Rolinha

Rolinha
Rolinha-roxa, Columbina talpacoti
Classificação científica e
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Columbiformes
Família: Columbidae
Subfamília: Columbinae
Gênero: Columbina
Spix, 1825
Espécie-tipo
Columbina strepitans[1]
von Spix, 1825
Espécies

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Sinónimos

Columbigallina
Scardafella

A rolinha (Columbina) é um gênero de aves columbiformes da família Columbidae que vivem no Novo Mundo. Elas variam do sul dos Estados Unidos até a América Central e grande parte da América do Sul. As rolinhas são normalmente encontradas em pares ou pequenos rebanhos e geralmente ocorrem em campo aberto. Elas têm íris marrons e pernas rosadas. Em voo, algumas espécies mostram um brilho distinto de ruivo nas asas, enquanto outras mostram padrões de asas em preto e branco.

O gênero foi introduzido em 1825 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix.[2] O nome vem do latim columbinus que significa "de uma pomba" ou "semelhante a uma pomba".[3] A espécie-tipo foi designada como a C. strepitans pelo zoólogo inglês George Robert Gray em 1841.[4] Este táxon é agora considerado como uma subespécie da rolinha-picui Columbina picui strepitans.[5][6]

O gênero contém nove espécies:[6]

Características

Mede 12-18 centímetros de comprimento e pesa cerca de 35-56 gramas. O macho, com penas marrom avermelhadas, cor dominante no corpo do adulto, em contraste com a cabeça, cinza azulada. A fêmea é toda parda. Nos dois sexos, sobre a asa há uma série de pontos negros nas penas. Os filhotes saem com traços da plumagem de cada sexo.[7]

Hábitos

Fotografia de uma rolinha empoleirada em uma antena parabólica com as asas amostra
Rolinha empoleirada em uma antena parabólica


Adapta-se facilmente a ambientes modificados pela ação humana. Prefere áreas abertas, e o desmatamento contribuiu para sua expansão, especialmente em regiões destinadas à criação de pastagens ou ao cultivo de grãos. Tem se aproximado das grandes cidades das regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.[8]

Apresenta comportamento bastante agressivo entre indivíduos da mesma espécie. Apesar de poderem formar pequenos grupos, disputam alimentos e defendem seus territórios utilizando uma das asas para desferir golpes fortes nos adversários. Os machos são geralmente mais combativos. Durante confrontos ou ao se expor ao sol, deitam-se de lado no solo com a asa estendida para cima, revelando a extensa área de penas negras sob a asa.

Ornitólogos do centro-sul do país têm registrado uma aparente “substituição” desta espécie por outra pombinha, a Zenaida auriculata, conhecida popularmente como pomba-de-bando, amargosinha ou Avoante. Essa espécie tem se adaptado cada vez melhor ao ambiente urbano, competindo com a rolinha, que já é menos frequente do que a pomba-de-bando em muitas cidades do interior paulista.

Ainda assim, essa espécie cativante e relativamente dócil continua presente nos quintais de residências, bem como em praças e jardins urbanos, mesmo em áreas dominadas por grandes edifícios.

Alimentação

Alimenta-se de grãos encontrados no chão. Havendo alimento, reproduz-se o ano inteiro. Costuma frequentar comedouros com sementes e quirera de milho.[9]

Reprodução

O casal mantém um território de ninho, afastando as outras rolinhas de perto. O macho possui um canto monótono, de dois chamados graves e rápidos, repetidos continuamente por vários segundos. Os ninhos são pequenas tigelas de ramos e gravetos, feitos entre cipós ou galhos, bem fechados pelas ramadas do entorno. Postura de 2 ovos, chocados pelo casal entre 11 e 13 dias. Os filhotes saem do ninho com no máximo 2 semanas de vida. O casal, às vezes dois dias depois, já inicia nova ninhada, quando as condições ambientais permitem.Os ninhos são construídos em árvores baixas e altas e as vezes em cachos de banana ou em calhas das casas e nos telhados.

Referências

  1. «Columbidae». aviansystematics.org (em inglês). The Trust for Avian Systematics. Consultado em 5 de agosto de 2023 
  2. von Spix, Johann Baptist (1825). Avium species novae, quas Brasiliam anus MDCCCXVII - MDCCCXX. 2. Monachii [Munique]: Franc. Seraph. Hübschmanni. pp. 57–58 
  3. Jobling, James A. (2010). The Helm Dictionary of Scientific Bird Names [O Dicionário Helm de Nomes Científicos de Pássaros] (em inglês). Londres: Christopher Helm. p. 115. ISBN 978-1-4081-2501-4 
  4. Gray, George Robert (1841). A List of the Genera of Birds : with their Synonyma and an Indication of the Typical Species of Each Genus [Uma lista dos gêneros de aves: com seus sinônimos e uma indicação das espécies típicas de cada gênero] (em inglês) 2º ed. Londres: R. and J.E. Taylor. p. 75 
  5. Peters, James Lee (1937). Check-list of Birds of the World [Check-list das Aves do Mundo] (em inglês). 3. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press. p. 104 
  6. a b Gill, Frank; Donsker, David; Rasmussen, Pamela (2020). Pigeons [Pombos]. IOC World Bird List Version 10.1 (em inglês). [S.l.]: International Ornithologists' Union. Consultado em 5 de março de 2020 
  7. «Características» 
  8. «Hábitos» 
  9. «Rolinha-caldo-de-feijão. Columbina talpacoti»