Ruínas da Igreja Matriz de São Matias

Ruínas da Igreja Matriz de São Matias
Ruínas da Igreja Matriz de São Matias
Tipo igreja em ruínas, património histórico
Inauguração século XVII
Geografia
Coordenadas 2° 24' 31.194" S 44° 25' 1.985" O
Localidade Conjunto Arquitetônico de Alcântara
Localização Alcântara - Brasil
Patrimônio bem tombado pelo IPHAN

As ruínas da Igreja Matriz de São Matias estão localizadas em Alcântara, no estado do Maranhão, no Brasil.

Histórico

Ruínas da Igreja Matriz de São Matias, com pelourinho

A aldeia religiosa foi erguida à condição de vila colonial e mais tarde, durante o século XVIII se tornou sede da aristocracia rural agro exportadora de algodão. Com o declínio desse sistema de exportação diante da competição norte-americana, a cidade sofreu severa crise econômica, que levou ao abandono das propriedades e declínio das propriedades locais.[1][2]

O longo período de estagnação acelerou o processo de deterioração do patrimônio histórico. Devido a sua inegável importância histórica, a cidade de Alcântara foi colocada como monumento nacional em 1948. O centro histórico tombado compreende toda a área da sede do município. Conforme relato de Pflueger (2002),[2] destacam-se as três Praças originais do século XVII, Praça da Matriz, Praça do Carmo e Praça das Mercês, incluindo-se a Praça do Rosário do século XVIII. Todas compreendidas como largos religiosos.

Dentre as construções que se destacam na Praça da Matriz, tem-se as Ruínas da Igreja Matriz de São Matias. Conforme Lopes (2008),[3] já existia no século XVII a Matriz da freguesia de São Matias, sendo sua construção atribuída a um dos primeiros governantes, Matias de Albuquerque.

Características arquitetônicas

Somente a fachada da igreja sobreviveu ao tempo. A fachada é uma sólida construção em pedra e cal, simétrica exceto pela presença de uma única torre sineira, à direita. O frontão curvilíneo é encimado por cruz de ferro e abertura de óculo central. A portada principal apresenta-se em cantaria lioz, e é composta por um frontão também em pedra. Poucos registros iconográficos de suas características originais foram preservados.[4]

Referências

  1. Silva 2017, p. 33.
  2. a b Pflueger 2002, p. 9.
  3. Lopes 2008, p. 361.
  4. Lopes 2008, p. 362.

Bibliografia