Sérgio Britto (músico)
| Sérgio Britto | |
|---|---|
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| Informações gerais | |
| Nome completo | Sérgio de Britto Álvares Afonso |
| Nascimento | 18 de setembro de 1959 (66 anos) Rio de Janeiro, RJ |
| País | Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Gênero(s) | Rock alternativo |
| Ocupação | Músico |
| Progenitores | Pai: Almino Afonso |
| Instrumento(s) | voz, teclado, baixo |
| Modelos de instrumentos | Kawai MP9000,Piano Fender Rhodes, Casio Privia PX-5s e Yamaha Keyboard |
| Extensão vocal | Barítono |
| Gravadora(s) | Som Livre |
| Afiliação(ões) | Titãs, Kleiderman |
| Página oficial | Sergio Britto |
Sérgio de Britto Álvares Affonso (Rio de Janeiro, 18 de setembro de 1959[1]) é um cantor, compositor e músico brasileiro.
É integrante e fundador da banda Titãs.[2] É autor, entre outras, de sucessos como “Epitáfio”, “Homem Primata”, “Diversão”, “Enquanto houver sol”, “Flores”, “Go Back”, entre outras.[1][3]
Origens e carreira
Único membro carioca do grupo, deixou o Rio pouco depois de nascer. Ele morava em Brasília com os irmãos Rui e Gláucia até 1964, quando ocorreu o golpe que instalou a ditadura militar no Brasil (1964-1985). Seu pai, o deputado federal Almino Afonso, líder do PTB na Câmara e inimigo feroz da ditadura, precisou deixar o país para evitar a prisão.
Um ano depois, quando nasceu o filho caçula, Fábio, todos se exilaram no Chile.[4][5][6] Lá, Sérgio e os irmãos brincavam com os filhos do educador Paulo Freire no quintal da casa geminada que as famílias dividiam.[6] Durante os nove anos de exílio forçado, Sérgio foi alfabetizado em língua espanhola. Em 1973, quando o Chile foi também vítima de um golpe, Sérgio e os irmãos levaram papéis que poderiam comprometer o pai em mochilas para serem atirados num rio próximo; outra parte dos documentos foi queimada.[7]
Britto cresceu ouvindo as obras de Beethoven, Chopin e outros consagrados compositores da música clássica, que o pai escutava com frequência, porém, sonhava em ser pintor, até os 13 anos. Com a irmã, que estudava violão, ele ouviu pela primeira vez o álbum Help!, dos Beatles e passou a se interessar por música. Com 14 anos, voltou para o Brasil, depois do golpe militar chileno comandado por Augusto Pinochet. Na época, teve suas primeiras aulas de piano e ouvia bandas como Yes, The Who, Led Zeppelin, The Beach Boys e Emerson, Lake & Palmer, além de vários artistas de MPB. Com o desinteresse da irmã pela música, Sérgio começou a tocar o violão que ela havia encostado.
Pouco depois, entrou para o Colégio Equipe. Enquanto os outros futuros membros dos Titãs passavam por várias bandas e festivais, Britto compunha sozinho, em casa, dividindo-se entre a música e os textos do poeta tropicalista Torquato Neto, que se suicidara em 1972. A obra de Torquato inspirou Britto a fazer suas primeiras músicas, como "Go Back", cuja letra foi musicada e entrou para o LP de estreia dos Titãs. Na mesma época, fez "Os Olhos do Sol", gravada somente em 2000, quando Britto lançou seu primeiro álbum solo. No Colégio Equipe, o tecladista conheceu Arnaldo Antunes e, juntos, passaram a fazer suas primeiras composições a quatro mãos. Quando os Titãs se reuniram informalmente em 1981, no evento "A Idade da Pedra Jovem", Britto fez sua estreia numa banda.
O tecladista é o compositor com maior número de canções gravadas nos Titãs. Dentre elas, destacam-se "Marvin" (com o baixista e vocalista Nando Reis), "Homem Primata" (com o guitarrista Marcelo Fromer, Nando Reis e o ex-titã Ciro Pessoa), "Comida" (com Fromer e Arnaldo Antunes), "Miséria" (com Arnaldo e o também vocalista Paulo Miklos) e "Epitáfio".[3]
Em 1994, ao lado do também vocalista Branco Mello e da baterista Roberta Parisi, Britto formou a banda Kleiderman, que lançou um único disco ("Con el Mundo a Mis Pies"), pelo selo Banguela Records, criado pelos Titãs em parceria com a WEA.[8]
Em 2001, Britto mostrou seu trabalho pessoal no disco solo "A Minha Cara", reunindo 13 canções de sua autoria e parcerias com Marcelo Fromer (falecido no mesmo ano) e Arnaldo Antunes. Em 2006, pela Arsenal Music (com distribuição da Universal Music), lançou seu segundo disco-solo, Eu Sou 300, cujo título é baseado em um poema homônimo de Mário de Andrade.
Paralelamente aos discos e shows dos Titãs, gravou em 2010 o disco "SP55" com diversas participações, como Negra Li e Wanderléa em canções de sua própria autoria e três regravações de músicas do grupo argentino Soda Stereo,[9] da cantora mexicana Julieta Venegas e de Adoniran Barbosa.
Em 2013, grava seu quarto disco, Purabossanova,[3][10] com distribuição pela gravadora Som Livre e participação de Rita Lee, Alaíde Costa, entre outros.
Sérgio atualmente vive em São Paulo junto de sua esposa Raquel Garrido e os filhos José e Júlia.
Em 2019, a cantora Érika Martins lançou a faixa "A Verdade Liberta", escrita por Sérgio.[11]
Em 2020, anuncia o novo disco chamado Epifania, pela gravadora Midas Music.[10]
Em 13 de julho de 2022, Dia Mundial do Rock, a banda CPM 22 lançou a música "Tudo Vale a Pena?", com letra e música coassinadas por Sérgio.[12]
Em janeiro de 2025, lançou a coletânea The Best of Sérgio Britto, com 13 seleções de seus cinco discos solo.[13] Em 8 de maio do mesmo ano, lançou seu sexto disco solo, Mango Dream Fruit, dedicado à bossa nova e com participações de Ed Motta, Bebel Gilberto, Fernanda Takai, Supla e João Suplicy.[13]
Discografia

Com Titãs
Com Kleiderman
- Con El Mundo A Mis Pies (1994)
Álbuns solo
- A Minha Cara (2000)
- Eu Sou 300 (2006)
- SP55 (2010)
- Purabossanova (2013)
- Epifania (2020)
- The Best of Sérgio Britto (2025, coletânea)
- Mango Dream Fruit (2025)
Participações
- Nando Reis - Jardim-Pomar, na faixa "Azul de Presunto" (2016)[14]
- Supercombo - Rogério, na faixa "Eutanásia" (2016)[15]
Bibliografia
- Marcelo, Carlos (2012). Renato Russo: o Filho da Revolução. Rio de Janeiro: Agir. ISBN 978-85-22013-77-7
Referências
- ↑ a b «Sérgio Britto - Titãs». Sérgio Britto. Consultado em 18 de fevereiro de 2022
- ↑ «Sérgio Britto». dicionariompb.com.br. Consultado em 28 de dezembro de 2014
- ↑ a b c «Com Bossa Nova, trabalho solo de Sérgio Britto pega via oposta aos Titãs - CartaCapital». www.cartacapital.com.br. Consultado em 18 de fevereiro de 2022
- ↑ «"Foi traumático", diz Sérgio Britto sobre exílio no Chile durante ditadura militar». ISTOÉ Independente. 4 de dezembro de 2020. Consultado em 18 de fevereiro de 2022
- ↑ «Sérgio Britto recebe o pai no primeiro episódio de Exílio e Canções». EBC. 11 de setembro de 2014. Consultado em 18 de fevereiro de 2022
- ↑ a b Marcelo 2012, p. 45.
- ↑ Marcelo 2012, pp. 63-64.
- ↑ «Folha de S.Paulo - Trio Kleiderman chega com rock agressivo - 28/11/1994». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 18 de fevereiro de 2022
- ↑ (27 de dezembro de 2010). «Tecladista dos Titãs, Sérgio Britto, lança o terceiro disco solo». Acervo. Consultado em 18 de fevereiro de 2022
- ↑ a b «'Titã' Sérgio Britto anuncia o quinto disco solo, 'Epifania'». G1. Consultado em 18 de fevereiro de 2022
- ↑ Barros, Adriana de (20 de novembro de 2019). «Érika Martins lança A Verdade Liberta, letra inédita do titã Sergio Britto». UOL Entretenimento. Grupo Folha. Consultado em 29 de janeiro de 2021
- ↑ Ferreira, Mauro (13 de julho de 2022). «CPM 22 abre parceria com Titã Sérgio Britto no single 'Tudo vale a pena'». G1. Grupo Globo. Consultado em 24 de janeiro de 2025
- ↑ a b Martins, Sérgio (23 de abril de 2025). «Sérgio Britto, dos Titãs, dá lição de sobrevivência». Billboard Brasil. Consultado em 26 de junho de 2025
- ↑ Brigatti, Gustavo (24 de novembro de 2016). «Nando Reis retoma antigas parcerias em "Jardim-pomar"». Zero Hora. Grupo RBS. Consultado em 13 de dezembro de 2016
- ↑ «Quem é Rogério? Leia nossa entrevista com o Supercombo». Tenho Mais Discos que Amigos. 1 de agosto de 2016. Consultado em 18 de dezembro de 2017
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