Ruellia densa
Ruellia densa
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| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Ruellia densa (Nees) [2] Hiern[3] | |||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||
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Ruellia densa é uma planta de hábito herbáceo a arbustivo, da família Acanthaceae, endêmica do Brasil, que ocorre em áreas de cerrado.[4]
Distribuição geográfica
Ruellia densa é uma herbácea endêmica do Brasil que ocorre no cerrado e ambientes de savana dos estados da Bahia, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.[5]
Morfologia
Ruellia densa é uma espécie de subarbusto a arbusto, ereto a prostrado, 0,3–1,5 m de altura, caules avermelhados, caules mais jovens subquadrangulares, densamente pubescentes a vilosos com tricomas eglandulares e tricomas glandulares subcapitados, caules maduros subquadrangulares a teretes, glabrescentes; folhas opostas, subsésseis a pecioladas, lâminas descoloridas, superfície abaxial verde-claro, superfície adaxial verde-oliva a verde-escuro, cartáceas, ovaladas a elípticas, base arredondada, cuneiforme ou decorrente, raramente truncada, margens inteiras a ligeiramente repandinas, ápice obtuso, arredondado ou agudo, densamente pubescentes a vilosos com tricomas eglandulares, principalmente nas nervuras, e glândulas subcapitadas em ambas as superfícies; flores solitárias a geminadas, nas axilas das folhas superiores, subsésseis, bractéolas ausentes; segmentos do cálice iguais a subiguais, lineares triangulares, ápice agudo, pubescentes a vilosos e tricomas glandulares subcapitados; vermelho a vermelho-alaranjado, raramente amarelado, glandular pubescente, a porção não expandida do tubo mais longa ou do mesmo tamanho que a expandida, lobos orbiculares a suborbiculares, ápice emarginado a truncado, ereto a ligeiramente patente; estames subexertos a exertos, ligeiramente didinâmicos; ovário ovoide, velutino a hirsutuoso, estigma subexerto a exerto; cápsulas elipsoides, densamente pubescentes; sementes 4, suborbiculares, totalmente pubescentes com tricomas higroscópicos.[6]
Ecologia
A floração de Ruellia densa (Nees) Hiern ocorre ao longo de todo o ano, mas a maioria das exsicatas com flores e botões flore no período de maio a outubro e frutifica de maio a setembro. A espécie é encontrada nos biomas cerrado, caatinga e mata atlântica, principalmente em áreas de ecótono e com altitudes elevadas, variando de 700 a 1.180 metros.[7]
Referências
- ↑ Linné, Carl von; Salvius, Lars (1754). Genera plantarum : eorumque characteres naturales secundum numerum, figuram, situm, et proportionem omnium fructificationis partium (em latim). [S.l.]: Laurentii Salvii. p. 283. doi:10.5962/bhl.title.746
- ↑ Nees von Esenbeck, C. G. D. (1840). «Acanthaceae». In: Martius, K. F. P. von; et al. Flora Brasiliensis, enumeratio plantarum in Brasilia hactenus detectarum :quas suis aliorumque botanicorum studiis descriptas et methodo naturali digestas partim icone illustratas. 9. [S.l.]: R. Oldenbourg. p. 47. Tab 1
- ↑ Hiern, M. A. (1867). «Acanthaceae». In: Warming, E. Symbolae ad floram Brasiliae centralis cognoscendam. 23. Kjöbenhavn: Naturhistoriske Forening i Kjöbenhavn. p. 74-75
- ↑ «Ruellia densa». Flora e Funga do Brasil. Reflora. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Consultado em 21 de maio de 2025
- ↑ «Ruellia densa (Nees) Hiern». SibBr. Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil e Lista da Flora do Brasil 2020. Consultado em 21 de maio de 2025
- ↑ Fernandes, U. G. (2019). O gênero Ruellia L. (Acanthaceae) no Estado de Goiás e Distrito Federal, Brasil (PDF). Dissertação (Tese de mestrado). São Paulo: Instituto de Botânica da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente. 230 páginas
- ↑ Pessôa, Clênia de Souza (2012). Ruellia L. (Acanthaceae) no Estado de Minas Gerais, Brasil. Dissertação (Tese de mestrado). Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa. 86 páginas