Rui Araújo

 Nota: Para o político timorense, veja Rui Maria de Araújo. Para o político brasileiro, veja Rui Araújo (político brasileiro). Para o escritor português, veja Rui Ângelo Araújo.
Rui Araújo
Nascimento1954 (72 anos)
Lisboa
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãojornalista

Rui Araújo (Lisboa, 1954) é um jornalista português. Recebeu 11 prémios de jornalismo (Press Club, Clube Português de Imprensa, Gazeta, etc.).[1]

Biografia

Foi correspondente da RTP e da ANOP em Paris. Depois integrou a equipa do programa Grande Reportagem, tendo sido o primeiro jornalista português a entrar em Timor depois da invasão. Em 1987, participou na investigação sobre o caso Irangate para a CBS News. Em 2016 e 2017 chefiou na TVI a investigação dos casos Swiss Leaks e Panama Papers. Colaborou também com a United Press International (UPI), Radio France Internationale (RFI), TSF, Expresso, O Jornal, TVI, CNN Portugal, Libération, CBS News e as revistas Grande Reportagem, Visão, Nieman Reports, Marine's Mirror e Le Point. É co-fundador da revista Grande Reportagem.

De 1 de Janeiro de 2006 a 25 de Novembro de 2007 foi Provedor do Leitor do jornal Público.

É o primeiro jornalista português admitido na Nieman Foundation For Journalists (Harvard University) desde a sua criação, em 1938, e é ainda o primeiro português (1997) a integrar o grupo inicial do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ), EUA.

Estudou nas Universidades de Paris X (Nanterre), Paris IV (Sorbonne) e Harvard University (Estudos Africanos e Informações).

Efectuou estágios de jornalismo no Desk Diplomático da Agence France Presse (AFP, em Paris), e na redacção da CBS News (Evening News, em Nova Iorque).

Deu aulas de jornalismo, designadamente, no CENJOR, UAL, ISCTE (Lisboa), Universidad Rey Juan Carlos - Master de Periodismo EL MUNDO (Madrid), e foi júri final do Premio Gabriel García Márquez de Periodismo (Cartagena, Colômbia).

Recebeu 11 prémios de jornalismo (TV e imprensa escrita).

Tem 10 livros publicados, entre os quais O diário secreto que Salazar não leu (não ficção, espionagem), O império dos espiões (non-fiction, espionagem), The Corruption Notebooks: 25 Investigative Journalists Report on Abuses of Power in Their Home Country (não ficção) etc.

É, hoje, membro do ICIJ e colaborador das revistas Luzes (La Coruña) e Frontera D (Madrid). É também membro do conselho de redação do jornal digital Página Um.[2]

Bibliografia

  • Regresso a Timor (Edições Amigos do Livro. Lisboa: 1985)
  • À Queima-Roupa (Edições Terramar. Lisboa: 2000)
  • Lisbon Killer – Uma de Cada vez (Oficina do Livro. Lisboa: 2004)
  • Corruption Notebooks – (co-autor) (Center For Public Integrity. EUA: 2005)
  • A Amante Fatal (Oficina do Livro. Lisboa: 2005)
  • Grande Reportagem – (co-autor) (Oficina do Livro. Lisboa: 2006)
  • O Diário Secreto que Salazar Não Leu (Oficina do Livro. Lisboa: 2008)[3]
  • Os Náufragos do Amor (Oficina do Livro. Lisboa: 2009)
  • O Império dos Espiões (Oficina do Livro. Lisboa: 2010)[4]
  • A Tentação do Abismo: Sanz Blues (Gradiva. Lisboa: 2015)

Referências

  1. «Rui Araujo». ICIJ (em inglês). Consultado em 3 de setembro de 2025 
  2. «Página UM». www.paginaum.pt (em inglês). Consultado em 3 de setembro de 2025 
  3. «Rui Araújo revisita a II Guerra Mundial». Caras. 6 de novembro de 2008. Consultado em 3 de setembro de 2025. Arquivado do original em 28 de setembro de 2016 
  4. «"O Império dos Espiões" de Rui Araújo». Clube dos Livros. 7 de outubro de 2010. Consultado em 3 de setembro de 2025 


Ligações externas