Referendo constitucional na Bolívia em 2009

Referendo constitucional na Bolívia em 2009

25 de janeiro de 2009
Resultados
Resposta
Votos %
Sim 2 064 417 61,43%
Não 1 296 175 38,57%
Votos válidos 3 360 592 95,70%
Inválidos ou brancos 151 107 4,30%
Votos totais 3 511 699 100.00%
Eleitores registados/afluência 3 511 699 100%

Resultados por departamentos

O referendo constitucional da Bolívia de 2009 foi realizado no domingo, 25 de janeiro daquele ano, após ter sido adiado duas vezes, em 4 de maio de 2008 e, posteriormente, em 7 de dezembro de 2008.[1][2][3][4] Redigida e aprovada pela Assembleia Constituinte da Bolívia em dezembro de 2007, foi objeto de algumas modificações pelo Congresso Nacional Boliviano em outubro de 2008 e submetida a referendo. A nova constituição foi aprovada com 61,43% dos votos.[5] No mesmo referendo, votou-se qual deveria ser a extensão máxima de terras que um cidadão pode possuir, cinco mil ou dez mil hectares, tendo sido aprovada a opção de “cinco mil hectares” com 80,65% dos votos.[5]

A nova constituição foi promulgada e publicada no Diário Oficial da Bolívia em 7 de fevereiro de 2009, data em que entrou em vigor.

Antecedentes

Em 2 de julho de 2006, foram realizadas as eleições para escolher os membros da Assembleia Constituinte que trabalharia em uma nova constituição para a Bolívia. Os resultados deram mais de 50% dos 255 assentos da assembleia ao MAS do presidente Evo Morales. Era necessário o apoio de dois terços da assembleia para aprovar a constituição sendo enviada oficialmente 14 de dezembro de 2007.[6][7] Em 28 de fevereiro de 2008, o Congresso convocou a realização do referendo para 4 de maio daquele ano.[8] Posteriormente, o Tribunal Nacional Eleitoral suspendeu o referendo devido à falta de “condições técnicas, operacionais, legais e políticas” para realizar o processo.[9]

Aproveitando-se de um decreto devido ao bloqueio do projeto no Senado, em 28 de janeiro de 2008, o presidente Evo Morales convocou novamente o referendo para 7 de dezembro de 2008,[10] embora, alegando razões legais, a O Tribunal Nacional Eleitoral tenha suspendido novamente a consulta em 1º de setembro do mesmo ano.[10]

Após negociações, em 20 de outubro de 2008, o governo (representado pelo MAS) e a oposição (pelo PODEMOS) chegaram a um acordo, convocando oficialmente a consulta para 25 de janeiro de 2009.[10][11]

Resultados

A Constituição foi aprovada com 61,43% dos votos e promulgada pelo presidente Evo Morales em 7 de fevereiro de 2009, em um evento multitudinário na cidade de El Alto. Após assinar o documento, Morales disse:

Neste dia histórico, proclamo promulgada a nova Constituição Política do Estado boliviano, a vigência do Estado plurinacional unitário, social e, economicamente, o socialismo comunitário

— Evo Morales Ayma
Referendo constitucional na Bolívia, em 25 de janeiro de 2009
Sim ou Não Votos Porcentagem (Votos Válidos)
Sim Sim 2.064.417 61,43%
Não Não 1.296.175 38,57%
Votos válidos 3.360.592 95.70%
Votos nulos ou brancos 151.107 4,31%
Total 3.511.699 100,00%
Participação 90,24%
5.000 ou 10.000 hectáreas Votos Porcentagem
5.000 hectares 1.956.596 80,65%
10.000 hectares 469.385 19,35%
Votos válidos 2.425.981 69,18%
Votos nulos ou brancos 1.081.749 31,29%
Total 3.507.730 100.00%
Participacão 90,14%

Ver também

Referências

  1. «Referendos bajo presión en Bolivia» (em inglês). 29 de fevereiro de 2008. Consultado em 18 de agosto de 2025 
  2. «Corte boliviana suspende referendos de Constitución y autonomías». lta.reuters.com. Consultado em 18 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 2 de março de 2009 
  3. «Las autoridades electorales de Bolivia suspenden la consulta constitucional». Madrid. El País (em espanhol). 2 de setembro de 2008. ISSN 1134-6582. Consultado em 18 de agosto de 2025 
  4. Azcui, Mabel (21 de outubro de 2008). «Acuerdo en Bolivia sobre el referéndum constitucional». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 18 de agosto de 2025 
  5. a b «Wayback Machine». www.cne.org.bo. Consultado em 18 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 3 de fevereiro de 2009 
  6. Marirrodriga, Jorge (3 de julho de 2006). «Bolivia apoya la Constituyente que definirá la "refundación" del país». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 18 de agosto de 2025 
  7. TeleSUR (9 de dezembro de 2007). «Bolivia: Asamblea Constituyente aprobó constitución». Aporrea (em espanhol). Consultado em 18 de agosto de 2025 
  8. «Referendos bajo presión en Bolivia» (em inglês). 29 de fevereiro de 2008. Consultado em 18 de agosto de 2025 
  9. «Corte boliviana suspende referendos de Constitución y autonomías». lta.reuters.com. Consultado em 18 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 2 de março de 2009 
  10. a b c «Las autoridades electorales de Bolivia suspenden la consulta constitucional». Madrid. El País (em espanhol). 2 de setembro de 2008. ISSN 1134-6582. Consultado em 18 de agosto de 2025 
  11. «Principio de acuerdo en Bolivia para la consulta constitucional - GARA». www.gara.net (em basco). Consultado em 18 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 18 de novembro de 2011