Rosário Poidimani
| Rosário Poidimani | |
|---|---|
| Pretendente | |
![]() Rosário Poidimani | |
| Reivindicação | |
| Título(s) | Rei de Portugal (reivindicado) |
| Nome reivindicado | D. Rosário I |
| Período | 1987–Presente |
| Predecessor | Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança |
| Último monarca | Manuel II |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 25 de agosto de 1941 Siracusa, Itália |
| Descendência | Dom Simone Joska (página oficial ) Dona Soraya Lucia Sayda Tecla (página oficial ) Krystal Isabel Dona Maria Pia Quarta Saxe Coburgo Gotha Bragança (página oficial ) |
| Casa | Casa Real de Saxe-Coburgo-Gota e Bragança (reinvidicada) |
| Pai | Domenico Poidimani |
| Religião | Catolicismo Romano |
| Ocupação | Empresário |
Rosário Poidimani (Siracusa, 25 de agosto de 1941) é um empresário italiano conhecido internacionalmente pela sua alegação como pretendente à Chefia da Casa Real de Portugal e ao título de Duque de Bragança. A sua reivindicação insere-se no complexo e controverso contexto da disputa dinástica portuguesa após a implantação da República em 1910.
A Reivindicação Dinástica
A pretensão de Poidimani deriva de Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança (1907–1995), uma escritora e jornalista portuguesa que alegava ser filha bastarda do Rei D. Carlos I de Portugal e, consequentemente, a herdeira legítima do trono. Maria Pia, que se intitulava Duquesa de Bragança e Rainha de Portugal, designou Poidimani como seu sucessor através de um instrumento de cessão de direitos assinado em 1987 num cartório em Roma, Itália. Esta documentação transfere os alegados direitos e títulos de Maria Pia para Rosário Poidimani, que posteriormente assumiu o nome de D. Rosário de Saxe-Coburgo-Gotha Bragança.
É fundamental sublinhar que a validade desta sucessão por cessão de direitos, bem como a própria alegação de Maria Pia como filha de D. Carlos I, são largamente contestadas e não são reconhecidas pelas principais entidades dinásticas, históricas e pelo Estado Português.
Controvérsias e Questões Judiciais
A figura de Rosário Poidimani tem sido marcada por diversas controvérsias, sobretudo ligadas às suas atividades como pretendente. O Estado Português, através do Governo, demonstrou preocupação com as ações de Poidimani, em particular a emissão não autorizada de títulos de nobreza, condecorações de ordens honoríficas portuguesas e a alegada venda de passaportes diplomáticos associados à sua autoproclamada Casa Real.
Em 2006, o Governo português tomou medidas para salvaguardar os interesses e a honra do Estado Português face às ações de Poidimani. Em 2007, Poidimani foi detido em Itália sob acusações de burla relacionadas com a venda de passaportes diplomáticos que alegava ter autoridade para emitir, o que ilustra a sua atuação e o foco das autoridades nas suas atividades.
A pretensão de Poidimani é considerada ilegítima e destituída de base legal ou histórica crível pela generalidade dos historiadores e especialistas em direito dinástico. Os críticos apontam que a sucessão ao trono português (mesmo que restaurado) segue regras específicas, nomeadamente a primogenitura legítima, que não permitiria a sucessão de um filho bastardo de um rei e muito menos a transmissão dos direitos por cessão a um indivíduo não aparentado com a família real portuguesa.
Filiação e Atividades
Rosário Poidimani é filho de Domenico Poidimani. Como empresário, a sua atividade é primariamente ligada aos negócios, sendo a pretensão dinástica uma vertente que gere através da sua organização, a "Casa Real de Portugal - Casa de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança". É também o fundador da associação humanitária "Os Cavaleiros da Cruz Azul".
Fontes
- Diário de Notícias. (2011). O pretendente ao trono de Portugal. Artigo sobre a cessão de direitos e a controversa sucessão.
- Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança. Artigo da Wikipédia com referências a fontes credíveis sobre a sua alegação e a subsequente designação de Poidimani como sucessor.
