Rio Porcupine
Rio Porcupine
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|---|---|
| Ch’ôonjik | |
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| Comprimento | 916 km |
| Nascente | Cordilheira Ogilvie, Yukon |
| Caudal médio | 414 m³/s |
| Foz | Rio Yukon, em Fort Yukon, Alasca |
| Área da bacia | 118 000 km² |
| Região hidrográfica | Bacia do Rio Yukon |
| Países | |
| Coordenadas | 🌍 |
O rio Porcupine (Ch’ôonjik em língua gwich’in) é um tributário do rio Yukon, com aproximadamente 916 quilômetros de extensão, situado entre o Canadá e os Estados Unidos.[1]
Curso
O rio nasce na Cordilheira Ogilvie, ao norte de Dawson City, no território de Yukon, Canadá.[2] A partir dali, flui inicialmente para o norte, atravessando a comunidade de Old Crow, depois desvia para sudoeste, cruzando a fronteira com o estado do Alasca, e deságua no rio Yukon em Fort Yukon.[2]
Etimologia
O nome do rio deriva da palavra gwich’in Ch’ôonjik, que significa "rio dos espinhos de porco-espinho".
Ecologia e importância
A manada de caribus Porcupine, que habita áreas como o Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico (Arctic National Wildlife Refuge), recebe esse nome por utilizar as planícies adjacentes ao rio Porcupine como áreas de reprodução.
Arqueologia
Há indícios (ainda contestados) da mais antiga presença humana nas Américas associados a uma caverna em um dos afluentes do rio, o rio Bluefish. Ossos de animais, aparentemente modificados por humanos, foram encontrados nas Cavernas Bluefish e datados por datação por radiocarbono entre 25 000 e 40 000 anos atrás—anteriores às datas tradicionalmente aceitas para o Povoamento das Américas.[3]
Navegação
O rio Porcupine é considerado uma excelente opção para viagens fluviais de iniciantes que já tenham experiência em regiões de natureza selvagem.[2] A navegação pode ser realizada em canoa, caiaque ou bote inflável, embora ventos contrários possam dificultar a progressão para quem utiliza botes.
Um percurso clássico é navegar aproximadamente 800 quilômetros, começando no lago Summit, no Yukon, descendo pelo rio Bell até a confluência com o Porcupine, e seguindo até Fort Yukon. Este trajeto é classificado como Classe I (fácil) na escala internacional de dificuldade em rios. Entretanto, em períodos de cheias, trechos como os Cânions Upper e Lower Rampart, situados já em território americano, podem apresentar correntezas fortes e serem classificados como Classe II.[2]
Referências
- ↑ Holton, Gary (16 de julho de 2013). «Alaska Native Language Archive: Alaska Place Names». University of Alaska Fairbanks. Consultado em 3 de novembro de 2013
- ↑ a b c d Jettmar, Karen (2008). The Alaska River Guide: Canoeing, Kayaking, and Rafting in the Last Frontier 3ª ed. Birmingham, Alabama: Menasha Ridge Press. p. 132–134. ISBN 978-0-89732-957-6
- ↑ Morlan, R.E. (1986). «Pleistocene archaeology in Old Crow Basin: a critical reappraisal». In: Bryan, Alan Lyle. Pleistocene Archaeology in Old Crow Basin: A Critical Reappraisal New Evidence for the Pleistocene Peopling of the Americas ed. Orono, Maine: Center for the Study of Early Man, University of Maine. pp. 27–48
