Richard Martin Willstätter

Richard Martin Willstätter
NascimentoRichard Martin Willstätter
13 de agosto de 1872
Karlsruhe
Morte3 de agosto de 1942 (69 anos)
Locarno
ResidênciaAlemanha
SepultamentoMuralto Cemetery
Nacionalidadealemão
CidadaniaImpério Alemão, República de Weimar, Alemanha Nazista
CônjugeSophie Leser
Filho(a)(s)Margarete Willstätter
Alma materUniversidade de Munique
Ocupaçãoprofessor universitário, químico
DistinçõesPrêmio Bressa (1911), Medalha Adolf von Baeyer (1914), Nobel de Química (1915), Prêmio Faraday (1927), Medalha Davy (1932), Prêmio Willard Gibbs (1933)
Empregador(a)Universidade Luís Maximiliano de Munique, Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, Universidade Humboldt de Berlim, Sociedade Kaiser Wilhelm, Universidade de Zurique
Orientador(a)(es/s)Alfred Einhorn e Adolf von Baeyer
InstituiçõesUniversidade de Munique, Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, Universidade Humboldt de Berlim, Sociedade Kaiser Wilhelm
Causa da morteenfarte agudo do miocárdio

Richard Martin Willstätter (Karlsruhe, 13 de agosto de 1872Locarno, 3 de agosto de 1942) foi um químico alemão.

Recebeu o Nobel de Química de 1915 devido à sua pesquisa sobre pigmentos biológicos, em especial a clorofila.[1]

Carreira

Estudou na Universidade de Munique, onde obteve seu doutorado em 1894, por seu trabalho sobre a estrutura da cocaína. Foi professor assistente de química orgânica nessa Universidade, de 1902 a 1905, trabalhando com Adolf von Baeyer em Munique, enquanto continuava investigando a estrutura dos alcalóides, sintetizando vários deles.

Entre 1905 e 1912 foi professor na Universidade de Zurique, começando a trabalhar sobre a clorofila. Descobriu a sua estrutura, assim como a semelhança entre esta e a hemoglobina do sangue. Foi professor da Universidade de Berlim (1912 - 1915), onde suas investigações revelaram a estrutura de muitos pigmentos de flores e plantas, e diretor da Sociedade Kaiser Wilhelm (1912-1916). Quando a Primeira Guerra Mundial interrompeu suas pesquisas, dedicou sua atenção, junto com Fritz Haber, Em colaboração para o desenvolvimento de um filtro químico de adsorção para máscaras de gás. [2] [3]

Foi laureado com o Nobel de Química de 1915, por pesquisas pioneiras sobre os pigmentos vegetais, especialmente a clorofila.

Em 1916 Willstatter sucedeu Baeyer como professor em Munique. Durante a década de 1920 pesquisou os mecanismos das reações das enzimas. Considerava as enzimas como substâncias químicas não protéicas, teoria sustentada até 1930.

Sendo judeu, demitiu-se do seu posto em Munique como protesto pelas pressões anti-semitas. Continuou seus trabalhos de forma privada, primeiro em Munique e, desde 1939 na Suíça.

Referências

  1. «Chemistry Laureates: Fields». www.nobelprize.org. Consultado em 9 de agosto de 2018 
  2. «Like Monstrosities from Another World». Science History Institute. Consultado em 5 fevereiro 2026 
  3. «Richard Willstätter – Britannica». Encyclopaedia Britannica. Consultado em 5 de fevereiro de 2026 

Ligações externas


Precedido por
Theodore William Richards
Nobel de Química
1915
Sucedido por
Fritz Haber