Rock Doido
| Rock Doido | ||||
|---|---|---|---|---|
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| Álbum de estúdio de Gaby Amarantos | ||||
| Lançamento | 29 de agosto de 2025 | |||
| Gravação | 2024–2025 | |||
| Estúdio(s) | Altar Sonoro Studios | |||
| Gênero(s) | ||||
| Duração | 36:44 | |||
| Formato(s) | ||||
| Gravadora(s) |
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| Produção |
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| Cronologia de Gaby Amarantos | ||||
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Rock Doido (estilizado em letras maiúsculas) é o quarto álbum de estúdio da cantora brasileira Gaby Amarantos, lançado em 29 de agosto de 2025. O projeto surgiu como uma extensão natural da trajetória da artista em sua busca por explorar e valorizar suas raízes culturais paraenses, especialmente a partir da influência das festas de aparelhagem, tradicionais eventos musicais de rua na região Norte do Brasil. Desenvolvido em parceria com o coletivo Altar Sonoro, o álbum foi concebido como um set contínuo, com faixas curtas e interligadas que capturam a energia vibrante e coletiva dessas festas, ao mesmo tempo que incorporam elementos de tecnobrega, funk, carimbó e ritmos latinos.
A produção do álbum contou com uma abordagem inovadora, incluindo a gravação de um curta-metragem em plano-sequência com um smartphone nas ruas do bairro do Condor, em Belém do Pará, reforçando o caráter experimental e o compromisso com a estética periférica e popular da Amazônia. Musicalmente, Rock Doido representa um mergulho na diversidade sonora da região Norte, trazendo colaborações com artistas como Lauana Prado, Viviane Batidão e Gang do Eletro, ampliando o diálogo entre tradição e modernidade.
Rock Doido foi amplamente elogiado pela crítica especializada, que destacou a originalidade do projeto e seu papel na valorização da cultura paraense. A obra também ganhou destaque pela sua potência audiovisual e pelo impacto cultural, reposicionando a Amazônia como um polo importante da produção musical contemporânea brasileira. Foi indicado ao Prêmio Multishow 2025, concorrendo a categorias como Álbum do Ano e Capa do Ano, enquanto a canção "Foguinho" também foi nomeada em Hit do Ano e ganhou Brega do Ano, o álbum foi incluido em listas de melhores álbuns brasileiros de 2025.
Antecedentes e produção
Após o lançamento do álbum TecnoShow em 2022, Gaby Amarantos iniciou o desenvolvimento de Rock Doido como uma forma de aprofundar suas raízes culturais e explorar novas linguagens musicais e audiovisuais. Inspirada pelas festas de aparelhagem, tradicionais na região do Pará, a artista idealizou um álbum que funcionasse como um set contínuo, simulando a experiência das festas de rua amazônicas.[1]
O processo de produção teve início no final de 2024, com a participação do coletivo Altar Sonoro, formado por Guilherme Takshy e Naré, que atuaram como produtores musicais e diretores do curta-metragem que acompanha o álbum. A gravação foi realizada de forma inovadora, com a captação principal feita em um plano-sequência gravado com smartphone nas ruas do bairro do Condor, em Belém do Pará, em 13 de agosto de 2025. Essa abordagem buscou capturar a espontaneidade e a energia da cultura local, valorizando a estética das periferias e das festas populares.[2][3]
Composição e estilo musical
O álbum Rock Doido apresenta uma fusão vibrante de estilos que refletem a diversidade cultural da Amazônia. A base do álbum é o tecnobrega, gênero musical originado no Pará, caracterizado por batidas eletrônicas dançantes e letras que abordam temas do cotidiano e da cultura local. Gaby Amarantos, conhecida por sua voz marcante e presença de palco, utiliza esse estilo como ponto de partida para explorar outras influências musicais.[4]
Musicalmente, Rock Doido é estruturado como um set contínuo, com faixas que se sucedem sem interrupção, criando uma experiência imersiva para o ouvinte. As músicas geralmente não ultrapassam dois minutos de duração, mantendo uma energia constante e convidando à dança. Além do tecnobrega, o álbum incorpora elementos de brega-funk, carimbó e ritmos latinos, evidenciando a mestiçagem cultural característica da região Norte do Brasil.[5]
A colaboração com artistas como Lauana Prado, Viviane Batidão, Gang do Eletro e MC Dourado adiciona diversidade ao álbum, trazendo diferentes influências e estilos para o projeto. A faixa "Tumbalatum", por exemplo, apresenta uma batida latina e foi realizada em parceria com a Gang do Eletro, destacando a fusão de estilos e a energia da música paraense.[6] "Foguinho", versão de "Somebody That I Used to Know", do cantor belga-australiano Gotye. A música original de Gotye, por sua vez, amostrou a composição "Seville" de Luiz Bonfá, compositor brasileiro.[7]
Capa e conceito
Essa ideia [da capa] veio para trazer esse grande olhar do mundo para essa cultura. Por isso que tem aqueles grandes olhos, que não são só os olhos da Gaby. Mas é um convite para que todos nós possamos vestir esses olhos e olhar para essa cultura, que é uma cultura que vai te tontear, pois é muita informação.
— Gaby Amarantos, em entrevista ao podcast Segue o Som, de Pietro Reis, em 2025.
Em entrevista ao podcast Segue o Som, apresentado por Pietro Reis, Gaby Amarantos afirmou que a capa de Rock Doido foi concebida “para trazer um grande olhar do mundo para a cultura amazônica”. Segundo ela, os olhos presentes na arte simbolizam esse convite coletivo, representando diferentes expressões culturais da região, como o Crina Negra, a quadrilha junina e o Tumbalatum. A cantora também mencionou que a estética visual traz referências ao videoclipe Thriller, de Michael Jackson.[8]
Lançamento e divulgação
O projeto "Rock Doido" foi oficialmente lançado em 28 de agosto de 2025. Na noite de lançamento, Gaby Amarantos reuniu artistas e convidados no Auditório Eneida de Moraes, no Palacete Faciola, em Belém, para a estreia do curta-metragem "Rock Doido (O Filme)", que foi disponibilizado no YouTube às 23h45 do mesmo dia. O álbum homônimo, com 22 faixas inéditas e colaborações de artistas como Lauana Prado, Viviane Batidão, Gang do Eletro e MC Dourado, foi lançado nas principais plataformas digitais nas primeiras horas de 29 de agosto.[9]
O lançamento foi amplamente divulgado nas redes sociais da artista e em veículos de imprensa, destacando-se pela proposta inovadora e pela valorização da cultura paraense. A produção também recebeu atenção da crítica especializada, que ressaltou a originalidade e a relevância cultural do projeto.[1]
Curta-metragem
Rock Doido (O Filme)
| |
|---|---|
| Brasil 2025 • cor • 22 min | |
| Gênero | musical · experimental |
| Direção | Gaby Amarantos, Guilherme Takshy, Naré |
| Produção executiva | Gaby Amarantos, Álvaro Gazé |
| Roteiro | Gaby Amarantos, Naré, Guilherme Takshy |
| Baseado em | ROCK DOIDO, de Gaby Amarantos |
| Elenco | Gaby Amarantos, Viviane Batidão, Lauana Prado, Gang do Eletro, MC Dourado |
| Direção de fotografia | Naré, Guilherme Takshy - Altar Sonoro |
| Direção de arte | Guilherme Takshy, Alessandra Torres |
| Figurino | Bruno Pimentel |
| Distribuição | YouTube |
| Lançamento | 28 de agosto de 2025 |
| Idioma | português brasileiro |
O curta-metragem Rock Doido (O Filme) é uma produção audiovisual que acompanha o álbum Rock Doido da Gaby Amarantos, lançado em 28 de agosto de 2025. Com 21 minutos e 50 segundos de duração, o filme foi gravado em uma única tomada (plano-sequência) utilizando apenas um celular, sem cortes, o que representa uma inovação técnica e estética no cenário audiovisual brasileiro.[10][11]
A gravação ocorreu no dia 13 de agosto de 2025, nas ruas do bairro da Condor, em Belém do Pará, reunindo aproximadamente 250 pessoas, incluindo artistas, dançarinos, influenciadores e moradores locais. A equipe de produção foi 100% paraense, reforçando a proposta de valorização da cultura local e da produção independente.[9]
Dirigido por Gaby Amarantos em parceria com o coletivo Altar Sonoro, o filme busca traduzir a energia das festas de aparelhagem para o formato cinematográfico, utilizando a estética das periferias e das festas populares como elementos centrais. A produção também destaca a moda local, com o styling de Bruno Pimentel e a participação de estilistas e estudantes da Universidade da Amazônia (Unama), que contribuíram para a criação de figurinos que dialogam com a identidade cultural da região.[1]
Desenvolvimento
Rock Doido (O Filme) foi concebido por Gaby Amarantos com a intenção de expandir os limites tradicionais do videoclipe, propondo uma experiência audiovisual que integra música, moda, cinema e performance em um único plano contínuo. O projeto é profundamente influenciado pelas festas de aparelhagem do Pará e pelas expressões culturais das periferias amazônicas, refletindo a diversidade e riqueza da região.[9][10]
A produção optou pelo uso exclusivo de um celular para a gravação em plano-sequência, sem cortes, como uma estratégia técnica e política para demonstrar o potencial criativo com recursos acessíveis, além de descentralizar a produção audiovisual. Para alcançar a fluidez da narrativa, foram realizados extensos ensaios e coreografias meticulosamente coordenadas, que uniram espontaneidade e precisão artística entre os participantes.[1][11]
Sob a co-direção do coletivo Altar Sonoro, o filme adotou uma estética experimental, explorando luz natural, figurinos artesanais e trilha sonora ao vivo. A narrativa busca envolver o espectador em uma experiência sensorial, destacando o tecnobrega e elementos visuais que remetem à cultura popular do Norte brasileiro.[6][12]
Sinopse
O videoclipe de Rock Doido utiliza como cenário as ruas de Belém, apresentando uma sequência ininterrupta que mistura música, performance, religiosidade, crítica social e elementos da cultura pop. A trama visual gira em torno da personagem Xirley — criação inicial de Gaby Amarantos — e se desdobra como uma celebração da identidade amazônica, evidenciada por meio de coreografias, figurinos e interações com a comunidade local.[13][14]
Estruturado em plano-sequência, o clipe explora o tempo real como recurso narrativo, aproximando o formato do videoclipe da linguagem cinematográfica e das manifestações culturais regionais. A direção conjunta entre Gaby Amarantos e o coletivo Altar Sonoro resulta em uma obra que amplia os horizontes do audiovisual musical.[15][3]
Recepção
O lançamento do videoclipe recebeu ampla repercussão, sendo amplamente elogiado pela crítica especializada e pelo público.[16][17][18][3]
A CNN Brasil ressaltou o caráter inovador da produção, destacando sua estética imersiva, as cores vibrantes, a pirotecnia e a integração de elementos visuais e sonoros que elevam o tecnobrega a uma experiência audiovisual de alcance internacional.[15] Conforme destacado pelo jornal O Liberal, o filme reúne referências globais e amazônicas, integrando a personagem Xirley, festas de aparelhagem e símbolos da cultura paraense, sob a direção do coletivo Altar Sonoro.[14][13] Stela Maris, do Escutai, descreveu o videoclipe de Rock Doido como uma "experiência visual única", destacando sua capacidade de capturar a energia da cultura paraense de forma autêntica e envolvente.[19]
O crítico Leandro Ferreira qualificou o clipe como um “atonamento visual e estético” e apontou-o como o “maior ato pop do tecnobrega paraense”, evidenciando sua originalidade, ambientação e impacto emocional.[16] Nas redes sociais, o lançamento provocou forte engajamento, com usuários elogiando a ousadia do plano-sequência e a potente representação cultural, ressaltando o resgate das raízes amazônicas e o orgulho regional despertado pela obra.[17] O Caderno Pop elogiou o videoclipe de Rock Doido, destacando sua gravação em plano-sequência e sua função como parte essencial da narrativa do álbum.[20]
Recepção crítica
| Críticas profissionais | |
|---|---|
| Pontuações agregadas | |
| Fonte | Avaliação |
| Album of the Year | 85/100[21] |
| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| Música Instantânea | |
| G1 | |
| Cultura FM Cássia | |
| PopMatters | |
| Web Rádio NelSons | |
| Caderno Pop | |
| Escutai | |
| The Needle Drop | |
| Aquele Tuim | |
Rock Doido foi amplamente elogiado pela crítica especializada e bem recebido pelo público, que destacou a originalidade do projeto, a força estética da produção audiovisual e a valorização da cultura amazônica.
A crítica Ana Clara Ribeiro, do portal internacional PopMatters, definiu Rock Doido como um marco cultural que “solidifica o status do rock doido como um gênero musical” e elogiou Gaby Amarantos por transformar referências da aparelhagem em uma obra coesa.[22] O portal Música Instantânea descreveu o álbum como uma obra que "não apenas escancara a potência criativa de Amarantos, como ainda celebra e incorpora a fluidez das festas de aparelhagem". O crítico Cleber Facchi avaliou positivamente a estrutura contínua das faixas e a abordagem experimental do projeto.[26] O site Divergent Beats classificou o projeto como "um manifesto audiovisual", destacando sua potência artística e impacto cultural. Segundo a publicação, "Rock Doido não é só um disco — é um manifesto audiovisual. E a gente tá 100% a bordo", enfatizando a inovação técnica e narrativa tanto no álbum quanto no curta-metragem.[6] A Cultura FM Cássia destacou que o álbum "soa como o set de DJ em uma aparelhagem de Belém", com faixas interligadas e uma estética sonora que remete às festas populares da região Norte do Brasil.[5] O jornalista Mauro Ferreira, do G1, afirmou que o disco "faz a festa com um álbum vibrante que soa como um set de DJ em aparelhagem de Belém", ressaltando a construção contínua do repertório e o resgate da cultura popular do Pará.[18] O Caderno Pop descreveu Rock Doido como uma obra ousada e contínua, que transforma o tecnobrega em um álbum-conceito sofisticado sem perder a energia popular. Destacou a narrativa sonora ininterrupta e o caráter manifesto do projeto, enaltecendo a originalidade e o impacto cultural da artista.[20] O crítico Anthony Fantano, do canal The Needle Drop, descreveu Rock Doido como um álbum enérgico e conceitual, comparando-o a grandes espetáculos ao vivo e a discos como Renaissance de Beyoncé e El Último Tour del Mundo de Bad Bunny, destacando seu formato contínuo inspirado em sets de DJ e festas de rua.[24]
O portal Web Rádio NelSons definiu Rock Doido como "um disco sensorial e vibrante, que soa como o set de um DJ em festa da periferia de Belém, carregado de energia e batidas que celebram a cultura local".[23] O Conecta Geek define Rock Doido como uma obra que celebra a força da cultura paraense com ousadia e inventividade, destacando a fusão entre tradição e inovação na estética sonora e visual do álbum.[27] Stela Maris, do Escutai chamou Rock Doido de "um manifesto audiovisual", destacando a combinação única de música e imagem. Stela Maris afirma: "Esse orgulho é o que torna Rock Doido um trabalho tão autêntico e imersivo", ressaltando a conexão de Gaby com suas raízes.[19] O portal Aquele Tuim descreve o álbum como uma celebração autêntica da cultura norte-brasileira. O crítico Lucas Granado elogiou a maneira como Gaby Amarantos traduz “subgêneros e signos culturais” do Pará em uma experiência musical contínua e intensa, destacando a naturalidade e o carisma da artista ao longo do disco.[25]
Classificações de Fim de Ano
| Publication | List | Rank | Ref. |
|---|---|---|---|
| Tracklist | Os 15 melhores álbuns nacionais de 2025 | 1
|
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| Música Instantânea | Os 50 Melhores Discos Brasileiros de 2025 | 2
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| UOL | Os melhores da música em 2025 – Melhor disco nacional | 3
|
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| Aquele Tuim | Os melhores discos brasileiros de 2025 | 7
|
|
| Tenho Mais Discos Que Amigos! | Os 50 Melhores Discos Nacionais de 2025 | 15
|
|
| Rolling Stone Brasil | 25 melhores álbuns brasileiros de 2025 | 16
|
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| The Needle Drop | Os 50 Melhores Álbuns de 2025 (The 50 Best Albums of 2025) | 22
|
|
| Hits Perdidos | Os 50 melhores discos nacionais de 2025 | 48
|
|
| Noize | 25 discos nacionais que marcaram 2025, do pop ao rap | —
|
|
| Billboard Brasil | 85 melhores discos brasileiros de 2025 | —
|
|
| Folha de S. Paulo | Os Melhores Álbuns de 2025, Segundo Críticos e Jornalistas | —
|
Prêmios e indicações
| Ano | Premiação | Categoria | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|
| 2025 | Prêmio Multishow | Álbum do Ano | Indicado | [39] |
| Capa do Ano | Indicado | |||
| WME Awards | Álbum | Venceu | [40] |
Lista de faixas
| Rock Doido – Edição padrão[41] | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |||||||
| 1. | "Essa Noite Eu Vou Pro Rock" |
|
2:29 | |||||||
| 2. | "Arrume-se Comigo" |
|
2:55 | |||||||
| 3. | "Short Beira C*" |
|
2:59 | |||||||
| 4. | "Mamãe Mandou" |
|
3:22 | |||||||
| 5. | "Te Amo Fud*d*" (com Viviane Batidão) |
|
2:52 | |||||||
| 6. | "Não Vou Chorar" (com Lauana Prado) |
|
1:58 | |||||||
| 7. | "Interlúdio Égua Mana" |
|
3:08 | |||||||
| 8. | "Dá‑lhe Sal" |
|
2:32 | |||||||
| 9. | "Tumbalatum" (com Gang do Eletro) |
|
3:04 | |||||||
| 10. | "Viciada Em Seduzir" |
|
2:38 | |||||||
| 11. | "Eu Tô Solteira" |
|
3:10 | |||||||
| 12. | "Foguinho" |
|
3:47 | |||||||
| 13. | "Abraço" |
|
2:29 | |||||||
| 14. | "Interlúdio Rock Doido" |
|
4:29 | |||||||
| 15. | "Crina Negra" |
|
2:58 | |||||||
| 16. | "Bbbbbbb" |
|
1:40 | |||||||
| 17. | "Cerveja Voadora" (com MC Dourado) |
|
2:10 | |||||||
| 18. | "Parararurau" |
|
1:55 | |||||||
| 19. | "Bonito Feio" |
|
2:20 | |||||||
| 20. | "Carregador De Aparelhagem" |
|
2:05 | |||||||
| 21. | "Rock Doido É Meu Lugar" |
|
0:51 | |||||||
| 22. | "Deixa" |
|
2:20 | |||||||
Duração total: |
36:44 | |||||||||
Impacto cultural
Rock Doido teve um impacto significativo na valorização da cultura musical da Região Norte do Brasil, especialmente no que diz respeito à visibilidade do tecnobrega, do tecnomelody e das aparelhagens paraenses.[2] A obra foi amplamente reconhecida como uma iniciativa que reposiciona a Amazônia como centro de inovação estética e sonora.[42]
De acordo com o G1 Pará, o curta-metragem e o álbum representam uma "experiência musical e visual do Pará para o mundo", com o objetivo de reposicionar a cultura amazônica no cenário nacional e internacional.[9] A revista Billboard Brasil destacou a inovação do projeto ao unir cinema e música em um formato contínuo e imersivo, apontando que o álbum-filme funciona como uma obra audiovisual coesa que rompe com formatos tradicionais de lançamento musical.[42][43] Lucas Granado destacou que Rock Doido valoriza a cultura paraense, aproximando o público de outros estados da realidade das festas de aparelhagem, para ele o álbum funciona como uma expressão de pertencimento cultural, reforçando o orgulho regional e a visibilidade da música do Norte do Brasil.[25]
Para o jornalista Mauro Ferreira, do G1 Pop & Arte, Rock Doido "soa como o set de DJ em aparelhagem de Belém", utilizando elementos de festas populares paraenses como base para uma produção sonora vibrante e representativa da cultura local.[18] A revista Elle Brasil destacou o projeto como um exemplo de reinvenção artística e de afirmação cultural, listando suas estratégias estéticas como ferramentas de resistência e protagonismo do Norte brasileiro.[12] Para Stela Maris, do Escutai, Rock Doido é uma imersão na cultura paraense, trazendo a energia das festas de aparelhagem de Belém para o disco. Ela destaca a fusão de ritmos e o uso de elementos visuais, que criam uma experiência autêntica e vibrante, reforçando a identidade de Gaby Amarantos enquanto artista.[19]
Além disso, o site Música Instantânea apontou que o projeto "explode em cor, som e identidade", estabelecendo uma ponte entre ancestralidade e tecnologia, e aproximando a linguagem das aparelhagens paraenses de um discurso artístico contemporâneo.[4] A obra também foi associada ao contexto político-cultural da Amazônia e da COP 30, com lançamento estratégico em Belém, o que reforçou o papel da arte como ferramenta de mobilização e valorização da floresta e dos povos originários da região.[3] A crítica Ana Clara Ribeiro, do portal PopMatters, destacou Rock Doido como um marco cultural que consolida o gênero homônimo e reposiciona a música eletrônica popular do Pará no cenário nacional. Segundo ela, Gaby Amarantos transforma elementos da cultura da aparelhagem em um legado musical formalizado e acessível.[22]
Referências
- ↑ a b c d «Gaby Amarantos revela bastidores e paixões de Rock Doido». Caras. Consultado em 8 setembro 2025
- ↑ a b «Gaby Amarantos – Rock Doido (O Filme)». Brega Pop. Consultado em 8 setembro 2025
- ↑ a b c d «Gaby Amarantos fala sobre Rock Doido, álbum e filme». Portal Popline. Consultado em 8 setembro 2025
- ↑ a b c «Ouça: Gaby Amarantos - Rock Doido». Música Instantânea. Consultado em 8 setembro 2025
- ↑ a b c «Gaby Amarantos faz a festa com Rock Doido, álbum vibrante que soa como o set de DJ em aparelhagem de Belém». Cultura FM Cássia. Consultado em 8 setembro 2025
- ↑ a b c «Gaby Amarantos explode com Rock Doido: música, cinema e Amazônia em transe». Divergent Beats. 5 setembro 2025. Consultado em 8 setembro 2025
- ↑ Lucas Brêda/Folhapress (12 de setembro de 2025). «Gaby Amarantos afirma que novo disco recria experiência de ir à festa de aparelhagem». O Tempo. Consultado em 19 de setembro de 2025
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- ↑ a b «10 curiosidades sobre "Rock Doido", o novo álbum-filme de Gaby Amarantos». Elle Brasil. 30 de agosto de 2025. Consultado em 8 de setembro de 2025
- ↑ a b «De Beyoncé ao tecnobrega: 'Rock Doido' conecta referências globais e amazônicas em uma só produção». O Liberal. Consultado em 8 setembro 2025
- ↑ a b «Gaby Amarantos estreia 'Rock Doido' com filme no YouTube e disco nas plataformas digitais». O Liberal. Consultado em 8 setembro 2025
- ↑ a b «Rock Doido gravado em celular: Gaby Amarantos lança filme musical». CNN Brasil. Consultado em 8 setembro 2025
- ↑ a b Leandro Ferreira. «Gaby Amarantos e o 'Rock Doido' que somos: o maior ato pop do tecnobrega paraense». O Liberal. Consultado em 8 setembro 2025
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