Rogério Saladino

Rogério Saladino é um editor e roteirista brasileiro de histórias em quadrinhos e role-playing game. É um dos criadores de Tormenta (RPG). Atualmente atua como editor na New Order Editora.[1] É casado com a ilustradora Germana Viana
RPG e Tormenta
Rogerio Saladino começou a jogar RPG em uma convenção de Star Trek em 1991[2]. Foi editor da revista de RPG Dragon, versão brasileira da Dragon americana publicada sob licença da TSR, Inc. pela Abril Jovem, até sua décima edição. Nesse período, estabeleceu uma amizade com Marcelo Cassaro, editor da revista Dragão Brasil, publicada pela Editora Trama. Quando saiu da Dragon, Saladino se tornou editor-assistente na Dragão Brasil, a partir da edição 15, cargo que manteve por quase dez anos, até a edição 111. Foi como parte da equipe editorial da revista que Saladino criou, com Cassaro e JM Trevisan, o cenário de fantasia medieval Tormenta[3][4][5] em 1999,os três ficaram conhecidos como Trio Tormenta. Essa primeira versão era um livreto de 80 páginas que acompanhava a edição 50 da revista, contendo material compilado das edições anteriores[6]. Saladino também dava dicas sobre formas de levar a narração[7]. Em 2005 o Trio deixou a revista Dragão Brasil, devido a problemas internos com a diretoria da editora. O Trio migrou para a para a Manticora e criou a revista Dragon Slayer[8] (depois editada pela Editora Escala com produção da Jambô Editora).
Rogerio tem cerca de quarenta livros publicados de Tormenta.[9] Em 2016, participou do relançamento da revista Dragão Brasil, em formato digital pela Jambô através de financiamento coletivo pelo Trio e a Jambô.[10] Entre 2016 e 2019, participou da mesa online de Tormenta Guilda do Macaco,[11] posteriormente convertida no livro Jornada Heroica: Guerra Artoniana[12]. Em 2020 saiu da Jambô, comunicando isso a público em 2022.[13][14]
Quadrinhos
Escreveu, em 1998, roteiros para uma minissérie em quadrinhos baseada no videogame Mortal Kombat 4. Posteriormente, colaborou com a revista Dragon Slayer. Foi editor da linha Marvel Comics da editora Panini Comics, através da Mythos Editora, por sete anos, período no qual geria as linhas Homem-Aranha, X-Men e Ultimate.[15] Tenta manter contato com as discussões do público[16] e defende que as traduções independentes de fãs têm grande variação de qualidade.[17] Deixou os quadrinhos para voltar ao RPG na Jambô.
Terror
Saladino é um entusiasta do terror, manteve a coluna Gabinete do Saladino cobrindo principalmente filmes de terror, na era digital da Dragão Brasil. Mantém o Cenotáfio do Saladino, com a mesma função, no site da New Order Editora. Também auxiliou na pesquisa de corpus de trabalhos acadêmicos sobre a área.[18] Defende a despretensiosidade do terror.[19]
Referências
- ↑ «Mercado: Rogério Saladino é contratado pela New Order Editora!». Joga o D20. 24 de fevereiro de 2025. Consultado em 22 de outubro de 2025
- ↑ Lobo, Tiago (18 de junho de 2009). «Falando com o mestre: Rogério Saladino». RPGista. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ Oliveira, Arthur Barbosa de (26 de dezembro de 2019). «Reflexões acerca do roleplaying game (RPG) na educação: revisão de literatura e outros desdobramentos». Repositório Institucional da UFT. Consultado em 24 de outubro de 2019.
Criado por Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e J. M. Trevisan, Tormenta é um cenário de fantasia para uso em jogos de RPG. Foi apresentado em numerosos livros básicos, compatíveis com numerosos sistemas de RPG. Desde 2005, o cenário é publicado pela Jambô Editora. Seus autores são conhecidos como Trio Tormenta.
- ↑ Ferreira, Viviane Lima (2021). «Imaginação e liberdade: produção narrativa no fenômeno Tormenta RPG». Repositório Institucional da UFSC. Consultado em 24 de outubro de 2025.
Este trabalho se dedica a estudar de maneira teórica a imaginação e as novas mídias, dando enfoque especial e caminho metodológico à exploração de Tormenta – o maior cenário de RPG do Brasil, um produto transmidiático da Editora Jambô, sediada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, criado por Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e J. M. Trevisan em 1999 – que leva jovens e adultos a jogarem com a sua imaginação. Tormenta é uma máquina produtora de narrativas, que convida os seus fãs e jogadores a escreverem e contarem histórias juntos.
- ↑ Camelo, Diogo de Almeida (14 de junho de 2025). «Narrativas transmedia, fandom y conv ansmedia, fandom y convergencia mediática: La gencia mediática: La reconfiguración contemporánea de la industria de los juegos de rol en Brasil». Digital Commons. Journal of Roleplaying Studies and STEAM. 4 (1): 12. Consultado em 24 de outubro de 2025.
En otro ejemplo, Tormenta, que surgió como un escenario, inicialmente multisistema, y como un suplemento conmemorativo de la edición número 50 de Dragão Brasil, en 1999. Marcelo Cassaro, J. M. Trevisan y Rogério Saladino, los autores, reunieron todo el contenido de ambientación autoral que había sido lanzado en la revista, añadieron contenido nuevo y, de este collage, se creó el escenario.
- ↑ Caparica, Victor Hugo Cruz (20 de maio de 2011). «Tormentas e inimigos: relações dialógicas entre a literatura de fantasia e os role playing games». Repositório Institucional UNESP. Consultado em 21 de outubro de 2025.
Em 1999, por ocasião do aniversário de 50 edições da Dragão Brasil, os editores-chefes Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e J. M. Trevisan (em si responsáveis pela autoria de mais da metade de todo esse material) compilaram de forma organizada e coesa todos os heróis, vilões, cidades, florestas mágicas, montanhas isoladas, artefatos místicos e outros substratos suplementares publicados em 49 edições da revista, criando um único suplemento que aglutinava todos aqueles fatores heterogêneos (ainda que ligados pela temática do Dungeons & Dragons) em um mesmo mundo de fantasia, o mundo de Arton. Essa primeira edição não tinha mais do que 80 páginas e seria logo substituída por uma maior e, poucos anos depois, por uma série de livros e suplementos ligados ao cenário.
- ↑ Pereira, Priscilla Emmanuelle Formiga (2018). «RPG e História: o Descobrimento do Brasil». 1Library. Consultado em 24 de outubro de 2025.
A função de narrador é algo bastante discutido entre os adeptos do jogo, como podemos perceber através da publicação de livros exclusivamente para esse tipo de jogador, reunindo dicas e formas de levar a narração – caso das publicações Dicas de Mestre (2 vol.), dos autores J. M. Trevisan, Marcelo Cassaro e Rogério Saladino, equipe editorial da antiga revista Dragão Brasil, especializada em jogos de RPG.
- ↑ Marcelo Cassaro “Paladino. «A volta de 3D&T». Jambô Editora. Arquivado do original em 30 de abril de 2013
- ↑ «Rogério Saladino». Ludopedia. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ Tokio, Kao (17 de outubro de 2016). «Maior revista nacional de RPG dos anos 1990, Dragão Brasil cria campanha para voltar em formato digital». Drops de Jogos. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ Tokio, Kao (10 de novembro de 2019). «Guilda do Macaco, stream de RPG dos criadores de Tormenta, chega ao fim da campanha». Drops de Jogos. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ «Jornada Heróica: Guerra Artoniana e o Poder de Superação em Tempos de Adversidade». Narradores do Multiverso. 16 de maio de 2024. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ Marlo, George (15 de julho de 2022). «RPG | Lenda do segmento, Rogério Saladino, deixa a editora Jambô». Poltrona Pop. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ Tokio, Kao (15 de julho de 2022). «Rogerio Saladino, um dos autores de Tormenta RPG, deixa a editora Jambô». Drops de Jogos. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ Vinícius, Erick (4 de setembro de 2015). «Conversamos com os editores Rogério Saladino e Carol Pimentel». Aracnofã. Consultado em 24 de outubro de 2025.
Como quase todo mundo já deve estar sabendo, desde o último dia 1º o editor Rogério Saladino não está mais na Mythos, empresa responsável pela edição das revistas da Panini. Após 7 anos à frente das revistas do Homem-Aranha, X-Men e da linha Ultimate, ele voltou para a área em que atuava antes, o RPG, tornando-se editor na Jambô Editora.
- ↑ Caffé, Holtz (22 de julho de 2014). «ENTREVISTA | Rogério Saladino, da Panini!». Poltrona Pop. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ Pimentel, Ana Carolina Alves de Souza (16 de maio de 2016). «O habitus dos tradutores de Histórias em Quadrinhos de super-heróis da Marvel e DC Comics no Brasil». Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. Consultado em 24 de outubro de 2025.
Rogério Saladino exemplifica e destaca os principais aspectos desta prática: Como toda avaliação de qualquer material colocado na internet, a qualidade varia imensamente. Existem boas traduções, existem péssimas traduções. Quem faz uma boa tradução, pode facilmente acabar trabalhando como um tradutor “oficial”, o que não é problema algum. O fator mais importante é a qualidade final das traduções. Falando em quadrinhos, a qualidade varia imensamente, principalmente porque muita gente faz a tradução sem levar em consideração o público final, o estilo original do texto e todos os elementos discutidos anteriormente. Muita coisa encontrada na internet é feita para agradar amigos e grupos, o que tem uma qualidade intrínseca bem diferente do produto que é pensado para um público mais amplo. Como a ideia é sempre fazer um trabalho de qualidade, sempre melhorando, o trabalho de outros tradutores não pode ser visto como algo que prejudica o meu trabalho. O valor pela qualidade deve ser a preocupação final.
- ↑ Scotuzzi, Nathalia Sorgon (2024). Uma realidade do além: o terror cósmico como conceito. Araraquara: [s.n.] p. 5.
Esse trabalho também não poderia ter sido tão bem executado sem a ajuda de dois grupos específicos de WhatsApp que trocam informações constantemente e que me ajudaram de forma grandiosa: O grupo Orientand@s, formado por orientandos e orientandas do Cido e que compartilharam comigo conhecimento e risadas; e também o grupo Seminários Góticos, composto por pesquisadores de diferentes linhas e que sempre estiveram prontamentedispostos a me ajudar durante o desenvolvimento de minha tese. Em especial, agradeço aos membros Cid Vale Ferreira, Alexander Meireles, Alcebíades Diniz, Carlos Primati, Emílio Ribeiro, Ismael Chaves, Oscar Nestarez e Bruno Anselmi Matangrano, e a Rogério Saladino pela ajuda com o corpus. Agradeço também aos leitores e parceiros de minha editora, a Diário Macabro, por me darem espaço em lives, entrevistas e outros projetos nos quais, aos poucos, pude divulgar as ideias dessa tese para o público em geral.
- ↑ Lima, Douglas Sáppia (19 de agosto de 2015). «Pulp fiction: diálogos com outras mídias». Semantic Scholar. Consultado em 24 de outubro de 2025.
A essa definição, o jornalista Rogério Saladino acrescenta a despretensão desse tipo de produção, que tinha por principal objetivo divertir a audiência.
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