Roger Caillois
| Roger Caillois | |
|---|---|
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| Nascimento | 3 de março de 1913 Reims |
| Morte | 21 de dezembro de 1978 (65 anos) Le Kremlin-Bicêtre |
| Sepultamento | Cemitério do Montparnasse |
| Nacionalidade | francês |
| Cidadania | França |
| Alma mater | |
| Ocupação | sociólogo, crítico literário, ensaísta |
| Principais trabalhos | Les Jeux et les hommes, L'Homme et Le Sacré, Le Mythe et L'Homme |
| Distinções |
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| Empregador(a) | Organização das Nações Unidas |
| Obras destacadas | Man, Play and Games |
Roger Caillois (Reims, 3 de março de 1913 — Paris, 21 de dezembro de 1978) foi um sociólogo, crítico literário e ensaísta francês.
Biografia
Callois nasceu em Reims, mas se mudou para Paris ainda quando criança. Na infância leu milhares de livros, destacando-se As Índias Negras de Júlio Verne como influência germinal.[1]
Frequentou a Escola Normal Superior, dedicando-se desde cedo ao ensaio sobre temas sociológicos e literários. Diplomado em Gramática, num tom austero e polêmico, depois de fixar os termos da crítica literária, foi responsável por um regresso a um classicismo pautado pela razão e pelas regras, e combateu a falta de originalidade em poesia. Foi eleito para a Academia Francesa em 1971, na qual ocupou a cadeira 3.
Exílio na América Latina [2]
Em dezembro de 1938, em um jantar na casa de Jules Supervielle em Paris, Caillois conhece Victoria Ocampo, que o convida para visitar a Argentina.
No ano seguinte, em 11 de julho, Caillois chega à Argentina para ministrar uma série de palestras em Buenos Aires. Mas em 3 de setembro de 1939 começa a Segunda Guerra Mundial e ele não pode retornar para a Europa, permanecendo na Argentina com o auxílio de Victoria Ocampo.
Yvette Billod, a companheira de Caillois que permaneceu na França, dá à luz a sua filha em março de 1940. Com a ajuda de Victoria Ocampo, Yvette e Caillois se reúnem em Buenos Aires em março de 1941.
No exílio, Caillois atua como diretor da revista Les Lettres Françaises, publicando textos de autores franceses, como Henri Michaux. Com o apoio de Victoria Ocampo, a revista expande suas atividades e transforma-se em uma editora.
Com o final da guerra em 1945, Caillois retorna à França.
Premiações
Em 1978, Caillois foi premiado[3] com:
- Grand Prix Nacional de Letras
- Prêmio Europeu de Ensaio Charles-Veillon e Prêmio Marcel-Proust (ambos por sua obra Le Fleuve Alphée)
Obras principais
- Le Mythe et l’Homme (1938),
- L’Homme et le Sacré (1939);
- Puissances du roman (1942),
- Le Rocher de Sysiphe (1945),
- Vocabulaire Esthétique (1947),
- Babel (1948),
- Les Impostures de la Poésie (1954),
- Poétique de Sant-John Perse (1954),
- Les Jeux et les Hommes (1957)
- Art Poétique (1958),
- Au Coeur du fantastique (1965),
- Cases d’un échiquier (1970),
- La Pieuvre, essai sur la logique de l’imaginaire (1973)
- Obliques (1975)
Referências
- ↑ Revista COLÓQUIO/Letras n.º 52 (Novembro de 1979). Roger Caillois e o seu duplo, pág. 23.
- ↑ OLLÉ-LAPRUNE, Philippe. Cominus et eminus: Roger Caillois na Argentina. In: ______. (org.). Américas, um sonho de escritores. São Paulo: Estação Liberdade, 2022. p. 145-162.
- ↑ CAILLOIS, Roger. O jogo e os homens: a máscara e a vertigem. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2017.
| Precedido por André Malraux |
1977 — 1978 |
Sucedido por Jean d'Ormesson |
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