S. Bernardo (romance)
| São Bernardo | ||||
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![]() Capa da 3ª edição por Tomás Santa Rosa. | ||||
| Autor(es) | Graciliano Ramos | |||
| País | ||||
| Gênero | Romance | |||
| Linha temporal | Século XX | |||
| Localização espacial | Alagoas | |||
| Arte de capa | Tomás Santa Rosa | |||
| Editora | Ariel | |||
| Formato | Brochura | |||
| Lançamento | 1934 | |||
| Cronologia | ||||
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S. Bernardo, também editado posteriormente como São Bernardo, é um romance escrito por Graciliano Ramos, publicado em 1934 e situado na segunda etapa do modernismo brasileiro. É com este romance que Graciliano Ramos adquire reconhecimento crítico, e matura um estilo mais seco do que o do livro anterior, Angústia, que, no entanto, lhe deu mais popularidade.[1]
São Bernardo conta a história de um trabalhador rural, um trabalhador de enxada sem família que passa pela miséria, mas sobe sem escrúpulos e adquire uma consciência crítica posterior (Antonio Candido define o protagonista Paulo Honório como "um enjeitado").[2] O livro, conforme mostraram Antonio Candido e João Luís Lafetá,[3][4] denuncia a condição socioeconômica exploratória sob o capitalismo e o latifúndio. Além disso, já foram percebidos elementos góticos significativos na narrativa.[5]
Sinopse
A obra consiste na história de Paulo Honório, um homem simples mas ambicioso que acaba por se transformar num grande fazendeiro do sertão de Alagoas. Casa-se com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a forma humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo.
Personagens
- Paulo Honório - personagem principal, natural de Viçosa. Depois de comprar a fazenda São Bernardo, investe no seu desenvolvimento;
- Luís Padilha - herdeiro da fazenda São Bernardo;
- Casimiro Lopes - amigo de Paulo Honório;
- Azevedo Gondim - jornalista local;
- Padre Silvestre
- Nogueira - advogado.
- Ribeiro - contabilista;
- Margarida - negra doceira que criou Paulo Honório;
- Madalena - professora primária, que casa com Paulo Honório.
Adaptação para o cinema
S. Bernardo foi adaptado para o cinema em 1972. Dirigido por Leon Hirszman, São Bernardo ganhou 9 prêmios em festivais nacionais e internacionais.[6] com Othon Bastos e Isabel Ribeiro nos papéis centrais.
Referências
- ↑ Candido, 2006 p. 47.
- ↑ Candido, 1978, p. 103.
- ↑ Candido, 1978.
- ↑ Lafetá, 1995, págs. 192-217.
- ↑ Maia, Mateus de Novaes (20 de novembro de 2024). «O Pio da Coruja: elementos góticos em S. Bernardo, de Graciliano Ramos». Revista Criação & Crítica (39): 336–361. ISSN 1984-1124. doi:10.11606/issn.1984-1124.i39p336-361. Consultado em 26 de agosto de 2025
- ↑ Luís Alberto Rocha Melo para o Diário Caçadorence, Cine SESC exibe hoje o filme “São Bernardo”, 17/05/2012
Bibliografia
- LAFETÁ, João Luiz. "O mundo à revelia". In: RAMOS, Graciliano, São Bernardo (64ª edição), São Paulo/Rio de Janeiro: Editora Record, 1995, págs. 192-217.
- CANDIDO, Antonio. Tese e Antítese. São Paulo: Editora Nacional, 1978.
- CANDIDO, Antonio. Ficção e Confissão - ensaios sobre Graciliano Ramos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006 (3ª edição revista pelo autor).


