Rosa Gauditano
| Rosa Gauditano | |
|---|---|
| Nascimento | 3 de abril de 1955 São Paulo |
| Morte | 7 de agosto de 2025 (70 anos) |
| Cidadania | Brasil |
| Alma mater | |
| Ocupação | fotógrafa, fotojornalista, professora universitária |
| Empregador(a) | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Folha de S.Paulo, Veja |
Rosa Jandira Gauditano (São Paulo, 3 de abril de 1955 – 7 de agosto de 2025) foi uma fotógrafa brasileira conhecida por seu trabalho na documentação da situação de pessoas marginalizadas no Brasil desde a década de 1970, como as populações LGBT e indígenas. Suas obras estão classificadas dentro da fotoetnografia.[1][2]
Carreira
Filha de um camponês napolitano e uma mãe brasileira pertencente a uma família liberal de classe média alta,[3] antes de se tornar fotógrafa, Rosa estudou Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero (FCL), nos anos de 1974 e 1975. Dois anos depois, em 1977, ela passa a trabalhar como fotógrafa para jornais e revistas, entre eles o jornal da imprensa alternativa Versus. Seu trabalho nesta época focou no registro da mobilização dos operários do ABC paulista, que teve início em 1977 e se prolongou por mais quatro anos. Ela se tornou a editora de fotografia durante seu tempo na Versus.[4]
Em 1978 ela faz um curso de Fotografia na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), e outro em 1980 na FCL, mas não chega a concluir este último.[5] Entre os anos de 1980 e 1981, Gauditano atua como professora convidada de fotojornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). No ano de 1984 ela trabalha para o jornal Folha de S.Paulo, e entre 1985 e 1986 para a revista Veja. No ano de 1985 fundou sua própria agência de fotografia, Fotograma Fotojornalismo e Documentação, junto de Ed Viggiani e Emidio Luisi, através da qual passa a trabalhar autonomamente.[1][4]
Em 1989, Rosa teve seu primeiro contato com os povos indígenas, no Pará, e passa então a documentar a situação dos povos indígenas no Brasil, assim como seus costumes, entre eles os carajás, caiapós, tucanos, ianomâmis, xavantes, guaranis e pancarus.[5]
Rosa faleceu em 7 de agosto de 2025, aos 70 anos de idade, vítima de um infarto.[6]
Obras
Exposições
- 2007: Raízes do povo Xavante, Galeria da Caixa, Curitiba.[7]
Livros
- 1998: Índios. Os Primeiros Habitantes ISBN 9788506030356
- 2003: Raízes do Povo Xavante ISBN 9788590365112
- 2004: Festas de Fé ISBN 9788585371517
Crónicas em jornais
- 2020: escreve crónicas para o jornal Público em que alerta para a situação dos indígenas brasileiros durante a pandemia do Covid19 [8]
Ver também
Referências
- ↑ a b Boni, Paulo César; Moreschi, Bruna Maria. Fotoetnografia: a importância da fotografia para o resgate etnográfico. doc On-line: Revista Digital de Cinema Documentário, n. 3, [s.l.], dez. 2007. p. 137-157.
- ↑ Schmitt, Elaine. Fotojornalismo e subjetividade em tempos de ditadura: produção de sentidos e suas relações com os feminismos. Revista de le Red de Intercátedras de Historia de América Latina Contemporânea, Córdoba, v. 6, n. 11, p. 99-123, dez.-maio 2020. ISSN 2250-7264
- ↑ Navarro, Luana; Gauditano, Rosa (18 de agosto de 2023). «Rosa Gauditano e as lésbicas do Ferro's bar e da boate Dinossauros». Revista Zum. Consultado em 26 de dezembro de 2025
- ↑ a b Gauditano, Rosa; Zerwes, Erika (21 de maio de 2018). «As fotografias de Rosa Gauditano e as greves do ABC no final dos anos 1970». ZUM. Consultado em 31 de maio de 2020
- ↑ a b Rosa Gauditano. In: Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa3568/rosa-gauditano>. Acesso em: 30 de maio de 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
- ↑ «Morre a fotógrafa Rosa Gauditano». Resumo Fotográfico. 8 de agosto de 2025
- ↑ «Galeria da Caixa abre exposição Raízes do povo xavante». Tribuna PR - Paraná Online. 25 de março de 2007. Consultado em 31 de maio de 2020
- ↑ Gauditano, Rosa. «Pesquisa». PÚBLICO. Consultado em 21 de setembro de 2020