Reserva do Iguaçu
Reserva do Iguaçu | |
|---|---|
| Município do Brasil | |
![]() Bandeira | |
| Hino | |
| Gentílico | reservense do iguaçu |
| Localização | |
![]() | |
![]() Reserva do Iguaçu |
|
| Mapa de Reserva do Iguaçu | |
| Coordenadas | 🌍 |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Paraná |
| Municípios limítrofes | Coronel Domingos Soares, Foz do Jordão, Mangueirinha e Pinhão. |
| Distância até a capital | 350 km |
| História | |
| Fundação | 1997 (29 anos) |
| Administração | |
| Prefeito(a) | Vitorio Antunes de Paula[1] (PL, 2021–2024) |
| Características geográficas | |
| Área total [2] | 834,232 km² |
| População total (Censo IBGE/2010[3]) | 6,553 hab. |
| Densidade | 0 hab./km² |
| Clima | subtropical (Cfb) |
| Altitude | 1.000 m |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 85195-000 |
| Indicadores | |
| IDH (PNUD/2000[4]) | 0,726 — alto |
| PIB (IBGE/2008[5]) | R$ 65 099,580 mil |
| PIB per capita (IBGE/2020[5]) | R$ 29 542,89 |
| Sítio | reservadoiguacu.pr.gov.br (Prefeitura) |
Reserva do Iguaçu é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada em 2022 de 6.553 habitantes.
História
Povoamento Ameríndio Pré-Colonial
As evidências arqueológicas mais recentes indicam que a presença humana no atual território de Reserva do Iguaçu e seu entorno remonta a pelo menos 9.000 anos Antes do Presente, quando a região apresentava um clima mais seco e de temperaturas mais baixas do que o atual[6]. Sítios arqueológicos como o Ouro Verde I[7], no município vizinho de Boa Esperança do Iguaçu, revelaram uma rica concentração de ferramentas de pedra e gravuras rupestres, sendo considerados os registros mais antigos de ocupação indígena em todo o Paraná.
Esses grupos ameríndios primitivos viviam da coleta de frutos silvestres, da pesca e da caça de animais, utilizando instrumentos confeccionados principalmente com pedra, osso e madeira. Alguns desses vestígios iniciais são frequentemente associados às tradições líticas como Umbu, Humaitá e Bituruna, importantes para entender os primeiros modos de vida na região muito antes da chegada dos europeus.[8]
Início da Colonização Europeia
Quando os primeiros colonizadores europeus começaram a explorar as terras que atualmente formam o município de Reserva do Iguaçu, essa região era tradicionalmente habitada por grupos indígenas Kaingang, Xokleng e Guarani[9]. Assim como em outras áreas do sul do Paraná, há registros históricos e arqueológicos que atestam a presença desses povos, que mantinham uma relação estreita com os rios, matas e campos da região.
Durante os séculos XVI e XVII, missionários espanhóis tentaram estabelecer reduções jesuíticas na região do Guairá, em uma tentativa de catequização e organização social dos povos indígenas.[10] Apesar dos esforços, a presença espanhola foi violentamente interrompida por expedições bandeirantes vindas de São Paulo, que destruíram as missões e escravizaram milhares de indígenas[11][12]. Com isso, muitos grupos indígenas buscaram refúgio em regiões de difícil acesso, como os vales profundos e os altos planaltos do atual centro-sul do Paraná.
A região que hoje corresponde ao território de Reserva do Iguaçu permaneceu por muito tempo sem ocupação permanente por parte dos colonizadores portugueses, devido à sua posição geográfica distante dos principais núcleos urbanos e à dificuldade de acesso. Apenas a partir da segunda metade do século XIX, com a abertura de caminhos tropeiros e o crescimento da atividade pecuária, passaram a surgir os primeiros estabelecimentos de fazendas e pousos de tropeiros na região – entre eles, a localidade de Rondinha, que servia como parada estratégica para quem percorria o interior entre o sul do país e os mercados de São Paulo.
Ao longo do século XX, essas fazendas e pequenas comunidades rurais se expandiram lentamente, recebendo migrantes vindos de outras partes do Paraná e também de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esse processo gradativo de ocupação criou as bases para a futura formação do município[13].
Fundação e Desenvolvimento de Reserva do Iguaçu
O nome “Reserva” remonta ao período das sesmarias – sistema colonial de distribuição de terras –, sendo que a terra teria sido “reservada” ao último ocupante, o Sr. João Lustoza, o que deu origem à denominação atual[14].
A localidade onde hoje está a sede do município, chamada Rondinha, já era conhecida desde o século XIX como ponto de pouso para tropeiros que viajavam com suas tropas entre o sul do país e São Paulo. Esse papel estratégico contribuiu para o surgimento de pequenos núcleos de ocupação rural na região.
Por sua vez, a história administrativa de Reserva do Iguaçu está diretamente ligada ao município de Pinhão. Em 1965, a localidade de Rondinha foi elevada à condição de distrito com o nome oficial de Reserva, ainda pertencente ao município-mãe. A emancipação político-administrativa só ocorreria mais tarde: em 1995, com a promulgação da Lei Estadual nº 11.163, foi oficialmente criado o município de Reserva do Iguaçu, conforme registros do IBGE.[13]
Com sua autonomia, a cidade passou a organizar sua economia de forma mais independente, mantendo a tradição agropecuária, mas também abrindo espaço para novos setores econômicos e projetos de desenvolvimento regional. Hoje, Reserva do Iguaçu é reconhecida como um importante polo agrícola e energético da região, com destaque para a presença da Usina Hidrelétrica Ney Aminthas Braga (Usina de Segredo), construída no rio Iguaçu.
Política
Administração
- Prefeito: Vitorio Antunes de Paula (2025/2028)
- Vice-prefeito: João Francisco Santos
- Presidente da câmara: Emerson Semchechen (2025/2028)[15]
Ex-prefeitos
Economia
A economia do município se destaca pela agricultura, pecuária e madeira, além dos recursos oriundos da Usina Hidrelétrica de Segredo.
Turismo
Seus principais pontos turísticos são:
- Casa de Pedra (Casarão da Fiat);
- Santuário do Passo da Reserva;
- Cachoeira do Passo da Reserva;
- Museu Regional do Iguaçu;
- Mirante UHE GNB.
Galeria de imagens
-
Festa Nossa Senhora Conceição Aparecida - Santuário do Passo da Reserva -
Cachoeira do Passo da Reserva -
Festividades do Aniversário do Município -
Casa de Pedra (Casarão da Fiat) -
Usina Hidroelétrica Governador Ney Aminthas de Barros Braga
-
Casamento -
Museu Regional do Iguaçu
Referências
- ↑ «Candidatos a vereador Reserva do Iguaçu-PR». Estadão. Consultado em 9 de maio de 2021
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
- ↑ «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008
- ↑ a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010
- ↑ Parellada, Cláudia Inês (2008). «Revisão dos sítios com mais de seis mil anos BP no Paraná: discussões geoarqueológicas». Fundação Museu do Homem Americano. FUNDHAMentos (VII): 118-135. Consultado em 23 de abril de 2025
- ↑ «Sítio Ouro Verde I». Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 1992. Consultado em 23 de abril de 2025
- ↑ Prous, André (2006). O Brasil antes dos brasileiros: A pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. ISBN 8571109206
- ↑ Nimuendajú, Curt (2017) [1944]. «Mapa Etno-histórico de Curt Nimuendajú». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 23 de abril de 2025
- ↑ Parellada, Cláudia Inês (2008). «Tecnologia e Estética da Cerâmica Itararé-Taquara no Paraná: dados etno-históricos e o acervo do Museu Paranaense». Sociedade de Arqueologia Brasileira. Revista de Arqueologia. 1 (21): 97-111
- ↑ Monteiro, John (2001). Tupis, Tapuias e os historiadores: Estudos de História Indígena e do Indigenismo (Tese de Livre Docência em Etnologia). Campinas: Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciência Humanas
- ↑ Bogoni, Saul (2008). O Discurso de Resistência e Revide em Conquista Espiritual (1639), de Antonio Ruiz de Montoya: Ação e Reação Jesuítica e Indígena na Colonização Ibérica da Região do Guairá (Dissertação de Mestrado em Letras). Maringá: Universidade Estadual de Maringá
- ↑ a b «Cidades. História & Fotos. Reserva do Iguaçu». IBGE Cidades. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2022. Consultado em 23 de abril de 2025
- ↑ «História». Prefeitura Municipal de Reserva do Iguaçu. Prefeitura Municipal de Reserva do Iguaçu. 2023. Consultado em 23 de abril de 2025
- ↑ «Câmara Municipal de Reserva do Iguaçu – PR». Consultado em 7 de janeiro de 2020



