Romanum decet pontificem

Não deve confundir-se com Decet Romanum Pontificem.
Papa Inocêncio XII, pintado por Pietro Veglia.

Romanum decet pontificem (no incipit em latim: "convém ao Pontífice Romano") é uma bula pontifícia do Papa Inocêncio XII (1691—1700) de 22 de junho de 1692, que bane o ofício de cardeal-sobrinho, limitando os seus sucessores a elevar a cardeal apenas um parente,[1] eliminando diversas sinecuras tradicionalmente reservadas ao cardeais-sobrinhos e colocando um limite no estipêndio ou patrimônio financeiro que o sobrinho de um papa poderia receber, de 12 000 scudi.[2][3][4]

A bula Romanum decet pontificem foi depois integrada no Código de Direito Canónico de 1917 nos cânones 240, 2; 1414, 4; e 1432, 1.[5]

Em 1694, a série de reformas de Inocêncio XII culminou em uma extensa campanha com o objetivo de eliminar a venda de cargos, enquanto se reembolsava os atuais detentores.[6]

Todavia, depois da Romanum decet pontificem, só três dos oito papas do século XVIII não elevaram um sobrinho ou irmão a cardeal. Além disso, apenas dois desses três eram membros de ordem monásticas, isto é, sem família alguma no sentido usual.[7]

Ligações externas

Referências

  1. Miranda, Salvador. «The Cardinals of the Holy Roman Church - Biographical Dictionary - Consistory of September 1, 1681». www.fiu.edu. Consultado em 14 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 13 de fevereiro de 2018 
  2. Standen, Edith A. 1981. "Tapestries for a Cardinal-Nephew: A Roman Set Illustrating Tasso's "Gerusalemme Liberata." Metropolitan Museum Journal. 16: 147-164.
  3. Chadwick, Owen. 1981. The Popes and European Revolution. Oxford University Press. ISBN 0198269196. p. 305.
  4. Ed. Philippe Levillain. 2002. "Nepotism." The Papacy: An Encyclopedia. Routledge. ISBN 0415922283. p. 1032.
  5. Miranda, Salvator. 1998. "Guide to documents and events (76-2005)."
  6. Levillain, 2002, p. 468.
  7. Chadwick, 1981, p. 304.