Rio Carassu (Eder)

Carassu
Rio Carassu (Eder)
Comprimento 10,5 km
Foz Rio Aras
Países da
bacia hidrográfica
Turquia
Distrito Araleque
Carassu está localizado em: Turquia
Carassu
Localização do Carassu na Turquia
Coordenadas 🌍

O rio Carassu (em turco: Karasu çayı[a]), historicamente chamada Guineguim (em armênio: Գինեգույն, Gineguyn), Acorri (Ակոռի, Akoṙi), Garaurte (Գարաուրտ, Garaurt), Guina (Գինա, Gina) ou Guino (Գինո, Gino),[1] é um rio da Turquia, localizado no distrito de Araleque, na província de Eder.

Geografia

Administrativamente, o Carassu flui através do distrito de Araleque, na província de Eder. Nasce no sopé norte do monte Ararate e passa perto da aldeia de Ienidoane (antiga Acorri), onde irriga jardins e campos próximos, e termina seu curso no rio Aras, onde deságua na margem direita.[1] Sua vazão é de 5 metros cúbicos por segundo e seu comprimento é de 10,5 quilômetros.[2] Se parece com um canal e sua largura é de três metros em média, sua profundidade é de três a quatro metros em alguns lugares, com uma média de 1,5 metro.[3]

As nascentes nas aldeias de Bulacbaxe, Gurgore e Iazleque, que alimentam o Carassu, emergem do contato de basalto e aluvião no sopé do Ararate. Sua vazão é alta, seu pH é de 7,4-8,2, sua dureza é média, é baixo em sódio e médio em sal.[4] Embora as águas do Carassu não sejam salgadas na fonte, o teor de sal aumenta à medida que se movem pelas terras áridas de Eder.[5] Lagoas de água se formam em alguns lugares ao longo do rio e essas áreas são importantes à vida selvagem. O ratão-do-banhado (Myocastor coypus), um mamífero aquático sul-americano introduzido na Europa e Ásia, vive no Carassu e no Aras.[6]

História

O rio foi mencionado por Moisés de Corene (século V) em relação às lendas populares a respeito da morte do rei artaxíada Artavasdes I (r. 160–115 a.C.): segundo o relato, Artavasdes dirigiu-se ao monte Ararate para caçar próximo ao rio, onde foi acometido de uma súbita tontura, se virou em seu cavalo e caiu num grande poço, sem deixar vestígios.[7] Em Carassu também estava localizado o palácio-residência de verão de Huceine Cã Sardar do canato de Erevã, com sua bacia de fonte fria, que foi destruído no sismo de junho de 1840.[1]

Notas

[a] ^ Çayı, o acusativo singular definitivo de çay, é um dos vários termos turcos empregados para aludir a fluxos d'água. Foi registrado em turco otomano como çay (چای)[8] de uma possível forma prototúrquica *čāy.[9] No turco, em específico, alude a riachos e ribeiras, em contraste com os rios maiores, referidos como nehir ou ırmak.[10] Essa distinção, no entanto, não existe em outras línguas do mesmo tronco linguístico, como o azeri, onde o termo se comporta como a denominação genérica para rios.[11]

Referências

Bibliografia

  • Hakobyan, Tadevos X.; Melik-Baxšyan, Stepan T.; Barsełyan, Hovhannes X. (1988–2001). «Բերկրի». Hayastani ev harakitsʻ šrjanneri tełanunneri baṛaran [Հայաստանի և հարակից շրջանների տեղանունների բառարան] [Dicionário de Toponímia da Armênia e Territórios Adjacentes]. 1–5. Erevã: Yerevan State University Publishing House 
  • Moisés de Corene (1978). Thomson, Robert W., ed. History of the Armenians. Cambrígia, Massachussetes; Londres: Harvard University Press 
  • Redhouse, James W. (1890). «چای». A Turkish and English Lexicon‎. Constantinopla: A. H. Boyajian 
  • Starostin, Sergei; Dybo, Anna; Mudrak, Oleg (2003). «*čāj». Etymological dictionary of the Altaic languages (Handbuch der Orientalistik; VIII.8). Leida, Nova Iorque e Colônia: E.J. Brill