Ribeirão do Achado

Ribeirão do Achado
Ribeirão do Achado
Ribeirão do Achado no Centro de Santana do Paraíso, visto da Rua São José.
Nascente Serra do Achado, Santana do Paraíso
Altitude da nascente 1 100 m
Foz Ribeirão Taquaraçu em Santana do Paraíso
Área da bacia 144,4 km²
Afluentes
principais
Córregos Sucupira (Soveno) e Pompeu[1][2][3]
País(es)  Brasil

O ribeirão do Achado é um curso de água que nasce e deságua no município brasileiro de Santana do Paraíso, no interior do estado de Minas Gerais. Sua nascente se encontra na Serra do Achado, a 1 100 metros de altitude,[4] em área que faz divisa com os municípios de Ipatinga e Mesquita,[5] enquanto que sua foz está no ribeirão Taquaraçu.[6]

É o principal curso hídrico da região central de Santana do Paraíso, juntamente com o córrego Sucupira, mais conhecido como córrego Soveno, que é um afluente do ribeirão do Achado.[3] Sua sub-bacia, portadora de diversas nascentes, conta com 144,4 km² e é a de maior extensão dentre as que compõem o território municipal.[7]

Descrição

O manancial banha a região central da cidade de Santana do Paraíso e serviu como caminho aos tropeiros que desbravaram essa área por volta de 1845.[8] Sua nascente se encontra em uma área de serra e muitos trechos do leito principal são caracterizados como vales bem demarcados, com estreitamento do canal à medida em que se aproxima do perímetro urbano.[4]

O curso possui uma significativa quantidade de corredeiras, cachoeiras e quedas d'água, como por exemplo as cachoeiras do Paraíso e do Engenho Velho, que ficam no entorno da zona urbana de Santana do Paraíso e são alguns dos principais atrativos turísticos do município.[7][9][10] O ribeirão do Achado é um afluente do ribeirão Taquaraçu, que por sua vez é um afluente do rio Doce. Portanto, faz parte da bacia do rio Doce.[6] Entretanto, dependendo da fonte o ribeirão do Achado é considerado um afluente direto do rio Doce.[7] Do manancial é extraída parte da água que abastece a cidade, ao mesmo tempo que a poluição é um problema histórico do curso hídrico.[7]

O uso do solo pela atividade humana é significativo na área de drenagem, inclusive das nascentes, parte das quais está situada em áreas de pastagem ou locais degradados.[11] Em 2020, 37,11% da bacia hidrográfica era ocupada por pastagens, 36,06% por vegetação densa, 11,94% por áreas degradadas, 6,86% pela silvicultura e 6,53% por área urbana, cabendo ressaltar o crescimento urbano observado nos anos anteriores devido à aprovação de loteamentos e expansão de ocupações.[12] Contudo, existem iniciativas de proteção de nascentes, mesmo algumas situadas em propriedades particulares, através de cercamentos e/ou manutenção de mata nativa.[13]

Ver também

Referências

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1980). «Folha SE-23-Z-D-II». Biblioteca IBGE. Consultado em 30 de abril de 2025. Cópia arquivada em 30 de abril de 2025 
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1980). «Folha SE-23-Z-D-III». Biblioteca IBGE. Consultado em 30 de abril de 2025. Cópia arquivada em 30 de abril de 2025 
  3. a b Ezezinos 2021, p. 40
  4. a b Neto 2012, p. 122–124
  5. Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) (27 de abril de 1992). «LEI nº 10.704, de 27/04/1992». Consultado em 30 de abril de 2025. Cópia arquivada em 30 de abril de 2025 
  6. a b Ezezinos 2021, p. 14–15
  7. a b c d Neto 2012, p. 84–86
  8. Neto 2012, p. 59–60
  9. Jornal Diário do Aço (2 de maio de 2017). «No fluir das águas». Consultado em 30 de abril de 2025. Cópia arquivada em 30 de abril de 2025 
  10. Prefeitura (22 de agosto de 2011). «Localização». Consultado em 30 de abril de 2025. Cópia arquivada em 30 de abril de 2025 
  11. Ezezinos 2021, p. 57
  12. Ezezinos 2021, p. 77–80
  13. Ezezinos 2021, p. 58–70

Bibliografia