Ricardo Paranhos

Ricardo Paranhos
fotografia da época.
Nascimento
1866

Morte
1941

Corumbaíba
Nacionalidadebrasileiro
Ocupaçãocronista, poeta, jornalista, Político de Goiás
Género literárioromance

Ricardo da Silva Paranhos (Catalão, 1866Corumbaíba, 1941), foi um escritor, poeta, político goiano, tendo ocupado a cadeira de número 15 como fundador da Academia Goiana de Letras

Origens e Formação

Era filho do senador e coronel Antonio da Silva Paranhos, natural do Rio de Janeiro e Belisária da Costa Paranhos, pertencente a uma tradicional família de Paracatu.

Estudou em instituições renomadas, como o Colégio Nosso Senhor do Bonfim (em Entre-Rios, atual Ipameri), e o Colégio Moretzsonh em São Páulo. Ingressou no Curso Preparatório da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, mas teve que interromper os estudos por motivos de saúde, retornando a Catalão.

Vida Política

Na vida politica, foi deputado estadual e constituinte[1] na Assembleia Legislativa de Goiás em 1891. Após o assassinato de seu pai, enfrentou perseguições políticas que o levaram a se afastar de Catalão, residindo em cidade como Estrela do Sul e Araguari por mais de três décadas.[2]

Em Araguari, dedicou-se a intensa vida comercial, foi proprietário de serrarias em Anhanguera e Engenheiro Bithout, Uma enchente do Paranaíba pôs a perder toda sua fortuna em madeira, da noite para o dia. Mas isto não quebrantou a jovialidade do seu espirito, continuando ele a colaborar com entusiasmo nos jornais do Triangulo e de Goiás.

Carreira Literária

Destacou-se como poeta e cronista, sendo considerado por alguns como o maior poeta goiano anterior ao surgimento de Leo Lynce. Sua produção literária inclui obras como:

  • Borboletas Azuis
  • Repiques e Badaladas
  • Sátiras e Humorismo
  • O Gama

Além de crônicas políticas e os livros "O Crime de Catalão" e "Os Canibais", nos quais denuncia a violência política que culminou no assassinato de seu pai.[3]

Sua atuação na impressa foi significativa, tendo sido redator do jornal Goiás-Minas, editado inicialmente em Araguari e posteriormente em Catalão. Foi colaborador de outros periódicos como O Triângulo e Sul de Goiás.

Em torno de Ricardo se congregou uma plêiade de bons poetas, que se revezavam na publicação de poemas, numa pequena seção intitulada — Arcádia Catalana.[4] Eram eles: Randolfo Campos, Roque Alves de Azevedo, Gastão de Deus, Alceu Vitor Rodrigues.

O Livro da (Editora CERNE, Prefácio de Mon. Primo Vieira): “Obras Completas de Ricardo Paranhos.[5]” não representa a totalidade das suas produções, mas o que se conseguiu levantar do seu espólio literário. Multa coisa se perdeu, ou ainda se acha dispersa em jornais.

Legado e Homenagens

Faleceu em Corumbaíba, em 1941. Em 1978, seus restos mortais foram trasladados para o Morrinho de São João, em Catalão, conforme desejo expresso em um de seus poemas,[6] nomeado de Talvez.

Em Goiânia, no setor Marista, existe uma avenida que leva o seu nome: Avenida Ricardo Paranhos.[7]


Referências

  1. «O_Legislativo_em_Goias_Vol1_2edicao.pdf» (PDF). Biblioteca Legislativa de Goiás. Consultado em 5 de junho de 2025 
  2. «Imagens de duas cidades nas crônicas de Ricardo». Periódicos UFCAT. Consultado em 5 de junho de 2025 
  3. «Ricardo Paranhos, poeta e cronista a ser descoberto e valorizado». Redação Diário da Manhã. Consultado em 5 de junho de 2025 
  4. «Arcádia Catalana». Memórias esparsas da velha Catalão. Consultado em 5 de junho de 2025 
  5. «Obras Completas de Ricardo Paranhos». Obras Completas de Ricardo Paranhos. Consultado em 5 de junho de 2025 
  6. «Flores para Ricardo Paranhos». Maysa Abrão. Consultado em 5 de junho de 2025 
  7. «Avenida Ricardo Paranhos». Avenida Ricardo Paranhos. Consultado em 5 de junho de 2025