Rui Matos
Rui Matos (n. Lisboa, 1959) é um escultor português. Produziu um grande número de obras de arte pública em Portugal e na Alemanha,[1] e os seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e outras instituições, tanto em território nacional como no estrangeiro.[2][3]
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Biografia
Nasceu na cidade de Lisboa, em 1959.[1] De 1980 a 1987, foi aluno no curso de escultura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, e em 1993 foi bolseiro por parte da Fundação Calouste Gulbenkian.[4] Segundo a página da Galeria Boomroom, desde os princípios da década de 1990 que Rui Matos se distinguiu como uma «nova revelação da arte».[2]
A sua primeira exposição individual, Órgãos e Artefactos, foi organizada em 1987, na cidade de Lisboa, onde apresentou vários trabalhos em ardósia.[5] Fez depois as exposições Primeira Ilha, com peças em gesso-bronze,[3] na Galeria de Colares, e Mediterrâneo, na Cooperativa Árvore, no Porto, esta última em conjunto com Isabel Augusta.[4] Em 1991 organizou a exposição Enormidade Sequência e Naufrágio, onde apresentou pela primeira vez trabalhos com recurso a pedra, em 2005 fez as exposições Transformações-Relatos Incertos e Objectos de Memória, e em 2007 Histórias Incompletas.[3] Em 2008 começou a trabalhar principalmente com ferro, com as peças deste material a surgir nas exposições A Pele das Coisas, organizada no Teatro Camões, em Lisboa, Transformo-me naquilo que toco, na Giefarte.[5] Segundo a página do evento Drawing Room, «A escultura de Rui Matos tem progredido ao longo dos anos no sentido de uma desmaterialização e leveza, desde a pedra ao puro desenho inscrito no espaço».[6]
Em 1986 foi o coautor de um monumento a Luís de Camões em Paris, em conjunto com Clara Menéres.[7] Em 1996 executou um conjunto de esculturas para um edifício na Avenida Duque de Ávila, em Lisboa, e em 1999 foi o autor de uma escultura pública na localidade de Madorna, no concelho de Cascais.[8] Em 2000 executou uma escultura para a área de serviço da Shell, na Circular Regional Exterior de Lisboa, e em 2001 produziu uma fonte pública junto à Igreja do Mártir Santo, em Vila Franca de Xira, em colaboração com Cândido Chuva Gomes, tendo nesse ano sido igualmente o autor de uma escultura para o Campo de Golf de Vila Sol, em Albufeira.[8] Em 2002 produziu uma escultura mural para o Hotel Vila Rica, em Lisboa, e nesse ano também foi o autor de uma escultura na Escola Básica 2-3 da Terrugem, no concelho de Sintra, e de uma escultura na Estrada do Guincho, em Cascais.[7] Em 2003 foi um dos quatro escultores que contribuíram com obras para o Caminho da Fonte Velha, em Belver, como parte de um programa de recuperação de Vítor Mestre e Sofia Aleixo, e nesse ano também realizou o Monumento à Água na Escola Secundária de São Pedro do Sul, e uma escultura relativa ao poeta João Roiz de Castel-Branco no Parque dos Poetas, em Oeiras.[7] Em 2005 fez uma intervenção no Portão da Barbacã, do Castelo de Portalegre, tendo este trabalho sido integrado num plano de recuperação de Cândido Chuva Gomes, e em 2006 produziu um relevo de parede para o Colégio de São Sebastião, em Portalegre.[3] Em 2007 foi o autor de um grupo de esculturas no Hotel Crown Plaza, em Macau, outro conjunto de esculturas para o complexo da Obrisol em Alverca, e uma peça para uma habitação na Parede, tendo esta última sido produzida em colaboração com Cândido Chuva Gomes.[3] Em 2009 executou o Monumento à Revolta dos Marinheiros de 1936, em Almada.[7] Em 2025 foi inaugurada a sua obra Escultura de Boas-Vindas à Cidade de Lagos, naquela cidade algarvia.[1] Outros locais onde foram colocadas obras públicas suas incluem Chaves, Aveiro, Lisboa, Caldas da Rainha, Alfândega da Fé, Seixal, Vila Nova de Gaia, e Durbach, na Alemanha.[1]
Ao longo da sua carreira participou num grande número de eventos dedicados à escultura: em 1993 no Simpósio de Escultura em Pedra, em Chaves, em 1994 no primeiro Simpósio de Escultura em Pedra, em Lisboa, em 1996 na quarta edição do Simpósio Internacional de Escultura de Durbach, na Alemanha, em 1997 no primeiro Simpósio de Escultura em Barro de Aveiro, em 1999 no primeiro Simpósio de Escultura da Escola Prática de Serviços de Transportes da Figueira da Foz, em 2002 na primeira edição do Simpósio de Escultura em Pedra da Alfândega da Fé e no nono Simpósio Internacional de Escultura em Pedra das Caldas da Rainha, em 2004 no terceiro Simpósio de Escultura de Alfândega da Fé, em 2006 num workshop sobre escultura no campus da Caparica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em 2007 na segunda edição do Simpósio de Escultura de Penafiel, em 2008 no Simpósio de Escultura do Seixal, em 2009 no primeiro Simpósio de Escultura de Vila Nova de Gaia,[8] e em 2021 no Simpósio de Escultura em Ardósia, em Valongo.[7] Em 2019, foi professor convidado no workshop de escultura Art meets industry, promovido pela associação alemã Kunstverein.[7]
Os seus trabalhos estão integrados no acervo de vários museus e instituições, tanto em território nacional como em vários pontos da Europa,[2] incluindo a Fundação Carmona e Costa, Museu Municipal Santos Rocha, Fundação PLMJ, Caixa Geral de Depósitos, Fundação das Comunicações, e a Fundação D. Luís.[1]

Exposições individuais
- Órgãos e Artefactos (Galeria de São Bento, Lisboa, 1987)
- Órgãos e Artefactos (Palácio da Cidadela, Cascais, 1987)
- Uma Estranha Natureza (Lagar de Azeite do Marquês de Pombal, Oeiras, 1987)
- Mediterrâneo (com Isabel Augusta) (Cooperativa Árvore, Porto, 1989)
- Primeira Ilha (Galeria de Colares, 1989)
- Enormidade, Sequência e Naufrágio (Galeria Carvalho e Araújo, Braga, 1991)
- Escultura (com Isabel Augusta) (Centro Cultural de São Lourenço, Almancil, 1991)
- Escultura Galeria Municipal de Arte, Faro, 1992)
- Escultura (Giefarte, Lisboa, 1995)
- Escultura com Pintura (com João Ribeiro) (Galeria Enes, Lisboa, 1997)
- Escultura (Galeria Enes, Lisboa, 2000)
- Novas Esculturas em Ardósia (Giefarte, Lisboa, 2001)
- Transformações – Relatos Incertos (Galeria Cubic, Lisboa, 2005)
- Objectos de Memória – Esculturas em bronze (Giefarte, Lisboa, 2005)
- Histórias Incompletas (Galeria Cubic, Lisboa, 2007)
- Esculturas recentes (Centro Cultural São Lourenço, Almancil, 2007)
- Coração de Pedra (Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, 2007)
- Sequência (Galeria Arthobler, Porto, 2007)
- A Pele das Coisas (Teatro Camões, Lisboa, 2009)
- Transformo-me naquilo que toco (Giefarte, Lisboa, 2010)
- Escultura (Centro Cultural São Lourenço, Almancil, 2011)
- Escultura (Teatro das Figuras, Faro, 2012)
- Escultura (Museu de Alberto Sampaio, 2012)
- O Visionário (com Rui Cunha Viana) (Galeria Monumental, Lisboa, 2014)
- Pensar Outra Escala (Campus da Caparica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, 2014)
- Por Dentro, Por Fora (com Vítor Ribeiro) (Galeria Municipal de Matosinhos, 2014)
- (Por dentro) (Fundação Portuguesa das Comunicações, 2014)
- Transmutações (Sá da Costa, Lisboa, 2015)
- Perdido na viagem de regresso (Câmara Municipal de Torres Vedras, 2018)
- Na ausência do Corpo. Histórias de outras idades (Convento do Espírito Santo, Loulé, 2018)
- Perdido na Viagem de regresso (Galeria Municipal de Torres Vedras, 2018)
- Suspensão e Dependência (Salão de Belas Artes, Belém, Lisboa, 2018)
- Caminho de expansão (MUSA, Sintra, 2018)
- O Luar da Montanha/Suavemente Ilumina/O Ladrão de Flores (CAE, Figueira da Foz, 2018)
- As Figuras dos sonhos estão mais próximo de mim (Espaço T, Porto, 2018)
- Qualquer saída da lógica da linguagem pode ser a entrada num dicionário revelador (Sá da Costa, Espaço Camões, Lisboa, 2018)
- Ciclo ações estéticas quase instantâneas (Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, 2018)
- Fora de um mapa conhecido (Colégio das Artes, Coimbra, 2019)
- Através da Superfície (Centro Cultural de Cascais, 2019)
- A Sequência dos Dias (Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, 2022)
- Caminho (Museu Municipal de Tavira, 2022)
- Visível, Invisível (Galeria Diferença, Lisboa, 2024)
Exposições colectivas
- O Corpo da palavra (Campus da Caparica da Universidade Nova de Lisboa, 2008)
Referências
- ↑ a b c d e «Novas esculturas enriquecem roteiro de arte pública em Lagos» (17). Lagos: Câmara Municipal de Lagos. Setembro de 2025. p. 9. Consultado em 9 de Janeiro de 2026
- ↑ a b c «Rui Matos» (em inglês). Galeria Booroom. Consultado em 10 de Janeiro de 2026
- ↑ a b c d e RODRIGUES, Elisabete (8 de Julho de 2025). «Lagos tem nova peça de arte pública para dar as boas-vindas à cidade». Sul Informação. Consultado em 9 de Janeiro de 2026
- ↑ a b «Esculturas em ferro de Rui Matos expostas em Loulé». Câmara Municipal de Loulé. 9 de Janeiro de 2018. Consultado em 9 de Janeiro de 2026
- ↑ a b «Rui Matos: Visível, invisível». Galeria Diferença. Consultado em 9 de Janeiro de 2026
- ↑ «Rui Matos». Drawing Room. Consultado em 9 de Janeiro de 2026
- ↑ a b c d e f «Aquário para um peixe solúvel». Câmara Municipal de Sintra. Consultado em 10 de Janeiro de 2026
- ↑ a b c «Rui Matos». Galeria de Arte São Mamede. Consultado em 9 de Janeiro de 2026
