas sobre a história que pretendiam contar. Em seguida, esse material sem conter o nome do autor era enviado para cerca de três mil alunos das redes pública e particular do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Sob a orientação de professores, os estudantes avaliavam desde a trama até os personagens. Em alguns casos, davam notas. Em outros, sugeriam ajustes nas obras. Adicionalmente, considerava-se importante a rapidez com que os estudantes terminavam a leitura.[1][8]
Vaga-Lume Júnior e últimos lançamentos
Durante a década de noventa, mais autores se juntaram a série. Em 1999, foi lançada a Vaga-Lume Júnior, uma série voltada exclusivamente para o público infantil[13] que incluia obras originais e relançamentos da série principal. Na década seguinte, a Ática focou nos lançamentos da Vaga-Lume Junior disponibilizando mais 21 títulos, enquanto que para a série principal, houve a diminuição de lançamentos de novos títulos em comparação com as décadas anteriores. Características notáveis do período incluem a reedição de publicações e os novos lançamentos da série utilizando temas mais atuais.
Após o lançamento de O Mestre dos Games (2008) de Afonso Machado, a Vaga-Lume experimentou um período de pausa sem novas obras inéditas que perdurou por doze anos.[2] Nesse intervalo, a Ática permaneceu vinculada ao grupo Somos Educação, que, em 2018, passou a integrar a Cogna Educação,[16] marcando uma nova fase administrativa para o grupo e levando à retomada da produção de mais títulos inéditos para a Vaga-Lume, que incluem Ponha-se no Seu Lugar, de Ana Pacheco, lançado em 2020[2][17] e Os Marcianos, de Luiz Antônio Aguiar, publicado no ano seguinte.[18]
Características
Inicialmente, cada volume da série Vaga-Lume era produzido em formato brochura, com capas de cores vibrantes. Nelas, o título e o nome do autor apareciam na parte superior e, logo abaixo, uma ilustração emoldurada relacionada ao enredo, era assinada por artistas como Jayme Leão e Marcus de Sant’Anna.[19]
Com cerca de 120 páginas, cada título trazia um suplemento de trabalho com proposta lúdica.[1] Seu conteúdo era formado por perguntas, charadas e caça-palavras relacionados aos personagens e ao enredo, além de ilustrações que ajudavam os leitores a fazer um resumo da história. O suplemento facilitava o trabalho do professor, o que tornava a série mais atraente para ser utilizado nas escolas. Além disso, professores também participavam da elaboração das atividades desses materiais complementares.[9][8]
A identidade visual da série possui também o vaga-lume Luminoso, criado pelo ilustrador Eduardo Carlos Pereira. No início, refletindo a estética da década de 1970, o mascote apresentava um visual hippie e aparecia nas orelhas e contracapas dos livros, frequentemente introduzindo o enredo em uma linguagem inspirada em quadrinhos. Além disso, era ele quem conduzia a ficha de leitura ao final das obras.[13] Com os sucessivos relançamentos da coleção, o Luminoso passou por reestilizações e, em 2015, as novas reedições da série passaram a apresentar o mascote com efeito que brilhava no escuro.[19]
Recepção
Os primeiros títulos da série Vaga-Lume tiveram tiragens iniciais de 60 mil exemplares, com sua boa aceitação, o número logo subiu para 80 mil, muitas vezes com reedições no mesmo semestre. A seguir, no início da década de oitenta, com Marcos Rey encabeçando a lista de obras inéditas, as tiragens passaram para 120 mil.[8] Em geral, a Ática lançava quatro títulos por ano, porém, houve épocas em que dependendo da demanda eram lançados dois ou até cinco obras.[1] Ao longo dos anos, a série se tornou um verdadeiro fenômeno editorial, com vendas que ultrapassam as oito milhões de cópias.[20][2]
Esse êxito também se refletiu na relação direta entre escolas, autores e leitores. Escolas de todo o Brasil passaram a convidar os autores da Vaga-Lume para participar de debates em encontros com seus alunos. A Ática não recebia apenas convites para visitas às escolas, mas também muitas cartas enviadas por estudantes que comentavam as leituras e demonstravam entusiasmo pelas obras e pelos escritores.[1]
Com ampla presença no ambiente escolar, diversos títulos foram sendo adotados no currículo de escolas de todo o Brasil.[20] Em 2018, entretanto, Meninos sem Pátria, de Luiz Puntel, que possui temática relacionada ao período da ditadura militar, foi retirado da lista de material didático de uma escola particular do Rio de Janeiro, por motivos ideológicos levantados por um grupo de pais.[21][22][23]
Impacto e legado
A criação da série Vaga-Lume desempenhou um papel importante no mercado editorial brasileiro. Antes da coleção, não havia muitas ofertas de títulos voltados para o público infantojuvenil no país, e o mercado editorial nacional dependia fortemente de traduções e adaptações de obras internacionais, sobretudo, em língua inglesa.[23] Nesse cenário, a Vaga-Lume tornou-se um fenômeno editorial ao reunir obras sempre assinadas por escritores brasileiros, que apostavam no entretenimento e em histórias com as quais o público podia se identificar. Assim, seu público-alvo se reconhecia nos personagens e nas narrativas de aventura próprias de seu tempo.[24] Com isso, a série conseguia se afastar do viés puramente pedagógico, comum em coleções produzidas anteriormente.[24] Além disso, muitos livros da coleção abordavam temas que, no momento em que foram escritos, ainda eram pouco explorados na literatura infantojuvenil.[23]
A produção da série contribuiu de forma significativa para a formação de novos leitores no Brasil,[12] ao se tornar a porta de entrada de muitos estudantes para o consumo de literatura. Ao mesmo tempo, inseriu no mercado editorial diversos autores contemporâneos e consagrou outros. A coleção, feita em colaboração com o público a que se destinava, também impactou a forma de escrita dos autores, que recebiam diversas sugestões, como a inclusão de mais personagens femininas, por exemplo.[9]
Com o êxito dos primeiros anos de lançamento da Vaga-Lume, a Ática lançou outra série em 1977, intitulada Para Gostar de Ler. Ela reunia textos de cronistas brasileiros consagrados como Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Carlos Drummond de Andrade, presentes em sua primeira edição.[25] O material era apresentado em formato de leitura acessível e bem-humorada. Com o tempo, a coleção foi ampliada e passou a incluir contos e poemas, além de receber uma versão voltada ao público mais jovem: Para Gostar de Ler – Júnior. Ao todo, foram publicados 47 títulos, o último em 2013.[25][26]
Publicações
| Volume | Título | Autor | Ano | Ref. |
|---|---|---|---|---|
| 1 | A Ilha Perdida | Maria José Dupré | 1973 | [1] |
| 2 | Cabra das Rocas | Homero Homem | 1973 | |
| 3 | Coração de Onça | Ofélia Fontes e Narbal Fontes | 1973 | |
| 4 | Éramos Seis | Maria José Dupré | 1973 | |
| 5 | O Escaravelho do Diabo | Lúcia Machado de Almeida | 1974 | [4] |
| 6 | O Gigante de Botas | Ofélia Fontes e Narbal Fontes | 1974 | [27] |
| 7 | O Caso da Borboleta Atíria | Lúcia Machado de Almeida | 1975 | [27] |
| 8 | Cem noites Tapuias | Ofélia Fontes e Narbal Fontes | 1976 | [28] |
| 9 | Menino de Asas | Homero Homem | 1977 | [28] |
| 10 | Tonico | José Rezende Filho | 1978 | [28] |
| 11 | Spharion | Lúcia Machado de Almeida | 1979 | [28] |
| 12 | A Serra dos Dois Meninos | A. Fraga Lima | 1980 | [27] |
| 13 | O Mistério do Cinco Estrelas | Marcos Rey | 1981 | [27] |
| 14 | Zezinho, o dono da porquinha preta | Jair Vitória | 1981 | [27] |
| 15 | O Feijão e o Sonho | Orígenes Lessa | 1981 | [4] |
| 16 | Aventuras de Xisto | Lúcia Machado de Almeida | 1982 | [28] |
| 17 | O rapto do Garoto de Ouro | Marcos Rey | 1982 | [27] |
| 18 | Xisto no espaço | Lúcia Machado de Almeida | 1982 | [28] |
| 19 | Tonico e Carniça | Francisco de Assis Almeida Brasil e José Rezende Filho | 1982 | [28] |
| 20 | Um Cadáver Ouve Rádio | Marcos Rey | 1983 | [28] |
| 21 | Xisto e o Pássaro Cósmico | Lúcia Machado de Almeida | 1983 | [28] |
| 22 | A Primeira Reportagem | Sylvio Pereira | 1983 | [28] |
| 23 | Sozinha no Mundo | Marcos Rey | 1984 | [27] |
| 24 | Os Pequenos Jangadeiros | Aristides Fraga Lima | 1984 | [28] |
| 25 | Os Barcos de Papel | José Maviael Monteiro | 1984 | [28] |
| 26 | Deus me Livre! | Luiz Puntel | 1984 | [3] |
| 27 | O Mistério dos Morros Dourados | Francisco Marins | 1985 | [28] |
| 28 | Dinheiro do céu | Marcos Rey | 1985 | [28] |
| 29 | Perigos no Mar | Aristides Fraga Lima | 1985 | [28] |
| 30 | A Grande Fuga | Sylvio Pereira | 1985 | [28] |
| 31 | Bem-vindos ao Rio | Marcos Rey | 1986 | [29] |
| 32 | Pega Ladrão | Luiz Galdino | 1986 | |
| 33 | Açúcar Amargo | Luiz Puntel | 1986 | [6] |
| 34 | O Outro Lado da Ilha | José Maviael Monteiro | 1986 | |
| 35 | Enigma na Televisão | Marcos Rey | 1987 | |
| 36 | Os Passageiros do Futuro | Wilson Rocha | 1987 | [30] |
| 37 | Meninos sem Pátria | Luiz Puntel | 1988 | [31] |
| 38 | A Montanha das Duas Cabeças | Francisco Marins | 1988 | |
| 39 | O Ninho dos Gaviões | José Maviael Monteiro | 1988 | |
| 40 | Garra de Campeão | Marcos Rey | 1988 | [32] |
| 41 | A Vida Secreta de Jonas | Luiz Galdino | 1989 | [31] |
| 42 | Aventura no Império do Sol | Silvia Cintra Franco | 1989 | |
| 43 | Quem Manda já Morreu | Marcos Rey | 1989 | |
| 44 | A Turma da Rua Quinze | Marçal Aquino | 1989 | [1] |
| 45 | Na Barreira do Inferno | Silvia Cintra Franco | 1990 | |
| 46 | Um Leão em Família | Luiz Puntel | 1990 | [31] |
| 47 | Corrida Infernal | Marcos Rey | 1990 | |
| 48 | Na Mira do Vampiro | Lopes dos Santos | 1990 | |
| 49 | A Árvore que Dava Dinheiro | Domingos Pellegrini | 1991 | [31] |
| 50 | A Maldição do Tesouro do Faraó | Sérsi Bardari | 1991 | [1] |
| 51 | O Desafio do Pantanal | Silvia Cintra Franco | 1991 | |
| 52 | Na Rota do Perigo | Marcos Rey | 1991 | [29] |
| 53 | Ameaça nas Trilhas do Tarô | Sérsi Bardari | 1992 | [1] |
| 54 | O Jogo do Camaleão | Marçal Aquino | 1992 | [1] |
| 55 | Tráfico de Anjos | Luiz Puntel | 1992 | |
| 56 | Um Rosto no Computador | Marcos Rey | 1992 | |
| 57 | O Fantasma de Tio William | Rubens Francisco Lucchetti | 1992 | [33] |
| 58 | Confusões & Calafrios | Silvia Cintra Franco | 1992 | |
| 59 | Um Gnomo na Minha Horta | Wilson Rocha | 1993 | |
| 60 | Office-boy em Apuros | Bosco Brasil | 1993 | |
| 61 | Doze Horas de Terror | Marcos Rey | 1993 | |
| 62 | O Segredo dos Sinais Mágicos | Sérsi Bardari | 1993 | [1] |
| 63 | A Aldeia Sagrada | Francisco Marins | 1993 | [31] |
| 64 | O Mistério da Cidade-Fantasma | Marçal Aquino | 1994 | |
| 65 | Agitação à Beira-mar | Leusa Araujo | 1994 | |
| 66 | O Brinquedo Misterioso | Luiz Galdino | 1994 | |
| 67 | Um Inimigo em Cada Esquina | Raul Drewnick | 1994 | [1] |
| 68 | O Diabo no Porta-malas | Marcos Rey | 1995 | [32] |
| 69 | O Fabricante de Terremotos | Wilson Rocha | 1995 | |
| 70 | Viagem pelo Ombro da Minha Jaqueta | Lô Galasso | 1995 | |
| 71 | Em Busca do Diamante | Francisco Marins | 1995 | |
| 72 | A Vingança da Cobra | Marcos Bagno | 1995 | |
| 73 | Vencer ou Vencer | Raul Drewnick | 1995 | |
| 74 | O Primeiro Amor e Outros Perigos | Marçal Aquino | 1996 | [1] |
| 75 | O Super Tênis | Ivan Jaf | 1996 | |
| 76 | A Charada do Sol e da Chuva | Luiz Galdino | 1996 | |
| 77 | Terror na Festa | Janaína Amado | 1996 | |
| 78 | Gincana da Morte | Marcos Rey | 1997 | [1] |
| 79 | Jogo Sujo | Marcelo Duarte | 1997 | [1] |
| 80 | Missão no Oriente | Luiz Puntel | 1997 | |
| 81 | O Preço da Coragem | Raul Drewnick | 1997 | |
| 82 | A Magia da Árvore Luminosa | Rosana Bond | 1998 | |
| 83 | Segura, peão! | Luiz Galdino | 1998 | |
| 84 | A Grande Virada | Raul Drewnick | 1999 | |
| 85 | A Guerra do Lanche | Lourenço Cazarré | 1999 | |
| 86 | O Robô que Virou Gente | Ivan Jaf | 1999 | |
| 87 | Nas Ondas do Surfe | Edith Modesto | 2000 | |
| 88 | Operação Nova York | Luiz Antonio Aguiar | 2000 | |
| 89 | Correndo Contra o Destino | Raul Drewnick | 2001 | |
| 90 | Deu a Louca no Tempo | Marcelo Duarte | 2001 | |
| 91 | Tem Lagartixa no Computador | Marcelo Duarte | 2001 | |
| 92 | Crescer é uma Aventura | Rosana Bond | 2002 | [31] |
| 93 | S.O.S. Ararinha-azul | Edith Modesto | 2002 | |
| 94 | Manobra Radical | Edith Modesto | 2003 | |
| 95 | Na Ilha do Dragão | Maristel Alves dos Santos | 2003 | |
| 96 | O Ouro do Fantasma | Manuel Filho | 2004 | |
| 97 | A Noite dos Quatro furacões | Raul Drewnick | 2005 | [1] |
| 98 | O Grito do Hip-Hop | Fátima Chaguri e Luiz Puntel | 2005 | [3] |
| 99 | O Segredo dos Índios | Edith Modesto | 2005 | |
| 100 | O Senhor da Água | Rosana Bond | 2006 | |
| 101 | A Chave do Corsário | Eliana Martins | 2007 | |
| 102 | Morte no Colégio | Luis Eduardo Matta | 2007 | [2] |
| 103 | Salvando a Pele | Mário Teixeira | 2007 | |
| 104 | O Mestre dos Games | Afonso Machado | 2008 | [34] |
| 105 | Ponha-se no Seu Lugar | Ana Pacheco | 2020 | [17] |
| 106 | Os Marcianos | Luiz Antônio Aguiar | 2021 | [18] |
| Volume | Título | Autor | Ano | Ref. |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Catarina Malagueta | Cristina Porto | 1999 | |
| 2 | O Segredo do Violinista | Eva Furnari | 1999 | |
| 3 | Quem Está Perseguindo Zero-Zero-Au? | Thomas Brezina | 1999 | |
| 4 | Vamos Salvar a Baleia! | Thomas Brezina | 1999 | |
| 5 | O Ladrão de Sorrisos | Marcelo Duarte | 2000 | |
| 6 | O Menino Que Adivinhava | Marcos Rey | 2000 | [31] |
| 7 | Pacto de Sangue | Fanny Abramovich | 2000 | |
| 8 | A Ilha Perdida | Maria José Dupré | 2000 | |
| 9 | Escolinha do Horror | Jackie Niebisch | 2001 | |
| 10 | Ricardinho, o Grande | Raul Drewnick | 2001 | |
| 11 | Joana Banana | Cristina Porto | 2002 | |
| 12 | Na Mira do Vampiro | Lopes dos Santos | 2002 | |
| 13 | O Pinguim Que Não Veio do Frio | Wagner D'Ávila e Maga D'Ávila | 2002 | [31] |
| 14 | A Hora da Decisão | Raul Drewnick | 2003 | |
| 15 | Meu Outro Eu | Marcelo Duarte | 2003 | |
| 16 | De Boca Bem Fechada | Liliana Iacocca | 2004 | |
| 17 | Melhor de Três | Angela Carneiro | 2004 | |
| 18 | Papai Noel de Aluguel | Regina Chamlian | 2004 | |
| 19 | Por Trás das Portas | Fanny Abramovich | 2004 | |
| 20 | Rabiscou? O Bicho Pegou! | Maria Heloisa Almeida Penteado | 2004 | |
| 21 | Alice no País da Mentira | Pedro Bandeira | 2005 | |
| 22 | Caminho de Volta | Luis Fernando Pereira | 2006 | |
| 23 | Consertam-se Arco-Íris | Ivan Jaf | 2007 | |
| 24 | No Rastro dos Caçadores | Sean Taylor | 2007 | |
| 25 | Ana Pijama no País do Pensamento | Jô Duarte | 2009 | [35] |
Referências
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