Rodolfo Stroeter
| Rodolfo Stroeter | |
|---|---|
| Nascimento | 17 de novembro de 1958 (67 anos) |
| Origem | São Paulo |
| País | Brasil |
| Instrumento(s) | contrabaixo |
Rodolfo Cerqueira Stroeter (São Paulo, 17 de novembro de 1958), mais conhecido apenas como Rodolfo Stroeter, é um contrabaixista e compositor brasileiro. É irmão de Henrique Stroeter e Guga Stroeter.[1]
Vida e trabalho
Rodolfo Stroeter começou sua carreira musical profissional em 1979, com o pianista alemão Felix Wagner e o baterista Azael Rodrigues, formando o grupo Divina Increnca, lançando um álbum no ano seguinte. Ao mesmo tempo, também participava do grupo Pau Brasil, ao lado de Nelson Ayres, atuando como produtor, compositor e instrumentista. Em 1982, Rodolfo passou também a integrar o Grupo Um, juntamente com Lelo Nazário e Zé Eduardo Nazário, lançando os álbuns Reflexões sobre a crise do desejo e A flor de plástico incinerada.[2]
Lançou o seu primeiro LP em 1985, intitulado Mundo, com composições próprias. No mesmo período, atuava como instrumentista para diversos artistas, como Milton Nascimento, Joyce Moreno, Edu Lobo, Chico Buarque, Wagner Tiso, Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Marlui Miranda, entre outros. Associou-se ao violinista Antônio Madureira para desenvolverem novos trabalhos em 1990 e, no ano seguinte, esteve com Antônio Placer e Frederic Pagès para a criação do selo franco-brasileiro Divina Comédia, buscando promover as diversas manifestações musicais latinas contemporâneas.[2]
A Secretaria de Cultura do Município de São Paulo pediu à Rodolfo, em 1992, uma composição para a ópera comemorativa de 500 anos de descobrimento da América, que foi encenada no Theatro Municipal de São Paulo no mesmo ano. Em 1993, co-realizou com Paulo Tatit e Arnaldo Antunes um projeto multimídia intitulado Nome.[2]
Foi assessor de Música na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo entre 1993 e 1994, na gestão do secretário Ricardo Ohtake, criando os projetos da "Orquestras", “Corais”, “Bandas” e “Interior Acústico”, além de ter sido um dos responsáveis principais pelo Fórum da Música Independente de 1994.[2]
Participou da comissão artística e organizadora do 26º Festival de Inverno de Campos do Jordão. No mesmo ano, compôs, juntamente com Gilberto Gil e Carlinhos Brown, a trilha sonora do espetáculo Z, do Balé da Cidade de São Paulo, comemorando os 300 anos de Zumbi dos Palmares, além de ter criado do selo Pau Brasil, que lançou diversos músicos da cena contemporânea brasileira.[2] [3]
Em 1996, produziu o álbum Mais Simples, de Zizi Possi. No mesmo ano, lançou, com Antônio Madureira, o álbum Romançário.[2]
Entre os anos de 1996 a 1999, Rodolfo exerceu o cargo de diretor artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. No ano de 1997, produziu e dirigiu, sob encomenda do SESC Pompéia, o espetáculo Braguinha 90 anos, em homenagem ao compositor João de Barro. No mesmo ano, participou da produção e direção musical do disco Todos os sons, de Marlui Miranda, que ganhou o prêmio da Academia Alemã de Crítica, como melhor CD World do ano.[2][4] A Banda Mantiqueira, também do selo de responsabilidade do Rodolfo, foi indicada ao Grammy na categoria Best Latin Jazz Album, no ano de 1998.[2]
Ligações externas
Referências
- ↑ «Rodolfo Stroeter». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 20 de outubro de 2025
- ↑ a b c d e f g h «Rodolfo Stroeter». Dicionário Cravo Albin. Consultado em 20 de outubro de 2025
- ↑ «Pau Brasil Som Imagem e Editora Ltda. Discography». Discogs (em inglês). Consultado em 20 de outubro de 2025
- ↑ «Marlui Miranda, maior intérprete da canção indígena, apresenta repertório do povo Juruna no Conservatório». Universidade Federal de Minas Gerais. 15 de junho de 2015. Consultado em 20 de outubro de 2025